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O mito da sustentabilidade

O que há de errada não é a ideia em si, mas como o discurso dominante que se apropriou ideologicamente do significado da palavra sustentabilidade, para dar a ele uma ideia de que é possível desenvolver sem agredir o meio ambiente, desde que seja um desenvolvimento tecnológico feito através do “know how” da ciência e financiado pela economia de mercado…

Aí é que jaz o problema, esse discurso hegemônico apoiado no paradigma cientificista-tecnológico que vivenciamos na sociedade moderna, capitalista, urbana e globalizada nos leva a uma lógica muito contrária ao que apregoa o discurso da sustentabilidade… Na verdade a lógica é a produção e o consumo. E para haver produção há de se ter recursos, buscados na exploração no meio ambiente (mas isso ninguém precisa saber, ou a gente dá um jeito de falar que estamos fazendo isso de uma maneira sustentável) e assim essa relação se retroalimenta pelo discurso que a produção se justifica, pois, garante a qualidade de vida (consumo exagerado e supérfluo).

sustentabilidade

E assim empresas que querem ser corretas do ponto de vista socioambiental, divulgam suas imagens em comerciais publicitários em horário nobre e os clientes e consumidores daquela marca, por terem uma visão simplificada do processo caem na armadilha do senso comum.

Um outro exemplo, da armadilha do senso comum é de que através de mudanças de comportamentos, haverá uma solução milagrosa de todos os problemas ambientais: locais e globais. Esses argumentos que se destinam à “conscientização” podem parecer convincentes para grande parte do público e apesar de conterem falácias, não são totalmente falsos. É importante sim que cada um faça a sua parte, mas , para haver mudanças significativas da realidade socioambiental não bastam apenas as transformações individuais, são necessárias também transformações ao mesmo tempo na sociedade.

E aí voltamos ao tema que deu início a esse “post” o mito da sustentabilidade. Se fosse empregado através do sentido dado pela Comissão Mundial da ONU sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED) deveria ser entendido da seguinte forma: “O desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as futuras gerações se satisfazerem.” No entanto, muitos acreditam que seguindo a lógica mercadológica do capitalismo atual, isso simplesmente seria impossível e somente uma quebra de modelo (paradigma) e mudança nos rumos sociais poderia possibilitar o um desenvolvimento efetivamente sustentável, mas isso pode vir a ser tema para um outro momento, possivelmente um outro “post.”


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Copenhagen 2009

A história de conferências mundiais com a temática do meio ambiente começa em 1972 em Estocolmo na Suécia. Esse encontrou levou a reunião de 113 países e várias ONGs de todo o mundo, e é considerado o marco-zero dos debates sobe meio ambiente, além de ter dado origem a criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

Passados 20 anos, no Rio de Janeiro realizou-se a Rio-92 – Convenção sobre Mudança do Clima, com o intuito de discutir as questões ambientais e redução dos gases causadores do efeito estufa que causam o aquecimento global, e contou com a presença de 154 países.

A primeira Conferência das Partes (COP 1), com os países que participaram da Rio-92 aconteceu em 1994, onde foi tomada a decisão da criação até o ano de 1997 de um protocolo com metas para a redução das emissões.

Em 1997, em Kyoto no Japão mais uma conferência global deu origem ao Protocolo de Kyoto, estabelecendo um compromisso de todos os países que o assinaram a reduzirem até 2012 as emissões de gases poluentes para os níveis emitidos em 1990, a partir de 2005.

A mídia já comenta e entre os dias 7 e 18 de Dezembro estará acontecendo a 15ª Conferência das Partes (COP 15) da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (Rio-92). Os países voltarão a se reunir em Copenhague para discutir como será o acordo global que vai suceder o Protocolo de Kyoto (que vence em 2012).

