Divulgação Científica, folias, confetes e serpentinas

1ª versão: Revista Vox Science (Núcleo José Reis de Divulgação Científica)
2ª versão, atualizada: Polegar Opositor

Nas ladeiras de Olinda um pierrô apaixonado, que vivia só cantando, acabou chorando quando viu sua colombina no cordão de Albert Einstein, um boneco gigante no meio da multidão. Isso foi em 2005, e foi a primeira vez do bloco “Com Ciência na Cabeça e Frevo no Pé”, fundado pelo Espaço Ciência, pelo Cenine/UFPE e pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência de Pernambuco (SBPC-PE). Já em 2006, quanto riso, oh, quanta alegria, mais de mil foliões no maracatu e um arlequim que ficou chorando o amor de colombina, que só tinha asas para um Santos Dumont em comemoração aos 100 anos do vôo do 14 Bis. Ah, se você fosse sincera… No outro ano foi a vez de José Leite Lopes, físico pernambucano, e a colombina dando viva ao maioral. Ela quer um lindo apartamento, com porteiro e elevador. E sob o tema “Evolução e Diversidade”, Charles Darwin foi o escalado para arrasar pierrôs e arlequins em 2008, ano em que o bloco marca a abertura oficial da V Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de Pernambuco.

Em 2009 os homenageados da vez serão os cientistas Carlos Chagas e Galileu Galilei. É, as águas vão rolar. Por enquanto elas estão sendo puxadas por professores universitários, estudantes e representantes da comunidade científica preocupados com o progresso da ciência, e sua divulgação. Pois então, ei!, vai com jeito, vai, se não um dia, a casa cai.

E qual é o jeito da Divulgação Científica? Em Pernambuco é o frevo que conta a história e homenageia a ciência através de seus personagens. Já as marchas de carnaval pouco têm a ver com isso, dizem o cotidiano e o amor. Elas pertencem a um gênero musical que esteve presente nos carnavais brasileiros entre os anos 20 e 60, altura em que começaram a ser substituídas pelos enredos das escolas de samba. Me leva que eu vou, sonho meu, atrás do samba-enredo há uma ilustração poético-melódica que possui um estilo característico e versejar próprio. Trata-se de uma expressão de linguagem popular, não lhe sendo exigidos esquemas fixos de métrica e rima. Bom para a divulgação científica? Com certeza. A linguagem alegórica escolhida pelos carnavalescos explode corações na maior felicidade e atinge o público em cheio. Candeeiro, candeeiro ó, a pedra do teu anel brilha mais do que o sol!

Pode-se ver, saber e contar de um tudo no maior show da terra. Beija Flor, em 1978, cantou a criação do mundo na tradição nagô, iererê, surge a vida com esplendor. Ciências naturais, da terra, da saúde e humanas. Vai de um tudo para a avenida. Teu cenário é uma beleza. Cada escola apresenta um tema, a partir de um roteiro seqüencial e dos argumentos que fazem uso: alas, destaques, fantasias, adereços e alegorias. Em conjunto, todos devem retratar uma época se o enredo girar em torno de acontecimentos históricos, ou retratar os elementos tradicionais e característicos em casos de temas folclóricos, regionais ou religiosos. E porque através das alegorias, realidades abstratas podem ser concretizadas, as ciências sociais, políticas e econômicas brincam no mar. Elas brincam na areia, no balanço das ondas, e na avenida elas semeiam a vida, o negro, a cultura, a evolução, as tradições, a imigração, a colonização, a arte, os sertanejos, a ecologia, a biodiversidade e os grandes personagens da nossa história: pensadores, sociólogos, artistas, cientistas, políticos. Às vezes nas doses de uma a crítica: liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós. Outras, nas vezes de uma dúvida: como será o amanhã, responda quem quiser. E o realejo diz, que a divulgação científica será feliz entre folias, confetes e serpentinas.

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Salvem os fenômenos, salvem o mundo.

Platão e Aristóteles influenciaram de maneira determinante todo o desenvolvimento científico do período anterior à revolução científica. Platão, com seu mundo das ideias, acreditava que o homem não era capaz de encontrar as causas por trás dos acontecimento naturais. Defendia que era preciso “salvar os fenômenos”, ou seja, descrevê-los.

Já Aristóteles por outro lado acreditava que fenômenos naturais tinham causas naturais. E que portanto era possível encontrar estas causas, observando os fenômenos. Aristóteles também fez uma grande descrição o mundo celeste.

Ambos os homens condicionaram a prática da astronomia antiga. O modelo aristotélico do mundo celeste se tornou o grande paradigma astronômico. O filósofo grego postulou que toda a região “supralunar”, ou seja, tudo que fica “acima” da lua, era constituída de uma matéria diferenciada.

