Credo de um cientista de hoje (por Julian Huxley)

setembro, 2009

Creio que a vida pode ser digna de ser vivida. Acredito nisto, a despeito da dor, da miséria, da crueldade, da infelicidade e da morte. Não creio que seja necessariamente digna de ser vivida somente para que a maior parte das pessoas possa sê-la.

Também creio que o homem, como indivíduo, como grupo, e coletivamente como humanidade, pode realizar um propósito satisfatório na existência. Creio isto a despeito do mau êxito, da ausência de finalidade, da frivolidade, do tédio, da preguiça e do fracasso. Ainda, não creio que haja inevitavelmente um fim inerente ao universo ou à nossa existência, ou que a humanidade tenda a alcançar um propósito satisfatório, mas somente que tal propósito possa ser encontrado.

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Os mistérios da ciência.

setembro, 2009

Recentemente li dois artigos que, embora já tenham uma certa idade, possuem um conteúdo bastante interessante. Os artigos que podem ser encontrados aqui e aqui tratam basicamente sobre a imagem pública da ciência. O que me chamou a atenção é que ambos, em algum momento, alegam que a ciência construiu pra si mesma uma aura mística.

A afirmação me causou imediato espanto. Sempre ouvi que é próprio da ciência tentar se afastar do místico, buscando sempre a verdade. Com efeito, a ciência de fato alega que trabalha com o mundo real, com fatos, com verdades que podem ser alcançadas sem artifícios mágicos ou sobrenaturais.

Mas pensando bem sobre o assunto, será que a ciência passa mesmo esta imagem de trabalhar sobre um “mundo real”? Ora, qualquer cientista sabe e sustenta que a ciência não vive de dogmas, ou seja, todo o conhecimento científico esta sujeito a revisão. Embora isso seja completamente compatível com a idéia de um “mundo real” para o cientista, para o público em geral talvez não seja bem assim.

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Este blog não morreu.

setembro, 2009

Não, este blog não morreu. É verdade que já estamos um bom tempo sem atualizações. Minha culpa, é verdade.

Nos últimos meses venho correndo com o final do primeiro ano do meu mestrado. E não é pouca coisa. Neste tempo, até o aniversário de segundo ano deste blog eu deixei passar em branco, sem nem mesmo uma comemoraçãozinha ou agradecimentos.

Para os que nos acompanham, peço imensas desculpas. Acreditem, deixar o Polegar Opositor tanto tempo sem atualizações me dói muito. Mas espero que em breve esta faze atribulada passe e eu volte a me dedicar ao blog e aos podcasts. Enquanto isso, deixo vocês com um texto novo e a promessa de que volto logo e com novidades.