Segundo Kuhn, paradigmas concorrentes normalmente implicam em uma visão de mundo distinta, de modo que os paradigmas se tornam incompatíveis. Esse processo resulta na chamada “incomensurabilidade”, ou seja, na incapacidade que os defensores de cada paradigma tem em conversarem entre si justamente por lidarem com visões de mundo incompatíveis. Cada paradigma se sustenta por si só, valendo-se de seus próprios pressupostos. Disso resulta que confrontar paradigmas concorrentes não é possível, já que o conjunto de pressupostos de cada um inviabiliza o paradigma oposto.
Se tal processo ocorre entre teorias científicas concorrentes, é de se imaginar que possa ocorrer entre questões não necessariamente científicas. Por vezes penso que é exatamente isso que se passa na velha briga entre a teoria evolucionista e o criacionismo. Trata-se de uma teoria científica baseada nos pressupostos básicos da ciência, contra uma visão de mundo completamente diferente. O resultado do embate é uma série de erros que poderiam ser interpretados tomando como base o pressuposto acima, de que tanto a evolução quanto a criação são paradigmas incomensuráveis.
1º erro: incomensurabilidade epistemológica.
Evolução e criação se sustentam por bases epistêmicas evidentemente diferentes. É de se estranhar portanto a forma como alguns argumentos de ambos os lados são colocados. Neste caso em particular, acredito que o discurso criacionista é o mais incoerente. Em alguns casos a evolução é acusada de ser “apenas uma teoria”. Teoria aqui é utilizada de maneira a sugerir que não existe comprovação da existência real de um processo evolutivo. Curiosamente, alguns criacionistas preferem dizer que a evolução “não é sequer uma teoria”. Neste caso, o argumento aceita a teoria como tendo um “peso” considerável, mas não atribui esse peso à evolução.
O problema é evidente. No primeiro caso, a palavra teoria se baseia em uma epistemologia diferente da empregada na ciência. O termo é mais parecido com o utilizado pelo senso comum, atribuindo um valor de “dúvida” e “incerteza”. Essa argumentação foi utilizada a pouco tempo nos Estados Unidos, quando alguns livros educacionais traziam em suas capas um selo com a mensagem de que a teoria da evolução “é apenas uma teoria”, não tendo sido confirmada. No segundo caso o termo “teoria” é usado de maneira epistemologicamente compatível com a ciência, ou seja, considera-se que o “status” de “teoria” é conferido a uma hipótese compatível com o rigor imposto pelo método científico. No entanto, é negada à evolução o rigor esperado pela ciência. Aqui o erro se encontra no uso de pressupostos criacionistas, e portanto incompatíveis com a epistemologia científica, para desclassificar a evolução.
Do lado evolucionista o erro é, ao menos, consistente. Alega-se que o criacionismo não atende os pré-requisitos necessários para poder ser considerado como uma teoria científica. Embora o argumento esteja essencialmente correto, o criacionismo de fato não pode ser considerado uma teoria científica, o erro está em ignorar que ciência e religião estão fundamentadas em pressupostos incompatíveis. Curiosamente alguns criacionistas tentam realizar o processo inverso, procurando meios de afirmar que o criacionismo é uma teoria científica.
2º erro: realidades incomensuráveis.
Alguns filósofos acreditam que a realidade esta condicionada pela maneira como a sentímos. Em outras palavras, nossos sentidos filtram o mundo com o qual interagimos, tornando a realidade uma espécie de experiência particular. Eu entendo que esse argumento não deve ser extrapolado a extremos. Com efeito alguns fenômenos em particular se repetem com uma freqüência relevante, a ponto de podermos afirmar com certeza absoluta de que aquilo é real. Não da pra questionar a verdade dos movimentos de translação e rotação terrestres, ou a força da gravidade. No entanto, nem tudo é assim.
Os filósofos da ciência em geral aceitam que, por mais que uma teoria resista ao teste dos anos e pareça indicar uma realidade palpável, a possibilidade de estarmos ignorando algum elemento qualquer sobre essa realidade aparente sempre vai existir. Um bom exemplo aqui é pensar no universo relativesco de Einstein, hoje amplamente aceito, mas que se contrapõe diretamente com o universo absoluto de Newton, que era tido como uma realidade factual a alguns séculos.
O erro aqui é buscar uma realidade absoluta por parte de ambos os grupos. O mundo governado por entidades divinas defendido pelos criacionistas, é tão real quanto o mundo extremamente materialista da ciência moderna. Ambos são reflexos da interpretação de mundo condicionada pelos sentidos de grupos de pessoas em particular. Portanto, argumentações que se justifiquem pela existência de Deus, evidentemente são incompatíveis com argumentações de um mundo independente de uma força direcionadora sobrenatural.