Para ele, o mundo supralunar era perfeito, existia desde sempre e continuaria existindo de maneira imutável. Os planetas e estrelas não tinham imperfeições, eram todos esferas perfeitas, se movendo em orbitas circulares ao redor da Terra. Era um mundo incorruptível.

A Terra era posicionada no centro do Universo por sua condição imperfeita, e não por privilégio. Todo o mundo “sublunar” era constituído de uma substância material comum. Essa condição nada celestial justificava as inúmeras imperfeições da superfície da Terra, bem como sua característica mutacional. A Terra não era como sempre foi, e continuaria a mudar no futuro.

Estre grande modelo astronômico se unio ao projeto metodológico platônico. De modo que não era papel dos astrônomos procurar as causas para, digamos, o movimento dos planetas. O papel destes homens era o de salvar os fenômenos, criando para tal hipóteses. Hipótese no caso da astronomia antiga significa produzir modelos descritivos.

Mesmo Copérnico, que criou seu modelo astronômico tirando a Terra do centro do Universo, seguia esse paradigma. Acreditava, como todos à época, que o mundo celeste era mesmo feito de uma substância diferenciada, aristotélica. E seu livro não se ocupa, em momento nenhum, em procurar causas para os fenômenos celestes.

O aristotelismo só começou a ruir em 1572, quando o que acreditava-se ser uma estrela apareceu no céu, visível a olho nu, com uma intensidade maior do que as outras tantas estrelas visíveis, e desapareceu por completo duas semanas depois. Era uma supernova, hoje bastante famosa, e que foi o primeiro passo para a refutação de Aristóteles.

A supernova de 1572. Clique para ampliar.

A supernova de 1572. Clique para ampliar.

O segundo veio alguns anos depois, em 1577, quando um cometa cruzou os céus. Um astrônomo famoso da época, Tycho Brahe, fez medições precisas sobre a distância do cometa e concluiu que ele não podia ser um fenômeno atmosférico, como se acreditava até então. Era antes um objeto que estava cruzando o mundo celeste.

Com a incorruptibilidade dos céus posta em causa, não demorou para que a presença aristotélica e platônica fossem abaladas. Galileu deu o passo final, não só com seu trabalho sobre a queda dos corpos, mas também com sua metodologia de estudar a natureza isolando um fenômeno de sua condição natural, em laboratório.

Galileu deixou de salvar os fenômenos, preocupado em descobrir suas causas. Mas para tal, os isolava da natureza, indo contra a filosofia natural aristotélica. É uma mudança de atitude impressionante, entendida até hoje como uma das causas da revolução científica.

*Edit: Aonde estava escrito “…não só com seu trabalho sobre o movimento dos corpos…” foi modificado para “…não só com seu trabalho sobre a queda dos corpos…”. Apesar do seu trabalho vanguardista, quem mais se ocupou com a origem do movimento dos corpos celestes foi Kepler, homem que Galileu admirava e que se correspondia com frequência. Kepler também é responsável pelo modelo atual do sistema solar, o tema vai ser abordado melhor em outros textos.

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O terceiro mundo de Karl Popper

Karl Popper foi um grande filósofo austríaco bastante conhecido por sua contribuição para a filosofia da ciência. Foram suas idéias que fundaram o racionalismo crítico, que estabelece como critério de demarcação o princípio da falseabilidade. Em uma de suas contribuições mais geniais para a epistemologia, Popper comenta um pouco sobre seu conceito de conhecimento objetivo, e o terceiro mundo.

No texto clássico de seu livro de 1972 “Conhecimento Objetivo: Uma abordagem evolucionista”, Popper faz um exercício interessante. Propõe a existência de três mundos. O primeiro mundo é habitado por todas as coisas físicas, vivas ou não vivas. O segundo mundo é habitado pela consciência humana, “é o mundo da consciência ou dos estados mentais”, nas palavras do próprio Popper.

O terceiro mundo é habitado por conteúdos objetivos. Por conteúdo objetivo, podemos entender todo pensamento objetivo sobre algo, obras de arte, poesia, livros, conhecimento científico e por aí vai. Deste ponto em diante, é possível não só diferenciar um pensamento subjetivo de um pensamento objetivo, mas é também possível concluir uma independência do terceiro mundo.

Karl Popper

Karl Popper

Para Popper, um pensamento subjetivo é aquele ligado à estados mentais ou uma determinada disposição de agir. São, portanto, habitantes do segundo mundo. No terceiro mundo estão os problemas, teorias e similares. Uma vez propostos, este conhecimento objetivo ganha materialidade através de alguma mídia, como livros, e isso garante a eles sua independência.

