Li este texto escrito pelo companheiro blogueiro Blogildo e decidi formular uma resposta. Eu entendo que o texto citado é, antes de qualquer coisa, um desabafo. Ao menos é a impressão que o texto dá por sua construção que tenta abranger a ciência como um todo se baseando em premissas que são, pra ser o mais comedido possível, equivocadas. E eu defendo o direito do colega desabafar. Mas é importante separarmos as exaltações do desabafo, dos enganos que compõe o texto.
A primeira consideração a se fazer é que ele não deixa claro a qual ciência esta se dirigindo. Com um pouco de vontade podemos concluir que ele ataca exclusivamente as ciências naturais. E podemos imaginar isso quando o autor se refere a algumas palavras chave como, comprovação científica, verdade ou progresso. Todas são palavras chave que estão comumente associadas às ciências naturais. Se minha consideração estiver correta, sou obrigado a concordar que existem outras formas de se conceber o mundo em que vivemos. As ciências formais, como a matemática, fazem isso de forma esplendida e elegante. As ciências sociais também, ambas com seus métodos próprios e seus modelos de mundo.
No entanto, não posso concordar com o ponto em que ele diz que a ciência (natural?) é apenas conceitual. Especialmente quando olho para a justificativa dada no texto, a de que é a tecnologia enquanto derivação da técnica que produz as facilidades do mundo moderno. Ora, como aceitar que a técnica produza algo sem um conceito? Sem um processo de tentativas e erros que visam um estágio final que, evidentemente, só pode ser conceitual? A técnica, e portanto, a tecnologia são claramente parte integrante da ciência, não só das naturais, mas das formais e sociais. É por isso que existem as chamadas ciências de base, aonde os conceitos são primariamente desenvolvidos, e as ciências aplicadas, aonde os conceitos são efetivamente utilizados e testados.
Neste sentido posso dizer que a ciência não é uma mera abstração. A abstração de fato ocorre em um estágio específico da produção do conhecimento científico, na formulação de hipóteses. No entanto, a abstração termina no ponto em que as hipóteses passam a ser averiguadas. Aproveito para corrigir a informação dada de que a lei da gravidade é apenas uma idéia amplamente aceita. É importante não confundir leis com teorias. Leis se referem a fenômenos que ocorrem de forma previsível. Se jogarmos uma pedra para cima, ela irá cair, e não há motivos até hoje para se acreditar que ela continuará subindo indefinidamente. Esta é a lei da gravidade. As teorias no entanto, tentam explicar a causa que origina o fenômeno e como este fenômeno funciona. Neste caso, a teoria da gravitação newtoniana é um bom exemplo de explicação para a lei da gravidade. Portanto, é de fato uma loucura questionar a lei da gravidade, muito embora as teorias que à explicam podem e devem ser questionadas sempre que possível.
A ditadura dos isentos e dos “exatinhos”.: Uma resposta.
Isenção não existe. Aqueles que procuram a isenção, perdem um tempo precioso de vida. Nisto, estamos, eu e o Blogildo, de acordo. E eu concordo com o argumento de que ninguém melhor que um religioso pra debater fé, e um cientista para debater ciência. No entanto, quando um cientista quer debater fé e um religioso ciência, o mínimo que deveríamos esperar de ambos é um conhecimento prévio e razoável do que pretendem questionar.
Concordo igualmente com o argumento da “gramática corretíssima”. Trocar letras ou esquecer um acento não desqualifica ninguém de debate algum. O que desqualifica é a falta de conhecimento do tema a ser discutido.
A bacana ditadura dos militantes da “causa” científica.: Uma resposta.
Não Concordo com o argumento de Musil de que a ciência busca uma verdade utópica. E não concordo pelo fato de que a ciência não busca uma verdade absoluta. Talvez os positivistas lógicos tivessem uma idéia próxima a esta, da busca pela verdade. Mas se existe um consenso entre os principais filósofos da ciência, como Karl Popper e Thomas Kuhn, é que não temos meios de saber o quão próximo estamos da verdade, ou mesmo o que é esta verdade. O que a ciência faz na realidade é buscar meios de explicar o mundo físico à nossa volta.
É por este motivo que NENHUMA teoria científica tem caráter definitivo e isso também é consenso geral entre os filósofos da ciência. No entanto, dizer que Galileu e Newton foram superados e que são mera história é ser superficial. Basta lembrarmos que as leis de Newton, como a própria gravidade já comentada anteriormente e a inércia, continuam válidas até hoje. Mesmo os cálculos de Newton sobre o movimento dos corpos ainda são usados no “dia-a-dia”, embora de fato possuam deficiências em situações extremas de velocidade e massa. As contribuições de Galileu para a cosmologia e a astronomia continuam absolutamente relevantes.
Dizer que a ciência esta politizada demais é chover no molhado. Quais atividades humanas não estão? E mais, isso é ruim? Eu considero essa parte do texto um mero jogo retórico, tentando associar o conceito desgastado e pejorativo de política com a ciência. Eu desconheço as picaretagens do Al Gore, e apenas atribuir picaretagens, sem especificar quais e quando, é igualmente retórico. Quanto ao aquecimento global, a mim bastam os índices do IPCC. No entanto, o tema não é consenso na ciência e existem cientistas sérios que defendem que de fato o aquecimento global pode não existir. Só o tempo dirá quem esta certo.