Esse ano cerca de 200 países estarão reunidos para o encontro, cuja pauta é a discussão das mudanças ambientais, ações de mitigação para o aquecimento global e estabelecimento de novas metas de redução das emissões de gases do efeito estufa (e esperamos que mais contundentes que as planejadas em Kyoto em 1997).

Há grandes interesses em não se reduzir as emissões de gases estufas, pois isso necessariamente implica em frear o processo de crescimento industrial e econômico dos países mais poluentes e/ou gerar gastos na pesquisa e implantação de tecnologias menos poluentes.

Vamos acompanhar de perto a COP 15 e esperar que algo efetivo seja feito para diminuir a emissão dos gases estufa e assim conseguirmos frear um pouco esse aquecimento global e as mudanças climáticas do Planeta Terra.


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O conceito Hotspot significa uma área de importância elevada para conservação da biodiversidade. Ele se baseia no princípio de que a biodiversidade não está distribuída igualmente no planeta, e por isto delimita determinadas áreas com altos níveis de biodiversidade e em risco de degradação ou desaparecimento, e por isso a urgência na implementação de ações de conservação a fim de se preservar estes ecossistemas ou os remanescentes da sua formação original.

No Brasil há dois Hotspots a Mata Atlântica e o Cerrado, que são ecossistemas prioritários para a conservação, isto é, de alta biodiversidade e ameaça em alto grau. Estes ecossistemas foram incluídos nesta categoria, após avaliação de especialistas e do Ministério do Meio Ambiente (1) que trabalharam juntos para identificá-los como Hotspots.

A Floresta Amazônica não é considerada um Hotspot, mesmo sendo considerada de altíssima biodiversidade, pois, não sofreu e/ou sofre um processo de degradação tão intenso como os dois ecossistemas citados, e por isto com risco de desaparecimento permanente de espécies.

O processo de degradação da Mata Atlântica é histórico, teve seu início no Brasil colônia, onde os ciclos exploratórios foram sendo implantados de acordo com as necessidades da metrópole, como a extração do pau-brasil e plantio de espécies economicamente viáveis como a cana de açúcar e café.

No entanto, o extrativismo e a agricultura não foram as únicas formas de degradação, a ocupação populacional também teve influência, pois geograficamente este ecossistema situa-se na costa brasileira, local onde as cidades foram se desenvolvendo, como a mata era um obstáculo natural foi então removida.

Mas não foi somente no passado que a mata atlântica foi degradada, em perspectivas gerais, no século XX e XXI, ela foi e continua sendo utilizada como fonte de energia barata (madeira), e sendo alvo de inúmeros atos exploratórios.

O dados mais atuais dos índices de cobertura vegetal, estão disponíveis no Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica – Período de 2000 à 2005, disponibilizado no site da Fundação SOS Mata Atlântica (2) em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE (3) e publicado em 2008, e demonstrados na tabela 1:

O Estado do Rio de Janeiro, como sugerem os dados da pesquisa, sofreu um deflorestamento de 628 ha e decréscimo da cobertura vegetal em 0,30% no período de 2000 à 2005.

Referências Bibliográficas:

1. MMA – Ministério do Meio Ambiente: http://www.mma.gov.br/

2. SOS Mata Atlântica: http://www.sosmatatlantica.org.br/

3. INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais: http://www.inpe.br/


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Nos primórdios da humanidade, na pré-história (aproximadamente 4000 a.C.) período que antecede a invenção da escrita, há, portanto, uma falta de registros de como se inter-relacionavam ser humano e natureza. Possivelmente estas relações eram baseadas no princípio de que homem e natureza eram um todo, sem a separação de um e outro, consequentemente não se observavam relações de domínio ou posse da natureza pelo ser humano.