3º erro: esferas incomensuráveis.
Tanto a evolução quanto a criação, possuem esferas (ou nichos) particulares de ação. O conhecimento de ambos os paradigmas, bem como todos os pressupostos envolvidos, não é necessariamente um pré-requisito da vida moderna. Com efeito, é possível abdicar completamente da esfera religiosa ou científica, dependendo dos objetivos de vida que se pretende levar. Posso escolher ser um padre e viver em minha paróquia, para tal não preciso necessariamente ter conhecimentos muito específicos sobre ciências. Da mesma forma, um cientista não precisa ter uma vida religiosa.
É claro que ter contato com ambas as esferas, é ideal para um ser humano que deseja ter um conhecimento mais preciso da época em que vive. Conhecer a esfera religiosa não implica em aceitá-la, mas é no mínimo de bom tom ter noção das implicações que esta esfera trás para a sociedade na qual estamos inseridos. Da mesma forma, um religioso convicto deveria ter um conhecimento razoável de ciência.
Neste ponto, o erro é acreditar que qualquer uma dessas esferas não é fundamental para a sociedade ou, por vezes, até prejudicial. Nenhum empreendimento humano é a prova de erros e enganos. Sabemos que tanto a ciência quanto a religião podem beneficiar ou prejudicar as populações humanas. Exemplos não faltam: inquisição, bombas nucleares, antibióticos e recuperação de viciados são exemplos claros dos efeitos adversos do desenvolvimento de ambos os campos do conhecimento.
Se faz igualmente importante respeitar os nichos de cada campo. Criacionismo não deve ser incluído em aulas ou livros de biologia (ou mesmo no currículo escolar), assim como não se espera que teorias evolucionistas passem a fazer parte dos rituais eclesiásticos, de algum evangelho da bíblia ou de algum sermão do pastor. Cada esfera deve se ater ao seu campo específico, cabendo ao indivíduo escolher o quanto experimentar de cada uma.
O assunto é longo e complexo. É muito fácil cometer qualquer um dos erros acima, eu mesmo assumo que já incorri em todos eles. Mas se faz necessário compreender que o debate entre evolução e criação, ou ciência e religião, é um mero capricho do ego de cada grupo. Trata-se da tentativa infeliz de se impor uma visão particular de como o mundo deveria funcionar, sem questionar para todos os que vivem nele se é assim que se deseja que ele seja.
Eu posso afirmar, prefiro um mundo diversificado, a um passeio chato por uma existência monotemática e monoteísta.
Para saber mais sobre:
Evolução
Criação
Método Científico
Thomas Kuhn
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Cara, descrição maravilhosa das diferenças (e absoluta falta de relação) entre “ciência” e “religião” (estou generalizando, eu sei, mas enfim…)!! Nunca tinha visto posto dessa maneira, e é realmente perfeita: cada coisa é uma coisa, e cada um no seu canto e pronto! Isso aí! Ninguém tem que meter o bedelho na área alheia!!! \o/
A historieta bíblica é como Papai Noel. Sustenta-se por um período. A de Darwin, increpação. A tônica do Universo é a somalética, jamais a dialética.
Não me pergunte o que colocar nos lugares. O futuro é maior do que o passado, que é limitado.
Aquele abraço.
“Se faz igualmente importante respeitar os nichos de cada campo. Criacionismo não deve ser incluído em aulas ou livros de biologia (ou mesmo no currículo escolar), assim como não se espera que teorias evolucionistas passem a fazer parte dos rituais eclesiásticos, de algum evangelho da bíblia ou de algum sermão do pastor. Cada esfera deve se ater ao seu campo específico, cabendo ao indivíduo escolher o quanto experimentar de cada uma.”
No contexto socioeconomico capitalista em que estamos inseridos o trabalho é essencial para na nossa sobrevivência, pois é com o trabalho que adquirimos renda, que nos permite satisfazer nossas atividades básicas e com o que sobrar realizar nossos caprichos.
Como sabemos o nosso nível de renda, geralmente, é diretamente proporcional ao nível do trabalho e o nível do trabalho, geralmente, é diretamente proporcional a escolaridade.
Ora, um pai responsável sempre deja o melhor para o seu filho. Por isso, matricula seu filho em uma escola e também se não matriculasse este pai seria punido pelas leis brasileiras.
