A banda de rock Pato Fu, no disco Televisão de Cachorro, gravou uma música chamada Necrofilia da Arte. A música é sobre como músicos ganham fama rapidamente depois que morrem de maneira trágica ou misteriosa. Na ciência, isso ocorre algumas vezes.
Embora talvez possamos justificar que a ciência demora para mudar seus paradigmas. Além de em muitos casos as idéias de determinado cientista serem tão modernas e arrojadas, que simplesmente não podem ser verificadas com a tecnologia atual.
Se o Leibniz morreu, eu amo ele*
É o caso do cientista, filósofo e matemático alemão Gottfried Wilhelm von Leibniz. Dono de um intelecto incrivelmente versátil (e de uma bela peruca), Leibniz foi influente nos campos mais diversos do desenvolvimento humano.
Trabalhava pesquisando genealogias para a aristocracia, e por isso tinha uma boa influência. Além disso é creditado a ele, em conjunto com Isaac Newton, a criação do cálculo moderno. Nesta mesma área, Leibniz foi um dos primeiros a construir uma máquina de calcular. Suas idéias ainda tiveram grande impacto na filosofia (aonde provavelmente é melhor reconhecido) e política.
O problema de Gottfried, foi ter se indisposto com Newton por conta da autoria do “cálculo”. O fato é que os dois gênios desenvolveram o mesmo trabalho mais ou menos ao mesmo tempo. Assim como Darwin e Wallace fariam séculos depois. Os dois chegaram a se corresponder algumas vezes, e em determinada ocasião Newton lhe enviou mais detalhes sobre seu trabalho.
Leibniz acabou publicando sua teoria primeiro e, por conta da similaridade, Newton o acusou de plágio. Historiadores da ciência concordam que apesar das semelhanças, Leibniz não usou o trabalho de Newton para desenvolver o seu. Mas na época, a briga dos dois acabou por desmoralizar Leibniz.
Para piorar, o alemão defendia um universo relativo. Esse modelo, que hoje é bem estabelecido graças a outro alemão, Albert Einstein, desafiava o modelo newtoniano de universo. E desafiar Newton não era brincadeira. O homem era presidente da Royal Societyof London, a mais respeitada academia de ciência da época.
Suas idéias sobre relatividade mudariam a física moderna através da relatividade geral e restrita. Além disso, alguns de seus textos discutem a natureza do átomo possuem uma semelhança fantástica com modelos quânticos atuais.
Von Liebniz morreu com a credibilidade abalada e vendo suas idéias suprimidas pela física newtoniana. Sua genialidade só seria reconhecida séculos depois.
*Trecho adaptado do refrão da música Necrofilia da Arte. O original seria “Se o Lenon morreu, eu amo ele”.
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O cálculo como a gente usa foi na verdade feito por Cauchy. O infinitamente grande ou pequeno não foi nem explicado pelo da peruca nem como o da maçã. Mas ninguém fala isso.
Cara e o LHC? E o LHC? E o LHC?
Tou aguardando.
É verdade, o importante é que no final todos acabam recebendo o reconhecimento merecido. Pelo menos pra mim, Leibniz e Newton, tem sua importância por seus diferentes feitos.
Parabéns pelo texto.
Abçs.
Luana
Equipe Post Social
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Pô, muito interessante.
E eu gosto dessa música do Pato Fu! ahahahahahah