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	<title>Comentários sobre: Divulgando o estranho mundo da ciência.</title>
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	<description>divulgação científica, ciências, evolução, biologia, criacionismo, filosofia da ciência, karl popper, thomas kuhn</description>
	<lastBuildDate>Mon, 26 Jul 2010 18:10:08 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Por: Lelec</title>
		<link>http://polegaropositor.com.br/divulgando-o-estranho-mundo-da-ciencia/comment-page-1/#comment-1130</link>
		<dc:creator>Lelec</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 21:13:58 +0000</pubDate>
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		<description>Continuando e aproveitando o embalo... 
 H&#225; alguns dias, fiquei assustado quando doutorandas em neuroci&#234;ncia (que publicam na Science e na Nature) trocavam conhecimentos e cren&#231;as em astrologia, em pleno laborat&#243;rio de pesquisa. Definitivamente, n&#227;o &#233; &#224; toa que assistimos a cientistas de renome defendendo com unhas e dentes o criacionismo. Se cursos cient&#237;ficos, como medicina, odontologia, engenharia e tantos outros inclu&#237;ssem em suas grades uma forma&#231;&#227;o em filosofia da ci&#234;ncia, creio que diminuir&#237;amos o n&#250;mero de diplomados sustentando del&#237;rios baseados em mitos primitivos. 
Por isso, seu blog e sua voz s&#227;o fundamentais. Continue na sua &#225;rdua tarefa. 
Abra&#231;o, 
Lelec 
 </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Continuando e aproveitando o embalo&#8230;<br />
 H&aacute; alguns dias, fiquei assustado quando doutorandas em neuroci&ecirc;ncia (que publicam na Science e na Nature) trocavam conhecimentos e cren&ccedil;as em astrologia, em pleno laborat&oacute;rio de pesquisa. Definitivamente, n&atilde;o &eacute; &agrave; toa que assistimos a cientistas de renome defendendo com unhas e dentes o criacionismo. Se cursos cient&iacute;ficos, como medicina, odontologia, engenharia e tantos outros inclu&iacute;ssem em suas grades uma forma&ccedil;&atilde;o em filosofia da ci&ecirc;ncia, creio que diminuir&iacute;amos o n&uacute;mero de diplomados sustentando del&iacute;rios baseados em mitos primitivos.<br />
Por isso, seu blog e sua voz s&atilde;o fundamentais. Continue na sua &aacute;rdua tarefa.<br />
Abra&ccedil;o,<br />
Lelec</p>
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		<title>Por: Lelec</title>
		<link>http://polegaropositor.com.br/divulgando-o-estranho-mundo-da-ciencia/comment-page-1/#comment-1129</link>
		<dc:creator>Lelec</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 21:11:17 +0000</pubDate>
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		<description>Concordo enfaticamente com os dois. A discuss&#227;o sobre filosofia da ci&#234;ncia &#233; urgente, n&#227;o apenas entre o p&#250;blico leigo, mas tamb&#233;m (e principalmente), no meio cient&#237;fico. Formei-me em medicina na UFMG, depois fiz neurologia e nunca (NUNCA) tive uma palestra sequer sobre as bases filos&#243;ficas da ci&#234;ncia. Nunca sequer me foram mencionados nomes como Khun e Popper. Atualmente, fa&#231;o doutorado em neuroci&#234;ncias na Fran&#231;a. Digo isso n&#227;o para jogar confete na pr&#243;pria cabe&#231;a, mas para dizer que, mesmo aqui, constato que existe entre pesquisadores consagrados essa lament&#225;vel defici&#234;ncia no que tange o conhecimento sobre a evolu&#231;&#227;o hist&#243;rica do pensamento cient&#237;fico. Isso &#233; grav&#237;ssimo pois, seja na Fran&#231;a, nos EUA ou no Brasil, as pessoas passam pela Universidade, alcan&#231;am t&#237;tulos, publicam trabalhos importantes em revistas de destaque, mas s&#227;o incrivelmente vazias no que diz respeito ao pensamento cr&#237;tico diante de mistifica&#231;&#245;es, venham de onde vier.  </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo enfaticamente com os dois. A discuss&atilde;o sobre filosofia da ci&ecirc;ncia &eacute; urgente, n&atilde;o apenas entre o p&uacute;blico leigo, mas tamb&eacute;m (e principalmente), no meio cient&iacute;fico. Formei-me em medicina na UFMG, depois fiz neurologia e nunca (NUNCA) tive uma palestra sequer sobre as bases filos&oacute;ficas da ci&ecirc;ncia. Nunca sequer me foram mencionados nomes como Khun e Popper. Atualmente, fa&ccedil;o doutorado em neuroci&ecirc;ncias na Fran&ccedil;a. Digo isso n&atilde;o para jogar confete na pr&oacute;pria cabe&ccedil;a, mas para dizer que, mesmo aqui, constato que existe entre pesquisadores consagrados essa lament&aacute;vel defici&ecirc;ncia no que tange o conhecimento sobre a evolu&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica do pensamento cient&iacute;fico. Isso &eacute; grav&iacute;ssimo pois, seja na Fran&ccedil;a, nos EUA ou no Brasil, as pessoas passam pela Universidade, alcan&ccedil;am t&iacute;tulos, publicam trabalhos importantes em revistas de destaque, mas s&atilde;o incrivelmente vazias no que diz respeito ao pensamento cr&iacute;tico diante de mistifica&ccedil;&otilde;es, venham de onde vier.</p>
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		<title>Por: thenriques45</title>
		<link>http://polegaropositor.com.br/divulgando-o-estranho-mundo-da-ciencia/comment-page-1/#comment-1107</link>
		<dc:creator>thenriques45</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Feb 2009 21:27:01 +0000</pubDate>
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		<description>Diego, tem toda a raz&#227;o. A f&#237;sica aristot&#233;lica &#233; mais complicada do que dei a entender. E complica ainda mais quando ele come&#231;a a explicar como &#233; poss&#237;vel que objetos lan&#231;ados, como pedras e flechas, podem continuar se movendo a despeito de n&#227;o estarem mais em contato com o &quot;motor&quot;. A&#237; a teoria inteira fica absurdamente complexa. 
 
O meu ponto &#233; que &#233; muito mais &quot;intuitivo&quot; para quem n&#227;o &#233; da ci&#234;ncia compreender aceitar Arist&#243;teles do que Cop&#233;rnico. Ou mesmo aceitar Lamarck &#224; Darwin. Em todo caso, n&#227;o poderia concordar mais com vc, precisa-se, de fato, recuperar o fundamento filos&#243;fico. 
 
Abra&#231;os. </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Diego, tem toda a raz&atilde;o. A f&iacute;sica aristot&eacute;lica &eacute; mais complicada do que dei a entender. E complica ainda mais quando ele come&ccedil;a a explicar como &eacute; poss&iacute;vel que objetos lan&ccedil;ados, como pedras e flechas, podem continuar se movendo a despeito de n&atilde;o estarem mais em contato com o &quot;motor&quot;. A&iacute; a teoria inteira fica absurdamente complexa. </p>
<p>O meu ponto &eacute; que &eacute; muito mais &quot;intuitivo&quot; para quem n&atilde;o &eacute; da ci&ecirc;ncia compreender aceitar Arist&oacute;teles do que Cop&eacute;rnico. Ou mesmo aceitar Lamarck &agrave; Darwin. Em todo caso, n&atilde;o poderia concordar mais com vc, precisa-se, de fato, recuperar o fundamento filos&oacute;fico. </p>
<p>Abra&ccedil;os.</p>
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	<item>
		<title>Por: Diego Viana</title>
		<link>http://polegaropositor.com.br/divulgando-o-estranho-mundo-da-ciencia/comment-page-1/#comment-1106</link>
		<dc:creator>Diego Viana</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Feb 2009 16:41:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://polegaropositor.com.br/?p=500#comment-1106</guid>
		<description>Sobre a f&#237;sica de Arist&#243;teles, n&#227;o &#233; assim t&#227;o intuitiva quanto parece. Arist&#243;teles tem um conceito que &#233; uma esp&#233;cie de &quot;proto-entropia&quot;, com o perd&#227;o da analogia for&#231;ada: esse conceito &#233; o de posi&#231;&#227;o natural. Todo movimento ou &#233; natural, ou seja, rumo &#224; dire&#231;&#227;o natural, ou &#233; causado por um agente externo, e por isso s&#243; dura enquanto esse movimento for impresso pelo tal agente, de maneira que tudo, no longo prazo, tende para seu lugar natural. E o lugar natural, no mundo sub-lunar, &#233; fun&#231;&#227;o do peso. O mais pesado tende para o centro. (Tamb&#233;m &#233; uma &quot;proto-gravidade&quot;, ali&#225;s, &#233; da&#237; que vem o nome &quot;gravidade&quot;, porque &quot;grave&quot; &#233; sin&#244;nimo de &quot;pesado&quot;) E o que &#233; mais pesado do que a Terra? Nada, logo, a Terra &#233; o centro do universo. O heliocentrismo j&#225; existia no tempo de Arist&#243;teles, e o que fez a teoria aristot&#233;lica prevalecer n&#227;o foi s&#243; a intui&#231;&#227;o, mas toda a estrutura te&#243;rica, calcada numa metaf&#237;sica rigorosa e muito bem amarrada.  