Com o passar do tempo o ser humano passou a dominar técnicas que o possibilitaram o manejo da natureza como a fabricação de utensílios para a caça, pesca, coleta e manufatura de materiais. Estas técnicas mesmo que rudimentares já demonstrava uma certa independência do ser humano em relação à natureza, no entanto, foi somente com o desenvolvimento da agricultura e a domesticação dos animais, que ele conseguiu diminuir sua dependência em relação à natureza, tornando-se não mais nômade, e fixando-se em habitações. Assim as relações ser humano x natureza mudaram de uma perspectiva de ‘’uma coisa só” para uma relação de domínio desta por aquele.

Na idade média, esta relação, mais uma vez sofre uma mudança com a inserção de um elemento “sobrenatural” ou “divino”. Para mediar as relações entre ser humano e divino surgem as religiões, que determinam como serão estas relações estabelecendo regras que devem ser cumpridas (dogmas). Na mesma época há o surgimento também do Estado que passa a controlar as relações entre os seres humanos, ou seja, agora existem pessoas que cuidam de como o ser humano se relaciona com o sobrenatural (clero) e como este se relaciona com as pessoas (Estado). Neste contexto, a relação ser humano x natureza sofre uma mudança intensa, pois, a humanidade privilegiada por suas habilidades e origem divina passa a exerce sobre esta a natureza um domínio oficializado pela igreja e por “Deus”.

A partir do Renascimento (séc. XVI) e com a difusão de idéias antropocêntricas e racionais, a relação ser humano x natureza sofre também uma mudança bem significativa, pelo fato do ser humano passar a ser o centro, um ser privilegiado por suas habilidades racionais e por isso apto a explorar e se apropriar da natureza (não mais como direito divino), mas utilizando a racionalidade que o diferencia e destaca dos demais animais.

Em plena revolução Científico-industrial o mundo natural passa a ser objeto de conhecimento empírico-racional, de uso do ser humano para bem de seu desenvolvimento e de desenvolvimento de suas atividades. Esta relação ser humano x natureza é apoiada pela visão mecanicista do mundo e confere a natureza o ‘’status” de meio de obtenção de lucro e recursos naturais infinitos, para uso dos seres humanos. Assim começa-se a construir e intensificar uma relação cada vez mais exploratória da natureza, pelo ser humano, que foi transpassando os séculos num voraz uso dos recursos naturais, até que estes foram dando sinais de que não eram tão infinitos quanto se imaginava…

A reação ocorreu, a partir de meados do século XX com os movimentos ambientalistas que tentavam despertar o interesse pela história natural e valorização da natureza. Estes movimentos ambientalistas apareceram principalmente nos anos 60 e 70 (séc. XX) aliados a outros grupos como hippies, pacifistas e socialistas com discussões. As idéias “ecologistas” passaram a ser uma das muitas a serem defendidas junto com as anti-militaristas, pacifistas, direito das mulheres e direitos das minorias.

Estas idéias ecologistas criticaram, sobretudo, as relações ser humano com a natureza que vinham degradando a natureza em prol de uma produção cada vez mais desenfreada, para suprir as necessidades de consumo, muita das vezes supérfluas das sociedades industrializadas modernas. Este movimento ambientalista trouxe a público, questões de reflexões e interesse da humanidade como o uso de energia nuclear, o uso desregrado dos recursos da natureza, extinção de espécies animais, acidentes ambientais e a necessidade mais profunda de discussões teóricas sobre as visões de relação da humanidade com a natureza.
Ainda no mesmo século (XX), nas décadas de 80 e 90 surgem os Partidos Verdes, cujos interesses visavam ações políticas e governamentais em proteção da natureza.

Posterior ao surgimento dos movimentos ambientalistas, houve a necessidade de discussões teóricas sobre as inter-relações ser humano x natureza. Estas discussões são norteadas por duas principais linhas de pensamento: (1) a antropocêntrica, que ressalta a dicotomia ser humano x natureza, justificando a exploração da natureza, através da ciência e tecnologia, sendo a natureza somente um depósito de recursos para uso do ser humano, e este está no centro destas relação; (2) a ecocêntrica ou biocêntrica, onde a natureza está no centro destas relações, e o ser humano é somente mais um ser vivo inserido no mundo natural, além deste ter um valor intrínseco e independente da utilidade que possa ter para o ser humano.