De todo o texto, eu considero o final a parte realmente desonesta. Desonesta porque generaliza a declaração infeliz do Dr. Watson como “pensamento consenso” da ciência. Se o autor tivesse se dado o mínimo de trabalho de pesquisar o que a genética fala sobre raças, teria se dado conta do tamanho da bobagem que escreveu. É verdade que Darwin considerou a existência de raças nos humanos e, de quebra, julgou o homem europeu superior. Devemos entender no entanto que esta não era uma opinião embasada cientificamente, e Darwin ainda tinha o viés de viver na Inglaterra no período da revolução industrial. Isso não isenta Darwin da bobagem que disse, evidentemente, nem da bobagem do autor em tentar estabelecer com isso um “consenso científico” inventado.
A genética nunca justificou racismo, muito pelo contrário, a genética colocou o ponto final definitivo nesta questão alegando que não existem diferenças consideráveis entre o material genético dos seres humanos vivos deste planeta. Não há evidencias da existência de raças no gênero humano, a genética NUNCA corroborou com esta visão, o genoma humano pôs um ponto final nesta bobagem e é consenso científico atual que raças na espécie humana só existem para o senso comum.
Nem preciso dizer que ainda que raça fosse uma “estrovenga científica”, isso não é o mesmo que dizer que o racismo também o é.
E se um dia um maluco que se diz cientista disser que encontrou o gene da pedofilia, eu verei uma série de homens de Deus sorrindo aliviados e dizendo amém!
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Debate bloguístico sem baixaria não tem graça! O que foi que aconteceu com a boa e velha baixaria? Ética e educação são superestimadas, hahaha!
Li as duas opiniões, os dois blogs e, quanto aos temas técnicos, não há o que dizer, concordo com o T., ainda que meu interesse pela ciência seja meramente o de um curioso. Tudo que me veio a mente quando eu li o blog do “companheiro” blogildo ele explanou aqui e muito bem por sinal.
Quanto as ditaduras, uma coisa é fato: vai ter gente chata em qualquer ramo de atividade. Sejam cientistas, religiosos, advogados, enfermeiros, ecologistas, etc. O mundo tá cheio de gente chata. Fazer o quê? -coloca no paredão e dispara o fuzil!-
No assunto ciência e religião é a mesma coisa que colocar um israelense e um palestino pra discutir teologia…
Mas, agora, façam-me um favor: dêem uma caída no nível, baixaria por favor!
Abraços!
“Ora, como aceitar que a técnica produza algo sem um conceito? Sem um processo de tentativas e erros que visam um estágio final que, evidentemente, só pode ser conceitual? A técnica, e portanto, a tecnologia são claramente parte integrante da ciência, não só das naturais, mas das formais e sociais.”
Thiago, qual é a ciência que produziu o automóvel? Qual é a ciência que produziu o avião? A técnica não é parte da ciência, por isto a técnica é livre para buscar em várias ciências diferentes os meios de produzir um objeto que não é abarcável como um todo por nenhuma delas. Você explica o motor a combustão interna somente com a física ou a química ou precisa de ambas? Cada ciência, sendo uma limitação de um campo específico, não pode produzir qualquer objeto concreto. Os laboratórios de medicina não poderiam produzir novos medicamentos apenas com o conhecimento das substâncias médicas, além da fisiologia precisam de centrífugas, computadores e outros equipamentos que a química nem explica nem constrói.
A técnica não produz conceitos, produz objetos que a partir de então serão progressivamente aperfeiçoados (se for o caso) ainda através da técnica, que tomará as investigações científicas acerca daquele objeto seja de uma ciência, seja de outra. Mesmo as invenções que aparentemente nasceram com maior peso da ciência teórica, como a bomba atômica, por exemplo, só se tornam realidade no momento em que a técnica combina as ciências para produzir um reator, uma bomba e testar esta última. Do outro lado temos a super-cola, descoberta por acidente num laboratório, não é preciso nem saber como funciona para produzi-la e utilizá-la de novas maneiras.
“Basta lembrarmos que as leis de Newton, como a própria gravidade já comentada anteriormente e a inércia, continuam válidas até hoje.
…se existe um consenso entre os principais filósofos da ciência, como Karl Popper e Thomas Kuhn, é que não temos meios de saber o quão próximo estamos da verdade, ou mesmo o que é esta verdade.
É por este motivo que NENHUMA teoria científica tem caráter definitivo e isso também é consenso geral entre os filósofos da ciência.”
Inverti a ordem dos parágrafos. Então é questão de tempo? Apreciemos Newton e Galileu até que possamos absorver Einstein no primeiro caso e sabe-se lá o que no segundo. Mas é esse o problema do Blogildo? Não pode ser…
Eu vejo da seguinte maneira: Blogildo fala para os cientificistas. Como se trata de ciência, ou no mínimo “ciência”, como no caso do racismo, gotas se esparramam para os lados, algumas atingindo você, que parte em defesa da ciência, de que o Blogildo não tratou. É isso que se passou?
“A genética nunca justificou racismo, muito pelo contrário, a genética colocou o ponto final definitivo nesta questão alegando que não existem diferenças consideráveis entre o material genético dos seres humanos vivos deste planeta.”
Este é um ponto que pode nos levar de volta ao Blogildo. Outro dia haviam deixado o televisor ligado na TV Cultura aqui no escritório. Estava passando um programa sobre chimpanzés ou algo relacionado ao assunto. Aparece um “cientista” e começa a falar sobre genética. Diz que a diferença genética entre um ser humano e um chimpanzé é minúscula, e que cinco genes separam o cérebro humano do cérebro do chimpanzé. Sendo verdade, isto prova uma de duas coisas: 1) A diferença específica humana de um chimpanzé não é genética, a importância do DNA é ínfima. 2) Estes cinco genes e esta pequena porcentagem apenas aparentam insignificância perante a maior quantidade do resto, mas são de um valor e de uma importância enorme, esta é a mais importante fração do DNA.