Tudo isso pra dizer que acho que um dos problemas da divulga&#231;&#227;o cient&#237;fica, como voc&#234; bem colocou, &#233; que o cientista n&#227;o vive no mesmo mundo do resto da humanidade, ali&#225;s, nem de si pr&#243;prio enquanto pessoa; mas isso &#233; porque o cientista vive dentro de sua pr&#243;pria axiom&#225;tica, e cada disciplina desenvolve a sua pr&#243;pria. Falta, a meu ver, justamente a amarra&#231;&#227;o metaf&#237;sica que d&#234; a compreender o fato de que al&#233;m dos laborat&#243;rios h&#225; um mundo como um todo. Isto &#233;, precisa-se recuperar o fundamento filos&#243;fico.  </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre a f&iacute;sica de Arist&oacute;teles, n&atilde;o &eacute; assim t&atilde;o intuitiva quanto parece. Arist&oacute;teles tem um conceito que &eacute; uma esp&eacute;cie de &quot;proto-entropia&quot;, com o perd&atilde;o da analogia for&ccedil;ada: esse conceito &eacute; o de posi&ccedil;&atilde;o natural. Todo movimento ou &eacute; natural, ou seja, rumo &agrave; dire&ccedil;&atilde;o natural, ou &eacute; causado por um agente externo, e por isso s&oacute; dura enquanto esse movimento for impresso pelo tal agente, de maneira que tudo, no longo prazo, tende para seu lugar natural. E o lugar natural, no mundo sub-lunar, &eacute; fun&ccedil;&atilde;o do peso. O mais pesado tende para o centro. (Tamb&eacute;m &eacute; uma &quot;proto-gravidade&quot;, ali&aacute;s, &eacute; da&iacute; que vem o nome &quot;gravidade&quot;, porque &quot;grave&quot; &eacute; sin&ocirc;nimo de &quot;pesado&quot;) E o que &eacute; mais pesado do que a Terra? Nada, logo, a Terra &eacute; o centro do universo. O heliocentrismo j&aacute; existia no tempo de Arist&oacute;teles, e o que fez a teoria aristot&eacute;lica prevalecer n&atilde;o foi s&oacute; a intui&ccedil;&atilde;o, mas toda a estrutura te&oacute;rica, calcada numa metaf&iacute;sica rigorosa e muito bem amarrada.<br />
Tudo isso pra dizer que acho que um dos problemas da divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, como voc&ecirc; bem colocou, &eacute; que o cientista n&atilde;o vive no mesmo mundo do resto da humanidade, ali&aacute;s, nem de si pr&oacute;prio enquanto pessoa; mas isso &eacute; porque o cientista vive dentro de sua pr&oacute;pria axiom&aacute;tica, e cada disciplina desenvolve a sua pr&oacute;pria. Falta, a meu ver, justamente a amarra&ccedil;&atilde;o metaf&iacute;sica que d&ecirc; a compreender o fato de que al&eacute;m dos laborat&oacute;rios h&aacute; um mundo como um todo. Isto &eacute;, precisa-se recuperar o fundamento filos&oacute;fico.</p>
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