Darwin com frevo no pé.

julho, 2008

Durante o encontro anual da SBPC deste ano, tive a oportunidade de conhecer de perto o bloco carnavalesco “Com ciência na cabeça e frevo no pé”. E apesar de não ser lá muito fã de carnaval, adorei a proposta.

"Aí Dumond, conhece aquela do aviador? Einstein, suas piadas são de gosto relativo."

"Aí Dumond, conhece aquela do aviador? Einstein, suas piadas são de gosto relativo."

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Ciência FAIL #1: Refutação.

julho, 2008

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A Second Life da Divulgação Científica

julho, 2008

Orkut, Facebook, Flickr, Myspace, Live Journal, Twitter, fotologs e weblogs ou blogs rompem as fronteiras geográficas e conectam pessoas mundo afora. Nesta nova relação do tempo com o espaço, as proximidades intelectuais acompanham uma sociedade em constante, rápida e permanente mudança. Também a Second Life, na onda das realidades virtuais, entra para discutir a dimensão das vidas on e off-line.

Com o avanço ponto.com é fato que a velocidade com que as relações acontecem difere do passado e nem tudo é tão híbrido como nem tudo o que está na rede é, de fato, uma comunidade virtual. Neste aspecto, tanto a vida medida em pixels e bits quanto a vida fora da web entram em acordo: as comunidades, quando deixam de ter um caráter cooperativo calcado em projetos comuns aos participantes ou quando estes não estabelecem um sentimento de pertencimento a elas, tornam-se apenas um agrupamento de pessoas, uma rede de conexões. Precisam estar mais além.

Nos dias de hoje é praticamente indiscutível: o virtual e o real se cruzam a todo instante e a divulgação científica também não está só na interface de lá ou só no lado de cá. Na Web 2.0, cujo conteúdo é o produzido pelo próprio usuário, as wikis – ferramenta colaborativa de construção de hipertexto – e os softwares com licença Open Source – cujo código fonte fica disponível na rede – criaram uma nova proposta de gerenciamento da informação. Para este segmento das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), a idéia é colaborativa. É o caso da plataforma Moodle – um Sistema de Gerenciamento de Aprendizagem (SGA) – e da plataforma S.E.E.R, um Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas. Ambos estão voltados à aprendizagem e pesquisa e encabeçam a lista dos chamados Recursos Educacionais Abertos (REA), mais conhecidos por sua sigla em inglês OER (Open Educacional Resources).

A internet, ao oferecer estas ferramentas e outras como o YouTube – um site que permite que seus usuários carreguem, assistam e compartilhem vídeos em formato digital – cria uma nova forma de divulgação científica na medida em que milhões de pessoas se entretém, educam e se informam de uma maneira como nunca foi vista. A disseminação do movimento Conteúdo Aberto, baseado então no movimento FLOSS (Free Libre and Open Source Software), gera um grande motivador para os avanços da divulgação científica em meio digital.

Para corroborar, surge a Creative Common License, uma licença baseada no conceito de que é preciso criar e disponibilizar uma grande quantidade de informações e conteúdos de forma que assegure e sustente a criatividade e o ineditismo do autor. Com uma rápida aceitação dos internautas que produzem conteúdo diferenciado na web, a licença ganhou os sites pessoais e blogs. Estes últimos, que há muitos anos deixaram de ser um simples diário virtual para se transformarem em local de debate através de conteúdos específicos e temas polêmicos, ganham novo fôlego e impulsionam novos usuários a criarem seus próprios espaços para a veiculação de suas idéias.

Nota-se que ainda compõe o ciberespaço a Comunicação Mediada por Computador (CMC). Trata-se dos usuários emissores e receptores de e-mails, newslatters, fóruns, quadros de avisos ou scrapbooks, salas de bate-papo ou chats, assinantes de feeds que frequentemente comentam em blogs. São redes que se criam e que não se prendem geograficamente já que o internauta escolhe seu grupo pelo conteúdo e raízes. Bom para a divulgação científica, dentre outras coisas.

Percepção pública da ciência e os desafios da divulgação científica.

julho, 2008

Durante a 60ª Reunião Anual da SBPC, realizada em Campinas entre os dias 13 e 18 de julho de 2008, tive o prazer de acompanhar a mesa redonda cujo objetivo era discutir a visão pública da ciência em diversos países.  Para tal, os participantes da mesa exibiram os dados coletados por meio de uma pesquisa ampla e executada durante 2006 e 2007. Os resultados não poderiam me deixar mais intrigado.

É curioso notar, por exemplo, que em Caracas 59,8% dos jovens entre 16 e 21 anos alegaram que a ciência é uma profissão atrativa. No Brasil, essa média ficou em 44,6%. Um dado que complementa essa informação é o de que em nosso país, essa porcentagem não muda nos jovens que alegaram se interessar por ciência.

A pesquisa ainda investigava as diferenças de opinião entre as classes sociais e, como pode parecer evidente, a popularidade da ciência diminui junto com a classe social. O que realmente me causou estranhamento é que no Brasil, os jovens que dizem ter contato com a ciência possuem opiniões muito semelhantes àqueles que alegam não se interessarem por este tema.

