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	<title>Comentários sobre: Adaptação: Evolução (post scriptum)</title>
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	<description>divulgação científica, ciências, evolução, biologia, criacionismo, filosofia da ciência, karl popper, thomas kuhn</description>
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		<title>Por: laiane cardoso</title>
		<link>http://polegaropositor.com.br/adaptacao-evolucao-post-scriptum/comment-page-1/#comment-17759</link>
		<dc:creator>laiane cardoso</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 22:57:15 +0000</pubDate>
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		<description>achei o texto super interesnte e educacional. 
esse texto me ajudou muito 
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esse texto me ajudou muito</p>
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		<title>Por: C. Saaharicus</title>
		<link>http://polegaropositor.com.br/adaptacao-evolucao-post-scriptum/comment-page-1/#comment-370</link>
		<dc:creator>C. Saaharicus</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jul 2008 17:28:28 +0000</pubDate>
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		<description>Texto pertinente, já que a linguagem pode ser um poderoso fator de confusão e limitação da compreensão de certos aspectos da natureza viva. O emprego inadequado de termos análogos ou metafóricos é um bom exemplo, como é o próprio emprego do termo &quot;seleção natural&quot; para um dos mecanismo evolutivos descritos por Darwin - coisa que ele próprio reconheceu algm tempo depois da publicação da &quot;origem das espécies&quot;. Isto por uma razão muito simples: se aceitamos que o ambiente escolhe ou seleciona certas características, então aceitamos que há &quot;intencionalidade ambiental&quot;, que os ecossistemas tomam decisões... Os criadores e domesticadores, de fato, escolhem certos indivíduos em uma população - eles selecionam. A natureza não escolhe, no sentido vulgo da palavra. Organismos &quot;selecionados&quot; são aqueles que sobram, após a eliminacção dos inviáeis, isto é, aqueles incapazes de deixar descendentes. Para que isto ocorra, não é sequer necessário não etar &quot;bem adaptado&quot;; eventos aleatórios dão conta disto, como inundações, incêndios, doenças, ou simplesmente &quot;azar&quot; em conseguir um parceiro. Trata-se, de fato, de uma eliminação natural, como lembram-nos o filósofo Elliott Sober e o já saudoso biólogo Ernst Mayr. Seleção propriamente dita ocorre apenas na escolha não-aleatória de parceiros sexuais (o que se convencionou chamar de seleção sexual), que por sua vez é, na verdade, uma das possíveis etapas da seleção natural. Uma questão que levanto é: há mesmo uma relação inerente entre adaptação e especiação? As duas coisas têm significados bem diferentes; a primeira é produto de anagênese (evolução dentro de linhagens/populações), enquanto a segunda é produto de cladogênese (divergência entre linhagens/espécies). Indivíduos não estão nem bem nem mal adaptados; adaptação é um fenômeno populacional. As populações biológicas podem sofrer adaptação, através da discriminação contínua efetuada pela seleção natural sobre os objetos de seleção - os seléctons, como designou Mayr. Indivíduos podem ser, na prática, viáveis ou inviáveis. Um elefante não possui adaptação a invernos nucleares, por exemplo. No entanto, enquanto indivíduo, ele pode ser viável, de modo que, ao longo do tempo, se houver uma hecatombe nuclear, talvez alguns indivíduos elefantes não sejam eliminados e fundem uma nova população de elefantes, a qual (esta sim) estará adaptada à condição ambiental vigente. Culpar linguagem inadequada pelo mal entendimento de questões científicas por parte do público leigo pode até ser válido; todavia, o mal entendimento de certas questões por parte dos próprios cientistas pode criar confusões ainda maiores.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Texto pertinente, já que a linguagem pode ser um poderoso fator de confusão e limitação da compreensão de certos aspectos da natureza viva. O emprego inadequado de termos análogos ou metafóricos é um bom exemplo, como é o próprio emprego do termo &#8220;seleção natural&#8221; para um dos mecanismo evolutivos descritos por Darwin &#8211; coisa que ele próprio reconheceu algm tempo depois da publicação da &#8220;origem das espécies&#8221;. Isto por uma razão muito simples: se aceitamos que o ambiente escolhe ou seleciona certas características, então aceitamos que há &#8220;intencionalidade ambiental&#8221;, que os ecossistemas tomam decisões&#8230; Os criadores e domesticadores, de fato, escolhem certos indivíduos em uma população &#8211; eles selecionam. A natureza não escolhe, no sentido vulgo da palavra. Organismos &#8220;selecionados&#8221; são aqueles que sobram, após a eliminacção dos inviáeis, isto é, aqueles incapazes de deixar descendentes. Para que isto ocorra, não é sequer necessário não etar &#8220;bem adaptado&#8221;; eventos aleatórios dão conta disto, como inundações, incêndios, doenças, ou simplesmente &#8220;azar&#8221; em conseguir um parceiro. Trata-se, de fato, de uma eliminação natural, como lembram-nos o filósofo Elliott Sober e o já saudoso biólogo Ernst Mayr. Seleção propriamente dita ocorre apenas na escolha não-aleatória de parceiros sexuais (o que se convencionou chamar de seleção sexual), que por sua vez é, na verdade, uma das possíveis etapas da seleção natural. Uma questão que levanto é: há mesmo uma relação inerente entre adaptação e especiação? As duas coisas têm significados bem diferentes; a primeira é produto de anagênese (evolução dentro de linhagens/populações), enquanto a segunda é produto de cladogênese (divergência entre linhagens/espécies). Indivíduos não estão nem bem nem mal adaptados; adaptação é um fenômeno populacional. As populações biológicas podem sofrer adaptação, através da discriminação contínua efetuada pela seleção natural sobre os objetos de seleção &#8211; os seléctons, como designou Mayr. Indivíduos podem ser, na prática, viáveis ou inviáveis. Um elefante não possui adaptação a invernos nucleares, por exemplo. No entanto, enquanto indivíduo, ele pode ser viável, de modo que, ao longo do tempo, se houver uma hecatombe nuclear, talvez alguns indivíduos elefantes não sejam eliminados e fundem uma nova população de elefantes, a qual (esta sim) estará adaptada à condição ambiental vigente. Culpar linguagem inadequada pelo mal entendimento de questões científicas por parte do público leigo pode até ser válido; todavia, o mal entendimento de certas questões por parte dos próprios cientistas pode criar confusões ainda maiores.</p>
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