Macroevolução

outubro, 2008

A macroevolução é o termo usado para nomear qualquer mudança evolutiva em/ou acima do nível de espécie, algumas das mudanças que ocorrem nos níveis superiores, como o surgimento de novas famílias, novos filos ou gêneros, são considerados eventos macroevolutivos.

A macroevolução tem como explicação principal a Teoria do Equlíbrio Pontuado, proposta por Stephen Jay Gould que nos diz que, uma vez que as espécies foram originadas e estão adaptadas ao seu nicho ecológico, estas tendem a permanecer como estão pelo resto da existência, e somente um evento raro poderia proporcionar mudanças evolutivas, em geral rápidas e de grande significância.

A aparição dos primeiros tetrápodes data do final do Devoniano, há aproximadamente 360 milhões de anos atrás, tem como principais representantes o Ichthyostega e o Acanthyostega, animais aquáticos, pois possuíam brânquias e nadadeiras lobadas composta por dedos. Os tetrápodes então deram origem a vários grupos terrestres, tendo sobrevivido até a atualidade dois grupos distintos de animais os anfíbios (anamniotas) e o outro ramo dos tetrápodes vivos os mamíferos, tartarugas, aves e répteis (amniotas).

Esta passagem para o ambiente aquático para o ambiente terrestre envolve uma série de transformações anatômicas e fisiológicas, complexas e que demandariam muito tempo para que ocorressem, caso fossem explicadas pelo gradualismo filético de Darwin, por exemplo. Estudos recentes mostram que o intervalo de tempo geológico entre os peixes e os primeiros tetrápodes é bem pequeno o que sugere que tenham acontecido eventos evolutivos baseados em macroevolução.

Duas versões para o Ichthyostega

Duas versões para o Ichthyostega

Uma das mais impressionantes é a transformação de órgãos locomotores adaptados a ambientes aquáticos (nadadeiras) para órgãos locomotores adaptados a ambientes terrestres (patas), que segundo as hipóteses se desenvolveram dentro da água, para depois tomarem o ambiente terrestre.No entanto, os animais devem ser funcionais ao seu ambiente e como um animal aquático com patas poderia ter sobrevivido num ambiente aquático, para deixar descendência, e serem selecionadas positivamente pelo ambiente, nos moldes mais clássicos da tão famosa evolução?

Há de se considerar que os ambientes aquáticos estavam se modificando, e estavam cada vez mais rasos e com plantas aquáticas, de modo que uma nadadeira lobada era interessante na hora da locomoção e caça para estes animais. A ida ao ambiente terrestre era uma boa maneira de escapar dos predadores aquáticos e de arrumar alimento extra. Animais com quatro patas e cada vez mais com comportamentos especializados na água e ocupavam vários nichos neste ambiente e foram os precursores dos tetrápodes.

Logo, a adaptação a uma vida terrestre não aconteceu como a hipótese anteriormente aceita que os peixes saiam de suas poças para irem para outras (e ai começaram a ficar por ali mesmo na terra), pois se assim fosse eles estariam provavelmente, como peixes até hoje, e não teríamos esta irradiação adaptativa que os tetrápodes conseguiram ao ocuparem os nichos vagos do ambiente terrestre.