Se pensarmos na situação hipotética de uma catástrofe mundial, ou um holocausto, destruir todos os seres humanos, todas as nossas máquinas, cidades e traços de nossa civilização, sobrando no entanto nossas bibliotecas, é possível prever que uma futura civilização, não importando sua origem, poderia em tese ser capazes de decifrar nossos livros, acessando o terceiro mundo.

Veja que neste sentido, Popper considera muito mais importante a capacidade que um livro, ou um vídeo, ou um áudio, tem de ser interpretado do que o fato de ele ser realmente interpretado. Com efeito, ele defende que a maioria das pessoas não é capaz de fazer uma correta interpretação de um texto, seja o conteúdo deste texto ficcional ou não. É uma afirmação o bocado forte, e potencialmente verdadeira até hoje.

A beleza nesta idéia do filósofo austríaco é a maneira como o conhecimento, que as vezes nos é tão etéreo, ganha uma substancialidade quase real. Na analogia em que ele mesmo faz, assim como as aranhas produzem sua teia e as abelhas sua colméia, assim também produz o homem o conhecimento.

E quando não mais houver abelhas, ou aranhas, ou o homem, ainda haverá o traço de sua existência. Seja pela teia, pela colméia ou pelo terceiro mundo.

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Deus e o Diabo na terra da ciência.

Existia um debate polêmica em história da ciência sobre a forma de se estudar o passado. Os primeiros historiadores, comprometidos com o projeto positivista, não demoraram a fazer da ciência uma narração de conquistas e vitórias quase heroicas.

A história da ciência era narrada como uma sucessão de fatos que se seguiam gradativamente até chegar a um ponto de excelência e modernidade. E para cada passo, alguns homens eram definidos como os grandes bastiões do desenvolvimento científico. O problema com esse tipo de narração é que, com frequência, ela esta errada.

Sabemos que a ciência se desenvolve em caminhos tortuosos, as vezes damos passos para trás, as vezes abandonamos teorias que estavam bem estabelecidas a bastante tempo e por aí vai. A ciência moderna não é a uma coleção de sucessivos acertos, ou mesmo um empreendimento de grandes glórias.

Mas há algo nessa narrativa que a faz persistir, não mais na história da ciência, aonde essa discussão já foi superada a uns 80 anos, mas na divulgação científica. A questão é que “desenhar” um caminho indubitavelmente progressivo e de grandes realizações é extremamente sedutor. E isso aplicado à divulgação científica resulta na conquista praticamente sem esforço da atenção do leitor.

O problema é ganhar a atenção do leitor em troco de uma divulgação equivocada. Grande parte dos problemas do entendimento público da ciência estão, de certa forma, relacionados com a maneira como a ciência é “vendida”. A noção de progresso e modernidade as vezes são rapidamente incorporadas pelos textos científicos, e não me refiro aqui apenas aos textos de divulgação, mas também os textos escolares, e acabam por dar sequência à mazela positivista.

Não faltam exemplos neste sentido. A maçã de Newton, o experimento de Galileu na Torre de Pisa, os tentilhões que provocaram o grande insight de Darwin, só pra citar as mais comuns. Sabemos que todas elas possuem o seu bocado de verdade, mas sobram exageros.

É verdade que Darwin teve ajuda da observação dos mais variados tipos de tentilhões nas Galapagos. Mas também contou com seu histórico familiar no que diz respeito à evolução, e sofreu influência das obras de Charles Lyell e Thomas Malthus. Da mesma forma que Galileu provavelmente fez experimentos com a queda dos corpos, mas não há nada que nos leve a crer que tais experimentos foram feitos na Torre de Pisa. E Newton, até aonde se sabe, apenas se perguntou se a força que faz as maçãs caírem, também afeta os planetas.

Argumenta-se que é preciso conquistar o leitor de ciência, se possível, inspirar o leitor de ciência. Não discordo do argumento. Mas é preciso tomar cuidado. As vezes, na tentativa de agradar, transformamos a ciência em uma aventura empolgante, quando na maior parte do tempo não há nada de exatamente fantástico no trabalho científico. Sem tomar o devido cuidado, “vendemos Deus e entregamos o Diabo”.

É claro que a beleza esta nos olhos de quem vê. Há algo de belo e poético na simples ideia de se investigar o mundo que nos cerca. E sendo este o objetivo da ciência, não é preciso criar pirotecnias ou contos de fadas a respeito da atividade. A ciência é ontologicamente bonita.

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Auto-validação e a blogosfera científica.

Institucionalização! Este foi o grande passo dado pela ciência no período da revolução científica. O resultado desse passo foi o surgimento de um dos maiores empreendimentos humanos já vistos. A ciência cresceu, ganhou credibilidade e afeta ativamente o meio de vida da sociedade.

