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Por que Galileu não seria publicado na Nature (nem na Science).
Escrito por Thiago Henrique Santos em 19 de abril, 2010
Tags: Ciência 2.0 | Crônicas | História da Ciência | Método Científico
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Não há dúvidas de que Galileu é uma das figuras mais importantes da ciência moderna. Aqui mesmo neste blog não são poucos os textos sobre ele e, evidente, por razões mais do que justificadas.

Galileu é uma das figuras centrais da Revolução Científica. Fez contribuições importantíssimas para a mecânica e astronomia além de ser sido um artesão bastante competente. Mas Galileu vai além.

Representa para a ciência moderna o “espírito” do verdadeiro cientista. É tido como o questionador por excelência. O rebelde que desafiou costumes, leis e arriscou a própria vida em prol da defesa de um conhecimento científico que combatia o obscurantismo medieval. É, mais do que todos, o gigante que apoiou em seus ombros tantos outros gigantes.

É claro que quem estudou a história do matemático sabe que essa imagem heróica atribuída a ele é, antes de qualquer coisa, uma interpretação da figura histórica de Galileu. Ainda assim, é uma interpretação conveniente. Ainda que não seja verdadeira, transmite para os jovens iniciados na ciência o tipo de atitude que se espera deles.

Mas será que é isso mesmo que a ciência quer? Será que a ciência moderna premia seus “rebeldes”? Se Galileu estivesse vivo hoje, veria seus trabalhos publicados pela Science ou pela Nature?

O subversivo método científico.
Alexandre Koyré cunhou o termo Revolução Científica, assim mesmo em maiúsculas, pra se referir à mudança que ocorreu na forma como a ciência passou a ser conduzida no século XVII. Com efeito, é até difícil de chamar o que veio antes da Revolução Científica de ciência.

O fato é que houve uma mudança drástica, e uma das características dessa mudança foi o abandono do aristotelismo como metodologia. Isso significa que noções como a divisão do Universo em mundo sublunar e supralunar deixou de existir, assim também como toda a física aristotélica foi aos poucos sendo derrubada. Galileu era neste sentido um subversivo completo.

Mesmo o uso de seu famoso telescópio como ferramenta de investigação não era permitida pelos aristotélicos. Para eles, era preciso estudar a natureza sem inteferências e o telescópio era exatamente isso, um objeto que se colocava entre a natureza e seu observador.

O instrumento era, antes de qualquer coisa, considerado uma curiosidade. Para a maioria das pessoas que olhavam pelo telescópio, o que ele fazia era produzir uma ilusão que não tinha qualquer relação com a realidade. Poucos entenderam o valor do famoso objeto. Kepler foi talvez o mais importante, já que vem dele a teoria ótica que explicava com pormenores o funcionamento do telescópio. Em todo caso, os trabalhos em mecânica de Galileu são tão subversivos quanto o próprio telescópio.

Ao realizar experimentos para explicar fenomenos naturais, Galileu podia estar usando uma metodologia que é perfeitamente aceita hoje em dia, mas completamente incompatível com o aristotelismo da época. Ao considerar que as causas por trás dos fenomenos celestes eram as mesmas causas por trás dos fenomenos observados na Terra, Galileu só reafirmava sua subversão.

Quando obstruir virou sinônimo de comunicar.
Mas deixemos Galileu de lado só por um momento, em prol da lógica do argumento. O que se viu nos séculos seguintes à Revolução Científica foi o desenvolvimento brutal da prática científica. E uma das características chave nesse sentido foi a institucionalização da ciência e a comunicação de seus avanços.

Começamos com as leituras nas sociedades científicas, passamos para um modelo intermédio aonde a comunicação das novidades era feita nas sociedades e depois distribuídas por periódicos e chegamos aonde estamos hoje.

Embora ainda hoje tenhamos congressos e eventos equivalentes que de certa forma cumprem o mesmo papel da antiga “leitura na sociedade”, é certo que o principal meio de comunicação da ciência seja através da publicação em periódicos.

O problema é que esse modelo se consolidou antes do advento da internet. Foi preciso criar mecanismos de filtrar o que seria publicado, já que não era, e ainda não é, comercialmente possível publicar tudo o que era submetido aos periódicos.

Podemos achar que o filtro criado é o processo de revisão por pares, mas o fato é que pelo menos para a Nature, isso não é bem verdade. O processo de peer review é secundário no que diz respeito ao que vai ser publicado neste periódico, como eles deixam bem claro em sua página na internet:

“O julgamento sobre quais artigos interessam para um público mais geral é feito pelos editores da Nature, não pelos referees.”