Mas o que faz o “cientista” do programa? Entende o contrário. Entende que o fato da diferença genética ser pequena prova que a diferença entre um chimpanzé e um homem é pequena. Isto é verdade no campo específico e delimitado da genética, ou mesmo da biologia em geral. Mas qualquer homem e qualquer chimpanzé sabe que há uma enorme diferença entre ambos, que certamente não é biológica no sentido do que se entende por biologia hoje. Para complicar ainda mais, em se tratando do nosso organismo, o homem tem partes ainda mais similares ao porco, ou a gazela, mas ambos os animais estão mais distantes geneticamente do homem do que o chimpanzé (ainda que estejamos falando de distâncias relativamente pequenas, se estas fossem insignificantes então não haveria porque exaltar o fato dos chimpanzés serem mais próximos, seriam todas irrelevantes). A única conclusão possível é que a genética sozinha é insuficiente para definir a diferença específica entre homem e chimpanzé. A não ser que se dê primazia à genética sobre a realidade mesma e negue-se haver qualquer diferença, negando qualquer realidade fora da genética, jamais colocando um homem e um chimpanzé lado a lado, apenas seus respectivos códigos genéticos. E não é que logo em seguida o programa congelou a imagem do convidado, fez aparecer uma foto de um chimpanzé do outro lado da tela e sobrepôs as duas? Neste caso, prejuízo para o chimpanzé!
Eu aposto que é a este tipo de coisa que o Blogildo se refere.
Thiago,
Este Blogildo é um estúpido e não sei por que perdes teu tempo com ele. Nunca vi tanta idiotice junta. Como se fosse possível enviar ao espaço foguetes e satélites – imprescindíveis para a vida moderna -, com sucesso sem um conhecimento prévio de como as coisas funcionam no espaço. Não foi um milhão de astronautas morrerem no espaço, por tentativa e erro para se desenvolver uma “técnica” de viagem espacial. Antes de enviar um astronauta pensaram “o que se deve esperar do vácuo, qual o ângulo que a Apollo 11 deverá seguir, quanto a gravidade da Lua alterará a trajetória do Módulo de Comando de onde Michael Collins aguardará o retorno de Armostrong e Aldrin, a que horas estes dois deverão deixar a Lua e a qual velocidade para se encontrarem com Collins”? Que material resistirá ao atrito com a atmosfera, quando retornarem à Terra? Como será este atrito? Onde o módulo cairá? Como deve ser o pára-quedas? O que os astronautas farão na Terra antes de viajar, como serão os simuladores? Sem o conhecimento da lei da gravitação universal, entre zilhões de outros, tudo isto teria sido impossível. Estes religiosos xiitas preferiam estar ainda na Idade Média, para ainda estarem a criticar Galileu e Newton. Malditos filhos da puta! Como chegou-se à vacina, aos antídotos, aos medicamentos, como se chegou à lâmpada, como Marie Curie descobriu o rádio e o polônio, quais as utilizações da radioatividade hoje na medicina? Descobriu-se tudo por “técnica”? Que porra é essa? CIÊNCIA É ISSO MESMO, seus merdas! E para esse João Batista o Blogildo escolheu o nome ideal – o cara não tem cabeça, é um decapitado!
Não foi PRECISO um milhão de astronautas.
João, grato pelo seu comentário. Mas vamos lá.
Quanto a questão da técnica. O Blogildo disse que a ciência não nos dá nada, e sim a técnica. Eu continuo afirmando que não é assim que as coisas são. Primeiro é preciso entender que “a física, a química, a biologia” não são ciências separadas. Fazem parte de um grupo maior conhecido por ciências naturais. Evidente que não se pode explicar um motor a combustão apenas com física ou química, mas quem foi mesmo que disse isso? Eu certamente não fui.
Eu acredito que o problema aqui seja de ordem epistemológica. Você e o Blogildo defendem uma “entidade”, a técnica, alheia à ciência e que portanto pode se valer de forma multidisciplinar dela. A realidade é que essa divisão não existe. Como eu mencionei, separamos o conhecimento humano em três grupos conhecidos como “ciências formais”, “ciências naturais” e “ciências sociais”. estes três grupos são uma mera formalidade acadêmica já que o conhecimento gerado pelos três se conectam. Uma outra divisão acadêmica é a divisão destes grupos maiores das ciências, no caso das ciências naturais podemos citar a física, a química e a biologia. Veja que como estes “sub-grupos” fazem parte de um grupo maior, evidentemente se conversam. Os grupos maiores ainda se dividem em ciências de base, que são as que produzem os conceitos e ciências aplicadas, que são as que de fato aplicam os conceitos criados e produzem o motor a combustão, o avião, os medicamentos, apenas para citar seus próprios exemplos. Tratar a física, a química e a biologia, apenas para citar estas, como ciências que não se conversam (como você fez em seu exemplo) é de uma ingenuidade tremenda. Se me permite uma recomendação, procure os livros do Sr. Hugh Lacey, um filósofo ainda vivo e que trata muito bem da organização das ciências.
Em todo caso, ainda sobre “a técnica”, um motor a combustão, o avião ou os medicamentos da medicina são absolutamente dependentes das ciências de base. A não ser que você considere que Santos Dumond não tinha nenhuma noção de aerodinâmica ou que os médicos experimentam qualquer tipo de substâncias e suas mais diversas variações e esperam o resultado pra ver no que dá. Se você pensa assim, eu deixo a sugestão para que você procure se informar melhor sobre como medicamentos são produzidos e como foi o processo criativo do Sr. Dumond.
