Preguiça Gigante e outros animais enormes.

agosto, 2008

Darwin, antes de se interessar por animais, era um apreciador da geologia. Enquanto estava na faculdade, estudou com grandes geólogos e chegou a ir “a campo” algumas vezes. Quando partiu com o Beagle em sua histórica viagem, Darwin estava muito mais interessado em estudar a geologia dos países exóticos que visitaria do que sua fauna e flora. Em uma de suas andanças, Charles acabou esbarrando em algo surpreendente. Um fóssil… mas não um fóssil qualquer. Era o fóssil de uma preguiça gigante.

A preguiça gigante (Megatherium americanum),  é uma das espécies que pertenciam ao que se convencional chamar de megafauna. A megafauna era constituída por animais gigantes, parentes de animais menores e que ainda existem.

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No Brasil, além da preguiça gigante, já foram encontrado fósseis de parentes de elefantes (mastodontes), camelos, hipopótamos, tatus (como o Gliptodonte) e cervos. Na Austrália foram encontrados fósseis de cangurus gigantes.

A grande questão sobre a megafauna é o motivo que levou à sua extinção. Existem diversas hipóteses sobre o fim da megafauna, a mais popular diz que foi a ação do homem que levou estes animais ao desaparecimento.

Aparentemente a extinção destes animais se dá muito próximo aos primeiros indícios de ação do homem. Embora há quem questione, muitos pesquisadores  argumentam que o homem primitivo se alimentava destes animais gigantes. Além disso, usavam os cascos e ossos para forjar ferramentas. No caso do tatu gigante em específico, o animal era do tamanho de um fusca. Imagina-se que seu casco era usado como abrigo.

Gliptodonte. Clique para ampliar.

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A despeito de seu misterioso desaparecimento, a megafauna é um dos exemplos mais fascinantes sobre os rumos que a vida toma na Terra.