Em outras palavras, os editores da Nature julgam que tipo de artigos devem atrair um público mais generalizado, e não os representantes da comunidade científica. O que me faz questionar como é que a Nature se transformou em um dos periódicos mais importantes para a comunidade…

É claro que se pode argumentar que os editores da Nature são também cientistas, embora eu não tenha encontrado essa informação no site da revista. O caso é que o peso da decisão sobre qual artigo deve ser publicado parece ser mais mercadológico do que pelo interesse da comunidade.

Um caso emblemático neste sentido foi a publicação do artigo sobre clonagem humana na Science de junho de 2007. A despeito do alegado rigor com que estes periódicos alegam tratar o conteúdo a ser publicado, o artigo fraudulento foi publicado com grande pompa e anúncio em todos os meios de comunicação.

Posteriormente a culpa recaiu sobre o sistema de revisão por pares, mas é de se questionar se a culpa foi exclusivamente dos referres como ficou sugerido. O fato é que criou-se uma economia aonde a autoridade e importância do periódico esta relacionada com a quantidade de artigos que ele rejeita, e não na qualidade dos artigos que ele publica.

O curioso é notar que segundo este artigo publicado na PLoS, a maior parte dos artigos são rejeitados por falta de espaço para publicação. Ainda assim, tanto a Nature quanto a Science propagandeiam os altos índices de rejeição como resultado de sua seleção rigorosa, ainda que o peer review esteja claramente em segundo plano.

A ciência moderna segue assim nessa situação. Embora a comunicação seja um dos pilares fundamentais do processo de desenvolvimento da ciência, o que vemos é a dificuldade em ter acesso ao conteúdo submetido aos periódicos. Seja pela não publicação de artigos por questões mercadológicas nas versões impressas, seja pela obrigatoriedade de pagamento de taxas altíssimas para acesso das versões digitais.

Por que Galileu não seria publicado na Nature (nem na Science).
Mas voltemos a Galileu. Afinal, Galileu estivesse vivo hoje e o carater de seu trabalho tivesse o mesmo significado que teve em sua época, seria ele publicado em algum periódico? Sou obrigado a concluir que não.

Galileu rompeu com a tradição metodológica da época e seus trabalhos só são considerados importantes por que toda a ciência criada nos séculos após o matemático seguiu pelo mesmo caminho que ele.

Se fosse vivo hoje e trabalhasse com uma metodologia completamente diferente da que estamos acostumados, Galileu sequer seria considerado para publicação, seja por falta de espaço, seja por não poder passar pelo processo de revisão por pares.

No final das contas, nossa ciência que tanto diz gostar de ser desafiada e questionada, que elege como heróis homens que eram rebeldes metodológicos, dificilmente vai aceitar com alegria um Galileu moderno, um Kepler do século XXI.

Mesmo com essa constatação talvez pessimista, gosto de pensar que temos uma oportunidade de ouro hoje em dia. A web 2.0 pode mudar completamente a forma como a ciência se comunica e talvez permitir que a nova geração de cientistas possa ser um pouco mais rebelde.

Acredito que estamos em um ponto aonde o sistema de publicação e revisão por pares vai inevitavelmente sofrer alterações drásticas. O quão interessante seria poder ver um artigo que não fosse um conteúdo estático, preso à sua data de publicação?

Um artigo de conteúdo dinâmico, que pudesse ser melhorado gradativamente com o passar dos anos e por meio de uma revisão por pares à posteriori? Uma revisão por pares que não fosse levada a cabo por um pequeno colégio de especialistas, mas por toda a comunidade interessada?

Um artigo deste tipo não precisaria ser absolutamente rejeitado. Poderia ser aceito pela comunidade como um “projeto em andamento”, sendo pouco a pouco delapidado e transformado, mais ou menos como no desenvolvimento de softwares de código aberto que temos hoje.

Posso apenas imaginar esse tipo de mudança, nunca prever. Mas em minha opinião uma coisa é certa, ou mudamos nossa forma de comunicar e validar a ciência, ou corremos o risco de ignorarmos de forma injusta o nosso próximo Galileu.

Leia também:

  • O Universo de Ptolomeu: 1ª parte. (5)
  • LHC e a base da ciência. (5)
  • A necrofilia da Ciência: Leibniz (4)
  • Uma nota breve sobre a adaptação das espécies II (1)
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Alexandre Koyré: Soldado, filósofo, historiador.
Escrito por Thiago Henrique Santos em 15 de março, 2010
Tags: Filosofia | Galileu | História | História da Ciência
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Alexandre Koyré

Aproveitando o embalo do texto anterior sobre Galileu, volto a abordar um dos historiadores fundamentais para qualquer um que pretenda estudar com mais detalhe a o matemático italiano.