Uma interpretação possível deste dado é a de que a divulgação científica brasileira é ineficaz. Oras, seria perfeitamente compreensível esperar que dentre os jovens interessados em ciência, o índice daqueles que vêem a ciência como uma profissão fosse maior. Quando este dado não se confirma, eu não posso deixar de pensar que talvez estas pessoas não saibam o que é ciência.

Evidentemente existe um problema na educação científica do país. É certo que este problema provavelmente atinge diversas áreas. Começando pela educação básica, passando pela divulgação científica e chegando à importância que o nosso governo dá ao desenvolvimento científico. O divulgador científico deve ter estes dados em mente.

O que é preciso para tornar a divulgação científica mais atraente? Como atingir a parte da população de baixa renda, revertendo a visão negativa da ciência nessa parcela da população? Como atingir a população das classes mais abastadas e que alegam não se interessarem por ciência?

Acima de tudo, o que é preciso fazer para que as pessoas compreendam que existe uma carreira científica, e que ela nem é tão diferente das tantas outras profissões por aí? Não espero encontrar respostas para todas estas perguntas tão cedo, mas tenho lá minhas reflexões. E você leitor do Polegar Opositor? Qual a sua percepção da ciência?

Polegarcast Episódio 1: O que é ciência… Ou não!

julho, 2008

Este é o PolegarCast, o único podcast aonde a ciência vem também no sabor morango (ouça o programa e entenda a piada). Neste primeiro episódio, gravado no dia 27 de junho de 2008, Eu, Rodolfo e Andréa discutimos um pouco sobre o que é a ciência, sua origem, seu presente e ainda damos pitacos sobre seu futuro.

Longe de chegarmos a uma resposta definitiva, a proposta do podcast é um papo informal, de mesa de bar, sobre o que pensamos e como vemos este incrível empreendimento humano.

Ouça já e descubra o que a ciência e os elefantes tem em comum.

Assine o nosso podcast:
Para assinar nosso podcast em seu iTunes, Amarok, Rhythmbox ou qualquer outro player com a capacidade de lidar com a inscrição de podcast’s use nosso feed: http://feeds.feedburner.com/polegarcast

1 ano de Polegar Opositor.

julho, 2008

Hoje, dia 17 de julho de 2008, o Polegar Opositor completa seu primeiro ano.

É impossível não observar as mudanças que o blog sofreu durante esse período. Teve um começo simples, uma idéia na cabeça e uma instalação padrão do wordpress no servidor de hospedagem. Seis meses depois, lá estava o Polegar passando por sua primeira reestruturação. Abri espaço para novos colaboradores e melhorei a freqüência de publicação dos textos. Aprendi muito durante essa época. Passei a entender melhor o que raios era a tal divulgação científica e seu real valor.

E embora tudo o que eu disse acima tenha lá sua importância, mais importante são as pessoas que me ajudaram a chegar até aqui. E começo agradecendo pela pessoa que me deu toda a idéia e incentivo para começar meu próprio blog de divulgação científica. Marcelle, muito obrigado. Talvez este blog jamais teria se tornado realidade sem a sua força ;). Agradeço aos meus brothers R.Ogro e Zé Costa, por fazerem a caridade de visitarem o Polegar com  freqüência e comentarem sempre que podem. Thanks a lot dudes . E, tomado pelo discurso populista, não posso deixar de agradecer aos outros tantos visitantes deste blog. Eu sei que vocês estão aí, certo? Ou são todos um bando de paraquedistas do Google? Oh damm… Ah… Já ia me esquecendo… Blogildo, você merece um agradecimento a parte cara. Aparentemente você é o único que discorda em algum nível de mim e deixa isso público. Grato, isso aqui seria muito chato sem um mínimo de discussão.

E deixo um parágrafo especial aos meus queridos colaboradores. Senhores (e senhoras e senhoritas), vocês trabalham pra mim em regime quase escravo e nem reclamam! Alguns de vocês até me tratam por “chefe”, e ainda cometem o disparate de dizer que eu sou de fato um bom “chefe”. Este blog é a parte de minha vida que eu tenho prazer de compartilhar com vocês. Cada texto que vocês escrevem aqui, é um treichinho marcado para sempre. Obrigado a todos, por compartilharem comigo o sonho de divulgar ciência. Eu estarei eternamente em dívida por conta disso (e nem adianta cobrar, ou o chicote estala).

Agora chega de sentimentalismo e vamos às novidades. Primeiro a mais evidente. Estamos de cara nova. Com o visual novo e a volta do blog ao wordpress esperamos ganhar com velocidade e facilidade de navegação. Além disso, algumas funções como a possibilidade de dar notas a cada texto melhoram a interação do Polegar com o visitante. Além do novo visual, teremos novos colaboradores, e ainda estamos a procura de mais alguns. Se você quer receber um agradecimento tão bonito quanto o que eu fiz acima no ano que vem, não deixe de entrar em contato :).

Além disso teremos novos conteúdos como, podcast’s, videocast’s e, se eu criar vergonha na cara, quadrinhos. O podcast já pode ser ouvido no post acima, e terá freqüência quinzenal. Fora tudo isso, ainda posso prometer algumas outras novidades que irão surgir durante o ano.

Obrigado a todos, aproveitem as novidades e não deixem de dizer o que acharam na caixa de comentários ou através dos tentilhões.

Thiago.