Sinceramente eu não sei qual é o problema do Blogildo, não o conheço pessoalmente e nem sou psicólogo pra fazer esse tipo de análise. Apenas digo que ele tem uma noção muito pobre sobre o que é a ciência, sobre o método científico, sobre a filosofia da ciência e sobre história da ciência.
Dizer que Newton foi superado é ignorar que a relatividade restrita e geral de Einstein consideram boas partes das teorias newtonianas. No mais, acredito que seu raciocínio esta incorreto. Embora o Blogildo comece o seu texto dizendo que não tem problemas com a ciência, fica claro que isso não é verdade. Basta ver como ele acusa a ciência de estar “politizada demais” (deixando claro que pra ele isso é negativo) ou quando acusa a genética de corroborar com o racismo. A genética é um campo da ciência e não tem nada a ver com os “cientificistas” ou com, como o Blogildo nomeou, “os militantes da causa científica”. É tão evidente que o problema dele é com as ciências que ele chega a dizer que “você encontra condenação de povos na Bíblia, mas nunca encontrará condenação de raça!”, estabelecendo um paralelo absurdo, sem pé nem cabeça, que tenta mostrar como a “ciência é o mau do século” e como “a bíblia esteve certa esse tempo todo”. Não sei pra você, mas pra mim esse jogo de mocinho e bandido não faz o menor sentido e ainda reflete pobreza argumentativa.
Quanto à questão sobre as diferenças entre o homem e os chimpanzés. Eu não sei aonde este ponto nos leva de volta ao Blogildo. Ele não entra no mérito desta questão em momento algum. Ele apenas diz que as raças são uma estrovenga científica e que a genética justifica o racismo. Eu insisto que a genética não justifica o racismo de forma alguma e reafirmo que a diferença genética entre TODOS OS SERES HUMANOS é estatisticamente irrelevante. Se quiser saber mais sobre isso basta procurar na wikipedia em inglês o termo “Race”. O artigo de lá esta muito bem escrito, com todas as referencias e citações bibliográficas possíveis e é bastante confiável e simples de se compreender.
Em todo o caso, é evidente que nenhum biólogo ou geneticista acredita que a genética é a única responsável por definir o que é um ser humano. Acho que sua conclusão foi precipitada. Eu não vi a reportagem em questão, mas o que posso te dizer é que evolutivamente os chimpanzés são de fato muito próximos ao ser humano. Essa comparação de proximidade evolutiva é feita por comparações do DNA MITOCONDRIAL que, como você deve saber, aparentemente não tem relações com a codificação das características morfológicas. Se quiser saber mais sobre o mDNA, recomendo uma busca na wikipedia em inglês também.
Melhor esquecer esses dois estúpidos, que são a mesma pessoa. O descabeçado João é a versão pretensamente culta (rsrs) do Blogildo. O João é um idiota que só repete o que o outro abestalhado escreve mas tentando dourar a pílula, numa caricatura grotesca de sabedoria, rsrs.
A ciência erra. Muito. Quase tudo o que a ciência afirmou até agora já sabemos ter sido incorreto. E o resto deve ser só uma questão de tempo. Por isso muitos desconfiam da ciência e propõem alternativas. Crenças, tradições, intuição, invencionices, o que for. Tudo serve para fugir aos erros da ciência. Mas é engodo.
A ciência é a melhor forma de compreender a realidade. Não por graça do espírito santo ou por artes mágicas, mas porque constantemente lhe acrescentamos o que funciona melhor e lhe tiramos o pior. Basta ver quem corrigiu todos os erros da ciência. A ciência. E apesar de nunca ter acertado em cheio na realidade, esteve sempre mais perto que os outros. De todas as crenças erradas, as que a ciência propôs eram sempre as menos erradas da altura. Os religiosos se entregam cegamente a páginas emboloradas de 3 mil anos de idade como se aquela fosse a verdade imutável. Néscios!
O erro por omissão pode ser pior que uma crença falsa. Acreditar que as doenças são causadas por “desequilíbrios de energia” é um disparate. Mas rejeitar a medicina moderna é um perigo. Mesmo que seja imperfeita e incompleta, antibióticos, desinfetantes, vacinas e cirurgias são muito melhor que nada.
Devemos estar atentos ao erro de acreditar em algo que não é verdadeiro. Mas esse é fácil de corrigir. Basta alterar a crença quando as evidências o justifiquem para ficar cada vez mais perto da realidade. Erro pior é não aceitar explicação nenhuma só por falta de certeza. É o mistério, o inexplicável, o sobrenatural, o milagre e o “não se sabe”. O Blogildo e o idiota de seu avatar adoram o deus das lacunas. Onde há lacunas no conhecimento lá estará o seu deus. Antes só tínhamos lacunas e a religião era a maneira que o homem primitivo arranjou para preenchê-las. Mas hoje as lacunas diminuem e a ciência aparece com lacunas novas com as quais os crentes jamais sonharam. E estes estultos tentam preenchê-las com… o deus das lacunas.
A ciência funciona porque aceita idéias falsas e assume a responsabilidade de as corrigir. As alternativas não funcionam porque não têm idéias ou porque não as corrigem.
A primeira parte parece-me pacífica. Não importa só se se erra, mas por quanto se erra. O modelo da Terra esférica, mesmo errado, erra menos que a maioria das alternativas.