A partir destas duas linhas norteadoras do pensamento sobre as relações ser humano x natureza, surgiram diferentes escolas com diferentes correntes de pensamento ecológico, que serão melhores discutidas em outro post.

P.s. A dissertação que seguiu teve como base a descrição das inter-relações ser humano x natureza, no entanto, está longe de ser a “história real”, pois em sua maior parte é explicada sobre a égide de uma visão européia, principalmente até o século XVI. Nós brasileiros e sul-americanos carecemos de uma história nossa, não desvinculada da européia, pois sabemos da influência desta sobre nossa cultura e ciência, mas urge uma visão que contemple também a histórica das inter-relações ser humano x natureza, dos outros povos que são tão importantes na nossa história, como os indígenas que habitavam nosso continente e os africanos que foram trazidos para cá.


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Este exemplo, clássico em livros textos e didáticos, ilustra a um exemplo de um mecanismo de mudanças na frequência dos alelos, ocorrido entre espécies de mariposas Biston betularia, durante a revolução industrial na Inglaterra. Esta espécie de mariposa é polimórfica, ou seja, apresentam vários genes alelos para uma determinada característica, e isto fenotipicamente se expressa em mariposas de dois tipos a variedade melânica (escura) e a variedade não-melânica (clara). A variedade melânica é determinada por um gene e a cinza por um alelo diferente, sendo o gene da forma melânica não dominante sobre o não-melânico.

Forma não-melânica e melânica

A forma melânica era rara e a forma não-melânica mais comum de serem encontradas nos bosques ingleses, antes das indústrias começarem suas atividades nos arredores, com lançamento de gases poluentes, o que causou o enegrecimento dos troncos das árvores. Com isso este fator, ocorreu um aumento da frequência da forma melânica que passou a ser bem mais frequente.

O aumento da abundância relativa da frequência das mariposas melânicas aconteceu devido à ação da seleção natural. A hipótese era que: “Contra um fundo coberto de fuligem, as aves poderiam ver as mariposas mais claras melhor e, portanto se alimentar delas”. Como resultado, as mariposas melânicas, melhor camufladas, sobreviveriam até à idade reprodutiva, deixando descendência. O maior número de filhotes deixados por mariposas melânicas é o que causou aumento da sua freqüência, num exemplo de reprodução é diferencial, contribuindo com um maior número de descendentes para as gerações subsequentes.

No entanto, em 1975 foi iniciado um programa de despoluição atmosférica nas áreas industriais da Inglaterra, com redução das emissões de poluentes em mais de 90%. Nos anos seguintes ao início do programa, foi observado um aumento na freqüência do fenótipo não-melânico e redução fenótipo melânico. Esses resultados comprovam a ação da seleção natural, que inverteu sua ação, agora ela atua contra o fenótipo melânico.

Contudo surge um novo problema, no período em que o fenótipo melânico sofreu uma redução na sua freqüência relativa, os troncos das árvores continuaram escuros, o que sugere que a hipótese clássica de que os troncos davam a camuflagem às mariposas não estava correta.

Alguns dos possíveis erros na formulação desta hipótese e explicação podem ser, que as mariposas são insetos noturnos e durante o dia permanecem imóveis, os experimentos outrora realizados com as mariposas eram tendenciosos e faziam com que as mariposas não conseguissem voar durante o dia e no momento da soltura e serem capazes de buscar de abrigo que normalmente usam, simplesmente pousaram no lugar mais próximo, os troncos das árvores, e ali permaneceram imóveis facilitando a captura pelos pássaros.

