Sobre o Autor
Thiago Henrique Santos é biólogo por acidente, divulgador de ciência por paixão, filósofo da ciência por opção. Atualmente é editor chefe do blog de divulgação científica Polegar Opositor. Também acabou de concluir o mestrado em História e Filosofia das Ciências pela Universidade de Lisboa. Tem por interesse mais recente a chamada Ciência 2.0 e de que maneira ela afeta essa atividade apaixonante que é a ciência.
 
Uma citação:  "Torna-te quem tu és" - Nietzsche, F.

Curtinhas da semana.

agosto, 2008

Blogosfera científica:

Foi ao ar semana passada o primeiro condomínio de blogs de ciência do Brasil, o Lablogatórios. A iniciativa é do Carlos Hotta e do Átila Iamarino , que tiveram a brilhante idéia de juntar em um mesmo lugar uma série de excelentes blogs de ciência.

O Polegar também foi convidado, mas apesar de não termos nos mudado de mala e cuia pra lá, apoiamos o projeto e torcemos para o seu sucesso.

Blogosfera feminina:

Ah as mulheres! O que seria do mundo sem elas? A ciência também seria um lugar bem mais inóspito, e em homenagem a elas, segue algumas indicações:

A Bárbara do BioLógicas fez um texto excelente sobre a teoria do equilíbrio pontuado do Stephen Jay Gould. Além do texto dar a devida importância a um dos maiores divulgadores de ciência, ainda completa com excelência o texto sobre Elos Perdidos aqui do Polegar.

A Isis do Xis-Xis também representa com louvor a blogosfera de divulgação científica feminina. Eu tentei escolher algum texto em específico pra recomendar, mas o blog é tão bom que seria um pecado não recomendá-lo por completo. Então não deixem de visitar.

A Lua também tem um blog dedicado. Mantido pela Tânia, o site é repleto de informação a respeito de nosso satélite natural. E convenhamos, de todas as mulheres, a Lua é provavelmente a que mais inspirou poetas, escritores, homens apaixonados e cientistas.

E por último, mas não menos importante, a Andréa resenhou um livro que aborda a questão das células tronco de uma maneira, digamos, um pouco tendenciosa… Vale a leitura.

Preguiça Gigante e outros animais enormes.

agosto, 2008

Darwin, antes de se interessar por animais, era um apreciador da geologia. Enquanto estava na faculdade, estudou com grandes geólogos e chegou a ir “a campo” algumas vezes. Quando partiu com o Beagle em sua histórica viagem, Darwin estava muito mais interessado em estudar a geologia dos países exóticos que visitaria do que sua fauna e flora. Em uma de suas andanças, Charles acabou esbarrando em algo surpreendente. Um fóssil… mas não um fóssil qualquer. Era o fóssil de uma preguiça gigante.

A preguiça gigante (Megatherium americanum),  é uma das espécies que pertenciam ao que se convencional chamar de megafauna. A megafauna era constituída por animais gigantes, parentes de animais menores e que ainda existem.

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O problema dos elos perdidos.

agosto, 2008

Dentre os muitos temas controversos sobre evolução, a questão dos elos perdidos é certamente um dos mais comuns. Mesmo Darwin levantou essa questão e, pensando bem, ela é aparentemente lógica. Se as espécies evoluem uma das outras, e este processo é gradual, é de se esperar que se encontrem fosseis de espécies que estão “no meio do caminho”.

O problema é que o “meio do caminho” não é tão simples de se compreender. É preciso entender primeiramente que a evolução é um processo contínuo e, como muitos processos contínuos, ela não tem um “fim”. Ou seja, todas as espécies atuais estão em constante mudança, muito embora o processo seja lento demais para podermos perceber seus efeitos. Isso basicamente significa que toda espécie viva é, de certa forma, uma espécie transicional.

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Polegarcast #3: Ciência e Esporte.

agosto, 2008

EXTRA, EXTRA!!! Neste exato momento, do outro lado do mundo, as olimpíadas de Pequim estão começando. Para comemorar a ocasião preparamos um podcast especial que aborda a relação entre ciência e esporte.

Neste programa discutimos um pouco sobre conceitos de esporte, o tratamento que a mídia dá ao esporte e divulgação científica & esporte. Eu e a Andréa contamos ainda com a presença pra lá de especial do Laércio Elias Pereira e do Adriano Pires de Campos. Dois profissionais do esporte que compartilharam seu conhecimento e sabedoria na área e enriqueceram muito o conteúdo deste podcast.

Ouça o programa e descubra quem são os cientistas do esporte (e se ele existem), descubra um pouco da origem do CBCE, qual o impacto do Centro Esportivo Virtual na legislação do esporte e saiba aonde encontrar o Laércio na bela Maceió.

Assine o nosso podcast:
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ATENÇÃO: Adicionamos a capa do podcast ao ID3 Tag da MP3. Isso pode gerar incompatibilidade com mp3players mais antigos. Se este for seu caso, baixe a versão sem capa do podcast clicando aqui.