A fé é a vontade de ter certeza. Um crente religioso pode duvidar da existência do seu deus. Perdeu a certeza e a fé fá-lo angustiar por essa perda. Sente que duvidar é faltar a uma obrigação ou perder algo de valioso. Para quem tem fé a dúvida é uma dificuldade a ultrapassar.
A ciência exige que se mude de opinião sempre que necessário, por isso nunca se justifica ter fé no que a ciência diz. E a ciência é falível, por isso alguns dizem que também não se justifica ter certezas. É por isso que defendo a certeza nos modelos que a ciência estabelece como fiáveis por se destacarem das alternativas.
Justifica-se o “não sei” quando vários modelos explicam igualmente bem o que se observou e fazem previsões diferentes. Não sei se vai chover para a semana que vem. Mas em casos como a evolução, a relatividade ou os malefícios do tabaco é insensato escolher “não sei” ou qualquer alternativa tirada do chapéu. Mesmo falível e inexato, este conhecimento científico merece certezas. Mesmo que a Terra não seja esférica, à falta de um modelo melhor é preferível ter certeza deste.
É por isso que eu tenho a certeza que muitas crenças são disparate. Jesus não era um deus, Júpiter não quer saber da minha vida amorosa, as cartomantes não prevêem o futuro e ninguém tem auras coloridas de acordo com a sua personalidade. Não tenho fé nisto. Assim que haja indícios do contrário, rendo-me às evidências.
Oi Almeida, concordo com grandes porções de tudo o que você escreveu. Agradeço pelos comentários e pela adição de informação à discussão.
O “whois” do WordPress identificou seu IP como sendo do México, isso procede?
Abraços.
Thiago,
Existe algum “cientista natural”? O cientista natural pode ser um especialista com conhecimentos adicionais nas outras áreas ou tem de dominar tudo? Esta é mais uma distinção que podemos fazer. Existiu algo assim no passado, mas com a quantidade de conhecimento existente hoje em dia, só existem especialistas, não?
Mas o ponto é justamente esse: nenhuma ciência estanque produz qualquer benefício material. É necessário buscar o conhecimento para produzir cada objeto específico em diversas ciências. Pode-se considerar todas as ciências como pertencentes a um único bloco chamado ciência, ainda assim, não foi este bloco que construiu o carro, inventou o avião ou montou uma centrifuga no laboratório farmacêutico, foram indivíduos reais.
A questão não é que as ciências não se conversam, mas que a biologia não explica a química, e a química não explica a física. As ciências precisam transcender suas demarcações de campo para conversar. O conceito do motor a combustão interna não diz nada sobre a vulcanização da borracha dos pneus e esta química não diz nada sobre o conforto dos assentos. Porém, aí está o carro.
Não se pode reduzir a técnica a mero experimentalismo, que existe tanto na técnica quanto na ciência, encontrando aqui não diferença, mas similaridade. Pode-se chamar a técnica de ciência aplicada se quiser ou de elefante rosa, ela continua existindo e sendo o que é.
Agora, você está colocando como opção “noções” serem consideradas conhecimentos conceituais científicos ou a total ignorância dos inventores. Ora, se a técnica é a combinação de conhecimentos científicos específicos, é claro que não se trata de ignorância absoluta. Não fico com nenhuma das opções. Nem Santos Dumont era um ignorante, nem era professor de aerodinâmica.
Para você e o Blogildo resolverem o seu problema é fundamental descobrir, afinal, a que objeto um e outro se referem ao usar a palavra ciência. É o corpo de conhecimentos particulares armazenados mundo afora? Que tipo de conhecimentos? Verdadeiros e falsos? Acontece que o Blogildo não faz distinção entre a ciência considerada pura e ideal e um erro, por exemplo. Um outro leitor, O Direitista, já havia implicado com esse ponto no passado. Mas se for para jogar absolutamente tudo num bloco chamado ciência, como proposto, alguém acabará mesmo imaginando que os erros pertencem não ao grupo do erro e do falso, mas ao conjunto inteiro.
Então fica assim: se alguém com credenciais de cientista, um diploma, um histórico, como o Watson, diz alguma coisa, não importa se outro credenciado diz o contrário: para o Blogildo ambos são cientistas, ambos entram na tal ciência.
Almeida, você coloca uma oposição sem saída: ou você está certo, ou um milhão de astronautas foram necessários para a viagem espacial. Já que um milhão de astronautas não foram ao espaço, você está certo. Na verdade, foram preciso apenas algumas dezenas… Isto é, não existe esta oposição entre ou tudo ou nada.
Mas você é o segundo que diz que eu sou o Blogildo. Por acaso, você seria aquela mesma pessoa? Isto é, você é o centro europa, jandira, e sei lá com mais que nomes você assina que disse que eu era o Blogildo pela primeira vez? Quem dera eu também soubesse rastrear o IP! Mas isto o Thiago pode facilmente resolver, rastreando o meu IP de São Paulo versus o IP do Blogildo do Rio de Janeiro. Não se assuste Thiago, é que eu, João-Blogildo, consigo ocupar dois espaços a quilômetros de distância ao mesmo tempo. Certo, certo, não é exatamente ao mesmo tempo. Eu pego meu jatinho supersônico e viajo em cinco minutos do Rio para São Paulo. São os benefícios de se ser um idiota, útil.
Por outro lado, a obsessão com o “deus das lacunas”, e mesmo os negritos, é de uma outra pessoa, mas que então estaria no México?!
Não, Thiago!
Estou em Kuala Lumpur, rsrs.