Em resumo, pode-se afirmar que a seleção natural favorece o fenótipo melânico nas áreas poluídas, enquanto nas áreas não poluídas favorece o fenótipo não melânico. Todas as pesquisas mostram claramente a ação da seleção natural como função da poluição atmosférica; contudo, o mecanismo de ação da seleção natural não é claro, pois os pássaros não podem ser os únicos agentes da mortalidade diferencial dos dois fenótipos, uma vez que as árvores permaneceram escuras e, além disso, Biston betularia não pousa durante o dia em troncos de árvores.

O caso da mariposa Biston betularia é um clássico em que a ciência buscou explicações para uma verificação de mudança na frequência gênica, criando uma hipótese explicativa – ação da seleção natural através dos pássaros. No entanto as hipóteses científicas podem (e devem) serem testadas. A hipótese que foi aceita e provada pelos experimentos na época da revolução industrial não eram a explicação mais correta para o caso das mariposas.


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Macroevolução

A macroevolução é o termo usado para nomear qualquer mudança evolutiva em/ou acima do nível de espécie, algumas das mudanças que ocorrem nos níveis superiores, como o surgimento de novas famílias, novos filos ou gêneros, são considerados eventos macroevolutivos.

A macroevolução tem como explicação principal a Teoria do Equlíbrio Pontuado, proposta por Stephen Jay Gould que nos diz que, uma vez que as espécies foram originadas e estão adaptadas ao seu nicho ecológico, estas tendem a permanecer como estão pelo resto da existência, e somente um evento raro poderia proporcionar mudanças evolutivas, em geral rápidas e de grande significância.

A aparição dos primeiros tetrápodes data do final do Devoniano, há aproximadamente 360 milhões de anos atrás, tem como principais representantes o Ichthyostega e o Acanthyostega, animais aquáticos, pois possuíam brânquias e nadadeiras lobadas composta por dedos. Os tetrápodes então deram origem a vários grupos terrestres, tendo sobrevivido até a atualidade dois grupos distintos de animais os anfíbios (anamniotas) e o outro ramo dos tetrápodes vivos os mamíferos, tartarugas, aves e répteis (amniotas).

Esta passagem para o ambiente aquático para o ambiente terrestre envolve uma série de transformações anatômicas e fisiológicas, complexas e que demandariam muito tempo para que ocorressem, caso fossem explicadas pelo gradualismo filético de Darwin, por exemplo. Estudos recentes mostram que o intervalo de tempo geológico entre os peixes e os primeiros tetrápodes é bem pequeno o que sugere que tenham acontecido eventos evolutivos baseados em macroevolução.

Duas versões para o Ichthyostega

Duas versões para o Ichthyostega

Uma das mais impressionantes é a transformação de órgãos locomotores adaptados a ambientes aquáticos (nadadeiras) para órgãos locomotores adaptados a ambientes terrestres (patas), que segundo as hipóteses se desenvolveram dentro da água, para depois tomarem o ambiente terrestre. No entanto, os animais devem ser funcionais ao seu ambiente e como um animal aquático com patas poderia ter sobrevivido num ambiente aquático, para deixar descendência, e serem selecionadas positivamente pelo ambiente, nos moldes mais clássicos da tão famosa evolução?

Há de se considerar que os ambientes aquáticos estavam se modificando, e estavam cada vez mais rasos e com plantas aquáticas, de modo que uma nadadeira lobada era interessante na hora da locomoção e caça para estes animais. A ida ao ambiente terrestre era uma boa maneira de escapar dos predadores aquáticos e de arrumar alimento extra. Animais com quatro patas e cada vez mais com comportamentos especializados na água e ocupavam vários nichos neste ambiente e foram os precursores dos tetrápodes.

Logo, a adaptação a uma vida terrestre não aconteceu como a hipótese anteriormente aceita que os peixes saiam de suas poças para irem para outras (e ai começaram a ficar por ali mesmo na terra), pois se assim fosse eles estariam provavelmente, como peixes até hoje, e não teríamos esta irradiação adaptativa que os tetrápodes conseguiram ao ocuparem os nichos vagos do ambiente terrestre.


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