Alexandre Koyré nasceu em 1892 na Russia, mas cresceu na França. Estudou em Göttingen, na Alemanha, com David Hilbert e Edmund Husserl. Teve a sua tese rejeitada por Husserl, o que o fez retornar a França.

Quando a 1ª grande guerra veio, Koyré se alistou no exército frances por sua própria vontade e acabou indo servir na Russia. Ao final da guerra passou a se dedicar à filosofia. Estudou os trabalhos de Descartes e Santo Anselmo sobre Deus, completando seu doutorado em filosofia da religião pela faculdade de letras de Paris.

É um homem de história curiosa, sem dúvida. De soldado a filósofo da religião, de filósofo da religião a historiador da ciência. Mesmo trilhando caminhos tão “divergentes” por assim dizer, é impossível separar a história da ciência de Koyré. Foi ele um dos grandes nomes que cunharam a grande Revolução Científica como o ponto central da disciplina.

Internalismo e externalismo.
Para entendermos a importância de Koyré, é preciso antes entendermos como era a história da ciência antes dele. A primeira geração de historiadores da ciência estava comprometida com os ideais positivistas, buscando na filosofia de Comte uma abordagem metodológica capaz de superar os limites da história convencional e produzir uma narrativa adequada para a história da ciência.

Neste projeto a ciência era estudada como um empreendimento isolado, ou seja, levava em consideração apenas os processos internos da atividade, ignorando completamente o contexto social de seus praticantes ou da própria prática.

Em 1930 os historiadores passaram a abandonar gradativamente esta abordagem. A historigrafia atual assume que é muito difícil compreender a história da ciência sem considerar seu contexto social. Um exemplo disso é o livro Galileu Cortesão, de Mario Biagioli, que foi usado no texto anterior sobre Galileu. Biagioli constrói sua narrativa mostrando que as práticas cortesãs influenciaram diretamente a ciência de Galileu.

Koyré não era exatamente um externalista, mas também não pode ser chamado de internalista. Kuhn chega mesmo a dizer que nenhum destes rótulos se aplica a ele. Koyré não se importava em usar fatores extracientíficos e demonstrar sua importância no desenvolvimento da ciência, mas não produziu nada que fosse estritamente externalista.

Koyré platônico.
A despeito da discussão sobre internalismo e externalismo, o que realmente importa é a influência que a formação filosófica teve sobre sua carreira de historiador. Koyré era um platônico e, como tal, se interessou em estudar a história das ideias científicas.

E foi como platônico que ele interpretou Galileu. Seus Estudos Galileanos mostram um Galileu que da enfase na experiência mental, um Galileo que já sabe o resultado da experiência antes mesmo de a realizar. Com efeito, Koyré se apegou tanto a esta metodologia que em certo ponto chegou a dizer que “a boa física é feita a priori, teoria precede o fato, a experiência é inútil por que antes de qualquer experiência já estamos de posse do conhecimento que estamos buscando”.

A alegação de que a experiência é inútil é um tanto forte, mas é curioso ver como nem Galileu nem Kepler precisaram da observação das luas de Júpiter ou os dados de Tycho Brahe para aceitarem o heliocentrismo. Alguns historiadores, por influência de Koyré, acabariam por reconstituir determinados experimentos a fim de descobrir se de fato eles haviam sido feitos.

No caso específico de Galileu, descobriu-se que muitos dos experimentos que ele descrevera simplesmente não apresentavam os resultados que o italiano descrevia. Tal conclusão vai de encontro com o que Koyré dizia. Galileu de fato conduzia experimentos mentais e estava tão seguro de seus resultados que os apresentava sem realizar alguns experimentos de fato.

Koyré também fez grandes contribuições para o estudo do período da Revolução Científica. Foi ele quem interpretou o período como o abandono do aristotelismo e a mudança para uma metodologia mais arquimediana. A geometrização do universo e a infinitização do espaço, como ele mesmo colocou.

Era, em outras palavras, a racionalização da ciência, que passa a ser capaz de tirar conclusões e fazer previsões sobre o mundo físico mesmo que determinado fenômeno previsto não tenha sido observado por uma razão qualquer. Para o historiador, Galileu era o grande exemplo dessa mudança metodológica.

