O Time Lord que viajou no tempo (e no espaço).

janeiro, 2012

O filme Contato, adaptação da obra de mesmo nome escrita por Carl Sagan, tem uma sequência inicial memorável.

Basicamente vemos a Terra do espaço e ouvimos todo o caos das transmissões de rádio e televisão vindo do planeta. A imagem então começa a se afastar do planeta e a medida em que vamos viajando através do sistema solar, vamos também viajando através do tempo, ouvindo transmissões cada vez mais antigas até que tudo o que nos resta é o silêncio absoluto de um universo que não faz a menor ideia de que na terceira pedra depois de uma inexpressiva estrela, existe um monte de criaturinhas bípedes que  escutam o espaço na esperança de ouvir a história de outra civilização com o mesmo habito dionísico de gravar os próprios ruídos para que outros o apreciem.

No filme esta cena tem o papel fundamental de explicar para o espectador em três minutos que 1- transmissões de rádio e televisão feitas na Terra viajam para fora do planeta, 2- estes sinais viajam próximo à velocidade da luz e 3- é possível acompanhar toda a história televisionada ou radiodifundida da humanidade caso você possa se mover mais rápido do que estes sinais ou viva em um planeta que esteja no meio do caminho deles.

Este conceito é importante pro filme por que no final do primeiro ato ele é invertido, somos nós que recebemos um sinal alienígena (com um pequeno plot twist que eu não vou estragar dando spoilers, vá correndo assistir Contato).

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Aos periódicos tudo, à ciência o que sobrar…

janeiro, 2012

Antes de mais nada leiam este texto…

Não leu? Não sabe inglês? Eu resumo rapidinho. Basicamente o texto chama atenção para um artigo que relata a pratica de alguns periódicos de pedir para autores de artigos aceitos para publicação citarem outros artigos publicados no mesmo periódico.

O título do texto do Ben Goldacre resume bem a situação: “nós aceitamos seu artigo para publicação mas… ééé… Você poderia citar outros artigos de nosso periódico?”.

Absurdo? Uma ofensa? Violação ética? Sim, todas as anteriores e, mais do que isso, completamente esperado.

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