Quanto a ti, meu idiota decapitado, o “deus das lacunas” aparece em inúmeros livros. O termo foi cunhado pelo cristão evangélico Henry Drummond ainda no século XIX e recentemente Dawkins usou a mesma expressão em seu Deus Um Delírio. Deixa de ler apenas o Olavo e o Reinaldo, meu desgraçado de horizontes estreitos. Joga “god of the gaps” no google, se souberes inglês. Ou clica neste link: God of the gaps.
Deves conhecer bem a Wikipedia, onde estão as bases de tua desesperada e inconsistente erudição.
Cuspo em idiotas desonestos.
Parabéns pelos textos, que para mim foram e serão úteis. Na próxima semana discutirei com meus alunos a história da Ciência e seus post sobre o tema me deram várias idéias.
Vou adicionar seu blog aos meus favoritos.
Quanto à polêmica, aprecio seu estilo objetivo e cordato, até quando ataca, queria ser assim, não consigo. Já discordei outras vezes do Blogildo, mas digo: É o melhor cara que eu conheço para a gente discordar.
João, sinceramente eu não sei aonde você esteve desde que o homem desceu da árvore meu caro. Mas uma coisa eu sei, você entende tanto de história da ciência, filosofia da ciência e método científico quanto o Blogildo.
Eu diria que existem cientistas naturais, se você pensar em todos os físicos, químicos, biólogos deste planeta. Mas tal termo não se adota pois é preferível especificar as especializações de cada um. O que existia antigamente eram os naturalistas, mas eles não estão relacionados a esta divisão da ciência.
Você continua insistindo na bobagem de que as ciências são entidades separadas quando essa separação é meramente acadêmica. Tanto é que no curso de biologia por exemplo temos a matéria “biofísica” e “bioquímica”. Poderia citar milhares de exemplos aonde biólogos possuem tanto conhecimento em física quanto em química por conta de seu campo de estudo, mas vou me ater a um só.
Já ouviu falar em fotossíntese certo? Tenho quase certeza que já. Acredite você ou não, mas o processo foi primeiramente imaginado por um físico-químico. Acredite você ou não, para se estudar o processo é necessário entender o que é o efeito fotoelétrico, é preciso entender o funcionamento de uma organela presente em plantas fotossintetizantes conhecido por “cloroplasto” e é preciso entender como se dá o processo químico gerado pelo cloroplasto que resulta na produção de uma molécula de glicose.
Percebe como um único estudo envolve conhecimento das três ciências que eu e você citamos como exemplo? A tal “ciência estanque” que você citou só existe pra você e, provavelmente, pro Blogildo.
O avião, o carro e os medicamentos só existem hoje porque se baseiam em princípios científicos que abriram a possibilidade de estudos que deram origem a estas aplicações. É este bloco, este exato bloco, as ciências e nada mais, nada menos quem entendeu primeiramente os processos por trás de todas estas descobertas. E este bloco é formado pelos indivíduos reais que você comenta. Ora! Somente um tolo acharia que uma organização epistemológica daria origem a um objeto sem mediação de indivíduos. E é mais do que evidente que são estes indivíduos que formam a organização epistemológica em si. A ciência não é etérea.
Sua frase “…mas que a biologia não explica a química, e a química não explica a física…” é uma das maiores bobeiras que eu já li na vida. Eu insisto meu caro que você deveria ler algo sobre o método científico, vai ser muito elucidativo e vai evitar de você ficar parecendo um idiota que não sabe o que fala em debates futuros.
O que você chama de “técnica” não é o mesmo que as ciências aplicadas. As ciências aplicadas estão diretamente relacionadas as ciências de base e você, evidentemente, não aceita esta relação. A mim fica a impressão que na tentativa desesperada de demonstrar que a ciência não é importante, você a desassocia de seus méritos atribuindo eles a algo que não existe de fato.
Eu volto a insistir que não tenho problemas com o Blogildo. Não o conheço, não sei quem ele é, o que faz e qual sua formação. Não preciso resolver nada com ele portanto.
E em relação ao seu último parágrafo, insisto, tem algum problema de lógica ali. Quando um cientista fala, ele não fala pela ciência a não ser que fale de algo científico. A declaração do Watson foi de cunho pessoal e por mais que ele tenha entrado no mérito da genética, é muito óbvio para qualquer um que tenha um mínimo de conhecimento do assunto que a genética sempre reprovou o que ele disse. Foi um comentário pseudo-científico em geral.
E vc ainda dá trela para esses ignorantes, Thiago… Só se deve enfrentar adversários à altura.
Thiago,
Bioquímica e biofísica se distinguem não por sua organização acadêmica, certamente, mas por seus objetos de estudo, e como no exemplo da fotossíntese, tais ciências não são intercambiáveis.
Mas eu estou ficando confuso. Você diz que me refiro apenas a divisões acadêmicas, mas sugere que eu me refira à organização das ciências, organização esta precisamente acadêmica. A solução estaria na distinção entre a ciência considerada como um todo e os cientistas reais, práticos? Mas estes últimos nunca encarnam a ciência considerada em bloco como um todo. Falar de mérito da ciência, aí, quer dizer mérito da investigação científica, e não do bloco de todas as ciências.
Certamente que técnica não é o mesmo que ciências aplicadas. Técnica é ciência aplicada, ciência de base e o que mais estiver envolvido no processo em questão. Agora, quando você fala em demonstrar que a ciência não é importante, está se referindo ao tal bloco, e dentro deste bloco, certamente umas ciências são mais importantes do que outras, ou então não haveria critério selecionador para as ciências aplicadas e desenvolver um combustível mais eficiente teria o mesmo peso que desenvolver uma tampa de tanque de combustível mais elegante. Quanto mais abstrato e geral se subir na demarcação acadêmica das ciências, mais importantes elas aparentarão ser por envolver um campo de estudos mais aberto, e descendo às aplicações práticas efetivas, teremos desde estudos importantíssimos à irrelevância absoluta, então no bloco encontraremos de tudo.