É curioso notar como a institucionalização em geral resulta no crescimento acelerado de uma atividade qualquer. Mais do que isso, faz com que a atividade em questão ganhe respeito e articulação política. As religiões aprenderam isso bastante cedo. A ciência demorou um pouco mais.

Uma das principais características resultantes da institucionalização é a chamada auto-validação. Isso quer dizer basicamente que uma comunidade qualquer é capaz de validar a si própria. Parece estranho? Mas não é.

Se tomarmos a ciência como exemplo, vemos o processo de auto-validação sendo constantemente garantido. Seja na formação de associações científicas, ou na produção de periódicos, congressos científicos, conselhos federais e por aí vai. O próprio processo conhecido como “peer review” é um mecanismo, inserido na própria metodologia científica, de auto-validação.

Não basta desenvolver um experimento científico, ou uma teoria, ou ambos. É preciso a aceitação da comunidade. E a aceitação da comunidade se faz na observação de determinadas regras que a própria comunidade construiu.

Mas afinal, o que tudo isso tem a ver com a blogosfera científica do título? Bom, é notável como a divulgação científica cresceu no último ano no Brasil. Especialmente na chamada blogosfera. Os blogs de ciência se multiplicaram, ganharam destaque, tiveram seu próprio evento e por aí vai.

Acontece que a blogosfera científica encontra-se justamente neste processo, não só de institucionalização, mas de auto-validação. Aliás, me arrisco a dizer que a blogosfera brasileira se encontra neste pé a um bom tempo. Mas eu não sou o maior especialista no caso, me atenho ao grupo do qual faço parte.

O que me deixa bastante preocupado é que neste momento de consolidação dos blogs de ciência, muita gente ainda insista no velho paradigma da “relevância”, seja medida por links, seja medida pelo número de prêmios que o blog eventualmente acumule.

Acho graça quando vejo blogueiros defendendo que um blog é tanto mais relevante quanto tanto maior for o número de links em outros blogs. É um argumento claramente auto-validativo: “Meu blog é bom porque aquele outro blog, que tem milhares de visitantes diários e já foi matéria do Jornal da Globo, me linka”.

Resulta que com essa ideia na cabeça, quem sofre é a divulgação científica. Na expectativa de agradar a “blogosfera mãe”, o blogueiro de ciências pode acabar direcionando seu conteúdo para um publico alvo que, apesar das opiniões contrárias, não é garantia de ser um público melhor que qualquer outro.

Acho um pouco ingênua a noção de que um blogueiro de política, ou de humor, ou de tecnologia, tem capacidades melhores do que, digamos, blogueiros miguxos, para identificar um bom material de divulgação científica. Há a esperança constante de que pessoas que fazem bem o seu trabalho, seja na área que for, possuem um bom senso mais apurado.

Eventualmente isso pode ser verdade, mas não há garantias aqui. Em todo caso, bom senso é bom, mas não é o bastante. Eu me considero uma pessoa relativamente razoável, de bom senso. Mas isso não me torna eficaz em apontar bons textos sobre política, embora eu certamente sou capaz de identificar aqueles textos que pecam no exagero, ou na falta de profundidade.

Com os textos científicos ocorre o mesmo. Pessoas de bom senso são capazes de identificar pseudo-ciência extremista quando olham para um texto desse tipo. Mas talvez deixem passar uma pseudo-ciência bem disfarçada. Ou pior, um texto científico mal produzido e de conteúdo pouco rigoroso.

A questão principal é que na tentativa de se auto-validar, a blogosfera científica perde tempo demais seguindo as regras da outra blogosfera. Entre textos de divulgação, as vezes entre os textos de divulgação, sempre sobram espaços para agradar o colega blogueiro. Tudo em nome da relevância, claro.

Um exemplo disso foram os relatos do EWCLiPo. Dos quatro que li, só um falava sobre as discussões que o evento levantou. Os outros trataram de focar em como os blogueiros são super legais, como o chopp foi bom e, eventualmente, reservavam um parágrafo pra dizer, assim mesmo, de passagem, sobre os temas que o evento tratou.

Senhores, a relevância não está na capacidade de agradar os pares. Esta na capacidade de cumprir com eficácia o objetivo proposto, no nosso caso, divulgar ciência. Ser relevante é passar sua mensagem de forma correta e consistente, atingindo o leitor de maneira permanente. Tarefa fácil? Longe disso.

Existe uma maneira simples de medir esta relevância? De forma alguma. Acredito que o feedback dos leitores do blog, fieis ou não, tenha lá seu valor. Além disso, o tempo é sempre o melhor juiz. É muita ingenuidade achar que se é relevante com um blog de um ou dois anos de idade.

Em todo caso, tenho cá a certeza de que nem o Google Analitycs, nem o blogueiro famoso, são capazes de dizer quem é ou quem deixa de ser relevante.

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