Chagas e sua doença.

agosto, 2008

Carlos Justiano Ribeiro Chagas, o Carlos Chagas, foi um dos maiores cientistas brasileiros. Mineiro, filho de cafeicultor, estudou na Escola de Medicina do Rio de Janeiro. Teve o privilégio de estar na faculdade quando esta passou por profundas mudanças por conta das descobertas feitas por Luis Pasteur.

Teve como orientador Oswaldo Cruz, com quem manteve uma longa amizade. Não é de se espantar que um homem influenciado por Pasteur e amigo pessoal de Oswaldo Cruz, tenha sido um dos maiores médicos brasileiros.

Por sua tese de doutorado sobre malária, foi convocado por Oswaldo Cruz a ajudar no combate a doença. A eídemia foi controlada em cinco meses. O sucesso da operação acabaria levando Chagas, um ano depois, a ser enviado para a cidade de Lassance, em Minas Gerais.

Fonte: Wikipedia continue lendo >>

O jantar dos esquisitos.

agosto, 2008

No livro “O mundo assombrado pelos demônios”, no capítulo “Maxwell e os Nerds”, Carl Sagan comenta sobre o estereótipo que se faz de pessoas da ciência. Em uma passagem ele diz que a misantropia e a inaptidão social, embora certamente possam ser associadas a uma porção de cientistas, fazem parte deste estereótipo.

Concordo bastante com o Sagan e, evidentemente, faço o possível para combater este tipo de pensamento. Oras, cientistas são pessoas normais, com pai e mãe. Não há nada de bizarro e incompreensível em uma pessoa que dedica sua vida à ciência.

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Polegarcast #2: Os cientistas.

agosto, 2008

A figura do cientista é alvo das mais diversas especulações, nos mais variados campos de influência humana. Neste podcast, discutimos um pouco sobre a visão pública do cientista. Comentamos sobre o esteriótipo presente nos filmes, livros e outras mídias. Nosso convidado especial, Diego Marques, por não estar envolvido diretamente com a ciência nos ajudou na difícil tarefa de desvendar os homens (e mulheres, claro) por trás do mito.

Ainda neste podcast: Descubra se Padre Quevedo é um cientista, quantos gêneros de cientistas existem e o que as mães tem em comum com cientistas em início de carreira.

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Darwin com frevo no pé.

julho, 2008

Durante o encontro anual da SBPC deste ano, tive a oportunidade de conhecer de perto o bloco carnavalesco “Com ciência na cabeça e frevo no pé”. E apesar de não ser lá muito fã de carnaval, adorei a proposta.

"Aí Dumond, conhece aquela do aviador? Einstein, suas piadas são de gosto relativo."

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Ciência FAIL #1: Refutação.

julho, 2008

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Percepção pública da ciência e os desafios da divulgação científica.

julho, 2008

Durante a 60ª Reunião Anual da SBPC, realizada em Campinas entre os dias 13 e 18 de julho de 2008, tive o prazer de acompanhar a mesa redonda cujo objetivo era discutir a visão pública da ciência em diversos países.  Para tal, os participantes da mesa exibiram os dados coletados por meio de uma pesquisa ampla e executada durante 2006 e 2007. Os resultados não poderiam me deixar mais intrigado.

É curioso notar, por exemplo, que em Caracas 59,8% dos jovens entre 16 e 21 anos alegaram que a ciência é uma profissão atrativa. No Brasil, essa média ficou em 44,6%. Um dado que complementa essa informação é o de que em nosso país, essa porcentagem não muda nos jovens que alegaram se interessar por ciência.

A pesquisa ainda investigava as diferenças de opinião entre as classes sociais e, como pode parecer evidente, a popularidade da ciência diminui junto com a classe social. O que realmente me causou estranhamento é que no Brasil, os jovens que dizem ter contato com a ciência possuem opiniões muito semelhantes àqueles que alegam não se interessarem por este tema.

Uma interpretação possível deste dado é a de que a divulgação científica brasileira é ineficaz. Oras, seria perfeitamente compreensível esperar que dentre os jovens interessados em ciência, o índice daqueles que vêem a ciência como uma profissão fosse maior. Quando este dado não se confirma, eu não posso deixar de pensar que talvez estas pessoas não saibam o que é ciência.

Evidentemente existe um problema na educação científica do país. É certo que este problema provavelmente atinge diversas áreas. Começando pela educação básica, passando pela divulgação científica e chegando à importância que o nosso governo dá ao desenvolvimento científico. O divulgador científico deve ter estes dados em mente.

O que é preciso para tornar a divulgação científica mais atraente? Como atingir a parte da população de baixa renda, revertendo a visão negativa da ciência nessa parcela da população? Como atingir a população das classes mais abastadas e que alegam não se interessarem por ciência?

Acima de tudo, o que é preciso fazer para que as pessoas compreendam que existe uma carreira científica, e que ela nem é tão diferente das tantas outras profissões por aí? Não espero encontrar respostas para todas estas perguntas tão cedo, mas tenho lá minhas reflexões. E você leitor do Polegar Opositor? Qual a sua percepção da ciência?