Antes de falecer em 1964 Koyré se dedicou a estudar outro grande cientista, Isaac Newton. Seu trabalho rendeu uma nova tradução do Principia e mais um sem número de artigos que demonstravam a influência de Descartes no pensamento newtoniano, além de abordarem a relação entre os trabalhos de Newton e Leibiniz.

Koyré era ele próprio o grande exemplo de uma mudança metodológica. Um platônico por excelência que mudou, de forma determinante, o desenvolvimento da história da ciência nos anos vindouros.

Bibliografia.

Beltrán, Antonio. “Wine, Water and Epistemological Sobriety: A Note on the Koyré-MacLachlan Debate”, Isis (1), (1998), 82-89.

Cohen, Bernard and Marshall Clagett. “Alexandre Koyré (1892-1964): Commemoration,” Isis (2), (1966), 157-166.

Elkana, Yehuda. “Alexandre Koyré: between the history of ideas and sociology of knowledge,” History and Technology (1987), 111-144.

Gavroglu, Kostas. O Passado das Ciências como História. Porto: Porto Editora, 2007.

Herivel, John. “Obituary: Alexandre Koyré (1892-1964),” The British Journal for the History of Science (3), (1965), 257-259.

Koyré, Alexandre. “Galileo and Plato”, Journal of the History of Ideas (4), (1943), 400-428.

Koyré. Alexandre. “Galileo and the Scientific Revolution of the Seventeenth Century”, The Philosophical Review (4), (1943), 333-348.

Koyré, Alexandre. “Influence of Philosophic Trends on the Formulation of Scientific Theories”, The Scientific Monthly (2), (1955), 107-112.

Kuhn, Thomas S. “Mathematical versus Experimental Traditions”, Journal of Interdisciplinary History (1976), 1-31.

MacLachlan, James. “A Testofan ‘Imaginary’ Experiment of Galileo’s”, Isis (3), (1973), 374-379.

MacLachlan, James. “Experimenting in the History of Science”, Isis (1), (1998), 90-92.

Leia também:

  • Tempos modernos, problemas antigos. (1)
  • Divulgando o estranho mundo da ciência. (4)
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Observação, teoria e experiência.
Escrito por Thiago Henrique Santos em 23 de outubro, 2009
Tags: Filosofia | História | História da Ciência | Método Científico
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Alexandre Koyré foi um dos gigantes da história e filosofia da ciência. Seu trabalho foi fundamental para a estabelecer a revolução científica com o ponto central da história da ciência, além de romper com a narrativa positivista da primeira geração de historiadores.

Um dos pontos curiosos do trabalho de Koyré é a radical importância que ele dá à precedência da teoria sobre a experiência. Com efeito, Koyré chegou a afirmar que face ao papel da teoria, a experiência é inútil.

Essa posição é particularmente notável em seus trabalhos sobre Galileu, e desencadeou uma série de outros tantos trabalhos por outros tantos pesquisadores que passaram a averiguar se os experimentos descritos por cientistas do passado eram de fato possíveis de serem feito à época, ou apresentavam os resultados descritos.

Alexandre Koyré

Alexandre Koyré

A relação entre teoria e experiência é sempre complexa, especialmente quando tentamos estabelecer uma “sequência” entre uma e outra, como fez Koyré. Gostamos de pensar que a ciência é feita seguindo um script comum. Observamos um fato, produzimos uma teoria e testamos esta teoria através de uma experiência qualquer.

Mas em geral as coisas não são tão esquemáticas assim. Estas três etapas da ciência se misturam de formas nem sempre claras. Por vezes a observação depende de um objeto que só pode ser construído por conta de uma teoria. Por vezes teorias são feitas a partir de experimentos. Por vezes, pulamos completamente a observação, teorizando estruturas que não podem ser observadas por nenhum meio conhecido.

A história da ciência mostra que Koyré acertou algumas vezes. De fato, alguns experimentos descritos jamais poderiam ter sido feitos ou apresentado os resultados pelos quais são conhecidos.

Mas será que a ciência moderna, com todo o seu pretendido rigor, está livre de teorias fundamentadas unicamente por experimentos mentais? E se este não for o caso, será que devemos considerar tais experimentos prejudiciais?

Talvez estas respostas só possam ser dadas no futuro, quando a ciência moderna já tiver virado história.

Leia também:

  • A ciência e o ateísmo (12)
  • Nota de falecimento: Crodowaldo Pavan (1)
  • Kepler, o salvador. (3)
  • Prova científica* (0)
  • Autonomia e Neutralidade Científica. (12)
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