João, a única sugestão que fiz a você é a de ler melhor e procurar se informar a respeito do que você esta criticando.
Você pode se referir a apenas uma divisão da ciência se quiser, mas deve entender que epistemológicamente ela faz parte de um grupo maior conhecido por ciências naturais. Embora, dependendo da ciência que você estiver se referindo, ela possa estar nas ciências formais ou talvez nas sociais. No caso específico de meu texto no entanto, você se ateve às ciências naturais.
A técnica não é nada. Ciência aplicada e de base são divisões da atividade desenvolvida pela ciência. Eu não falo em demonstrar que a ciência não é importante. Eu apenas disse que parece, e se você tiver dúvida quanto a isto basta reler minha resposta, que você tenta diminuir a importância da ciência, criando uma nova entidade.
Em todo o caso, a relevância de uma descoberta ou outra é dependente de fatores culturais e sociais. Dizer que a invenção de um novo combustível é mais importante que a invenção da tampa de um tanque de gasolina, é uma afirmação baseada em contextos que estão aquém da ciência, mas que a influenciam de forma direta. A ciência não se preocupa, a priori, com o que é “importantíssimo” ou “irrelevante”, mas a rigor, os cientistas, baseados em seu valores culturais, sociais, éticos e o que mais se puder imaginar decidem que tipo de pesquisa tem maior relevância.
As ciências naturais são absolutamente intercambiáveis. Bioquímica é uma divisão acadêmica da química. A rigor ela é exatamente igual, no entanto, se especializou em estudar compostos químicos que possuem carbono em sua composição. A biofísica igualmente. É justamente esta a separação que você tenta fazer e é incabível. As ciências naturais são totalmente intercambiáveis e, mais do que isso, segundo Thomas Khun, esse intercâmbio de conhecimento é um critério necessário para se definir quando uma hipótese é considerada científica.
As teorias físicas da aerodinâmica devem ser válidas para explicar o vôo dos pássaros por exemplo (e o são de fato), igualmente a termodinâmica deve não só ser válida para sistemas artificiais (como o motor a combustão interna), mas igualmente válida para sistemas biológicos.
Se você seguisse minha recomendação e desse uma lida em bons livros da história da ciência, seria presenteado com uma série de exemplos aonde descobertas científicas em campos específicos, ajudaram em outras descobertas de campos científicos diferentes. A fotossíntese neste caso continua sendo um bom exemplo, jamais imaginaríamos seu funcionamento não fosse a descoberta do efeito fotoelétrico.
E cadê o Blogildo???
Ô Loco!
O Blogildo deve estar desesperado! O cara indicou este post em seu blog mas não tem coragem de vir aqui defender seu ponto de vista inconseqüente e burro. Deve estar meio sem tempo tb, pq não consegue maquiar o estilo e gastar cinco horas pra deixar os comentários do João mais ‘refinados’, já q o esforço pra escrever ‘bem’ é grande e o João tá ficando cada vez mais Blogildo. Nem ele sabe mais o q tá escrevendo. O babaca pirou. Não tem energia pra dar uma resposta à altura pro Almeida, q o xingou, pq tem culpa no cartório. Não tem energia pq a verdade não tá com ele. Nunca vi um otário igual.
Grande coisa o IP ser diferente, um do Rio e outro de São Paulo. Tenho no trabalho um programinha q faz isso. Amanhã vou escrever alguma coisa de um lugar e dois minutos depois mudo de IP.
Estilo (ou falta dele) é muito mais eloqüente q endereço de IP, João/Blogildo babaca. Concordo com tudo o q o Almeida escreveu sobre vc. Vc é um inconseqüente e desonesto. Tô só aguardando o ‘argumento’ de q o nível baixou e não dá mais pra discutir, ehehehe. Na vera nunca teve argumentos pra defender uma idéia idiota q leu em algum site lixo por aí.
“Qual a ciência que produziu o automóvel? Qual a ciência que produziu o avião?”
Meu deus do céu, deixa algum engenheiro ler isso!!! Caro João Batista, devo avisá-lo do risco de ser linchado por um grupo pseudo-terrorista do CREA…
Thiago, explicação perfeita: sem a ciência, tudo seria feito por tentativa e erro, de remédios a automóveis e aviões. Seria muito engraçado ver um avião sem asas em formato de cubo, depois em formato de esfera, aí colocando asas para cima, depois para baixo, asa em formato de cilindro, asa com uma haste só de bambu, até um dia chegar ao 14-bis, com asas e tudo. Isso daria uma bela piada de português! Ou então criando um automóvel com uma roda só andando até cair, o cara pensando: “hmmm, tá, não deu certo. Vou tentar com DUAS rodas”, depois 3 e finalmente 4. Com certeza foi assim, e de jeito nenhum pensando que precisa “no mínimo 3 pontos para formar um plano”… não, isso seria ciência-conceito e não foi aplicado de jeito nenhum!! Foi na raça! Porque o cara devia ser brasileiro e não desistia nunca!
Pois é Ogrão, é nessas que a gente percebe quantos brasileiros tem no mundo.
Vejam só, a ciência exalta os ânimos! Melhor que xingar a mãe e a irmã, é ofender Darwin, Newton, Popper e Khun. Aliás, Khun é um (sobre)nome bastante apropriado para trocadalhos do carilho.
Bem, eu comecei a brincadeira pedindo baixaria e eis que ela veio, hahaha! E me parece que o Blogildo tem inimigos por aí, na comunidade científica-internética e também um bravo aliado que me parece que já desistiu de argumentar, enfim.
Mas é parcial demais se ele não vier participar. Afinal o cara fez uma dissertação a respeito do assunto, obteve resposta e deveria exercer o direito à tréplica, pra manutenção da ampla defesa e do devido processo legal, rs.
Então, antes do T. atualizar isso aqui e esse tão polêmico post ir pro limbo eu digo: queremos Blogildo!
Se não fica todo mundo xingando ele aqui e o cara fica por lá, calado, só levando, aí onde fica a moral cristã? E a família brasileira? E as criancinhas?!?
Não basta ser blogueiro, tem que participar!
O blogildo está consultando os universitários para responder em seu próprio blog, onde se sente mais seguro. É uma bichinha com b minúsculo.
Os religiosos fundamentalistas estão alvoroçados à toa. O conhecimento científico não é uma alternativa moral a nada, não é bom nem mau. Mesmo que fosse responsável por todos os problemas do mundo, não ficaria mais verdadeiro ou mais falso por causa disso.
Ainda que o mundo ficasse pior sem as religiões, isto não seria prova de que Deus existe. Não seria sequer um indício.
Fato: os V-2 de Von Braun voaram. Mesmo tendo sido construídos para sujeitos malvados, ainda que a corrida armamentista seja imoral, ainda que seja imoral financiar pesquisas por novos e mais mortais armamentos.
A Evolução é uma realidade ou não independentemente das idéias eugenistas de Darwin, independentemente de que tenha havido fraudes – denunciadas por cientistas e não por religiosos, não capacitados para discutir senão a Bíblia (e olha lá). Isto que os idiotas não compreendem. Se a Evolução contraria as estúpidas crenças religiosas, problema das crenças religiosas. Não vou analisar a moral do cientista e o uso que se faz da descoberta para dizer se sua tese é falsa ou verdadeira.
A ciência e a tecnologia deixam o mundo melhor ou pior? a religião deixa o mundo melhor ou pior? Isto é outra discussão.
OgrO escreveu:
” Seria muito engraçado ver um avião sem asas em formato de cubo, depois em formato de esfera, aí colocando asas para cima, depois para baixo, asa em formato de cilindro, asa com uma haste só de bambu, até um dia chegar ao 14-bis, com asas e tudo. Isso daria uma bela piada de português!”
Perfeito. Muito engraçado. Uns astronautas foram parar em Marte, outros no Sol, outros caíram no mar, outros explodiram acertando a Lua em cheio, porque não tinham módulo lunar: era no foguetão mesmo e vamos ver no que vai dar!!! Até eles descobrirem que era preciso um capacete com oxigênio e roupas pressurizadas então, foram milhares de astronautas que explodiram no espaço … A Apolo 11 só foi possível após mil anos de “aprimoramentos técnicos”, rsrsrsrs.
Sem uma programação, um ser unicelular demorou bilhões de anos para se tornar um homem. Quando há uma programação um ser unicelular pode evoluir para um homem em pouquíssimo tempo. Basta ver o que acontece com um óvulo fecundado por um espermatozóide.
Aguardem. A bichinha do blogildo/joaõ está pesquisando desesperadamente na wikipedia e em textos do Olavo e do Reinaldo para justificar as babaquices que escreveu. Aguardem. Em breve ele dará uma respostinha afetadinha de bichinha em seu blog. E em seu desabafo os “bacanas” serão muito perfeccionistas e levarão tudo o que escreveu ao pé da letra.
Santa babaquice!
Thiago, ainda não comentei aqui por falta de tempo! Mas, não sei se vc notou, eu elogiei o seu texto!
Almeida, bichinha é quem vai falar mal de mim no blog dos outros. Não é macho o bastante para me xingar no meu blog?
Que dizer, acho que nem bicinha faz isso! Isso é coisa de moleque! Vc não merece usar a caveira! Tú é moleque!
Ferrari, se eu estivesse desesperado, não perderia meu tempo indicando o blog do Thiago! Sou a favor da divergência! Afinal, o blog do Thiago começou outro dia! Quanto acessos diários? 10? 50? Fala sério! Fiz propaganda pro blog dele pois achei-o bom!
Ferrari, vc não tá com nada!
Blogildo, eu reparei e agradeço o elogio.
Blogildo, eu reparei e agradeço o elogio.
Thiago, esse comentário só é uma reafirmação do quanto sou fã dos seus textos. Até eu já estou enjoando de ler e depois puxar saco, mas fazer o que né? Dá vontade de recortar e colar todas suas palavras elegantes lá no blog bioética. Especialmente um tema como esse. Essas falsas dicotomias “humanas versus exatas” e “religião versus ciências” dão uma preguiça….
Bjo
Não é macho o bastante para me xingar no meu blog?
Para ser moderado?
Não obrigado.
Um aviso aos interessados: ok minha gente, o Blogildo falou. O post em resposta está no blog dele:
http://blogildoblogger.blogspot.com/2007/10/trplica.html
Já foi suprimido por alguns posts abaixo do último (o cara escreve o dia inteiro!), mas tá lá!
Quando a pilha de processos na minha mesa der uma baixada eu passarei por lá e, pra quem quiser, os blogs são, ao menos teóricamente, um espaço democrático.
Um abraço a todos.