Um indivíduo, na sociedade atual, frequenta um ambiente religioso por vontade própria, afinal se ele parar de frequentar não irá morrer de fome, pelo menos teoricamente.
Então vamos supor que eu tenho um filho que acredita na bíblia, e ele é obrigado a ir a escola. E todas as vezes que ele estuda a Teroria da Evolução (macroevolução), que não é comprovoda, ele é confrontado com a bíblia de modo desnecessário, ou seja, sua fé é desrespeitada. Pois não existe necessidade de ensinar uma teoria sem comprovação (somente um conjunto de evidências que são ordenadas e organizadas para contar a história que os evolucionistas acham mais pertinente) para o ciclo básico de ensino. é perfeitamente possível ensinar biologia sem citar a macroevolução. Agora este comentário somparando o ensino religioso com o ensino em uma escola foi infeliz.
Uma questão crucial nesta reflexão, e que você não abordou, é que quando se fala de “Teoria da Evolução” sabe-se exatamente sobre o que isso se refere. Basicamente existe uma, e apenas uma Teoria da Evolução. A comunidade científica pode discordar em alguns detalhes, sem dúvida ainda há pontos cinzentos nesta teoria ( como existem em TODAS as teorias científicas ), no entanto, em linhas gerais, há um consenso sobre o que é como ocorre o processo de adaptação das espécies diante das transformações do meio. Porém quando se fala de Criacionismo o mesmo não ocorre. É necessário definir, e você não o fez, de que Criacionismo estamos falando. Porque nesse balaio de gatos encontramos desde os que imaginam um Deus puramente criador, origem do universo e de tudo que há, mas que após seu ato inicial de criação permite ao universo evoluir segundo as leis fixas que Ele determinou, até argumentações bizarras em prol de uma veracidade literal da bíblia ( ou seja, um universo com 6000 anos de idade, arca de Noé, dilúvio, Adão, Eva, fruto proibido e serpentes falantes ). E na verdade estes nem são os criacionistas mais radicais. Por incrível que pareça existem correntes dentro do criacionismo capazes de causar mal estar e embaraço até mesmo aos defensores do Dilúvio. Os que garantem que a Terra não é esférica, mas sim plana, como nos atestam em várias passagens as sagradas escrituras. Há ainda os que pretendem soar mais “científicos”, não negam o Big Bang nem a Evolução, mas sustentam que o universo foi criado e é regido por um “Designer inteligente”. Então, afirmar, ou mesmo sugerir, que é possível que as evidências reveladas pela objetividade científica possam conviver com a idéia de uma Terra plana, limitada por abismos que se precipitam sobre o vazio cósmico, é mais ou menos o mesmo que dizer que não há contradição entre a Astrofísica moderna e a antiga teoria de que a Terra se apóia sobre o casco de uma tartaruga gigante. Seriam apenas visões que se apóiam em “bases epistêmicas diferentes”. Sem dúvida. Muito diferentes. Mas a segunda hipótese é um disparate completo. Assim como quase tudo que dizem e escrevem os chamados “Criacionistas”.
Não, mas, falando um pouco mais sério, nós não podemos fingir que não estamos vendo o que estamos vendo. Que não entendemos aquilo que está muito claro diante dos nossos narizes. Não podemos cair no erro da indulgência com vigaristas baratos, pessoas inescrupulosas, mentirosos sistemáticos, que conscientemente e deliberadamente, de forma cuidadosamente estudada, lançam mão de todos os conhecidos estratagemas sofismáticos, que se valem sistematicamente da falácia, da meia verdade e até da inverdade, que usam dados falsos ou resultados incorretos de pesquisas científicas, ou qualquer outro artifício ético ou não, para fazer propaganda e induzir pessoas a crerem em seu mundo de fantasias. Eles se aproveitam da ignorância do público em geral sobre assuntos de natureza científica, pinçam seletivamente fatos que corroboram seus delírios ( e quando estes não existem simplesmente os inventam ) enquanto escondem as milhões de evidências que os contradizem. Basta uma rápida pesquisa em sites criacionistas na internet para que qualquer pessoa de bom senso fique chocada. E eu não estou falando das suas teses estapafúrdias, mas da desonestidade descarada de muitos deles.
Tome-se como exemplo o ubíquo argumento criacionista de que a Segunda Lei da Termodinâmica conflita com a Teoria da Evolução. Está lá, em nove de cada dez textos de propaganda criacionista, que a complexidade biológica não pode ocorrer espontaneamente porque “a entropia em qualquer sistema sempre aumenta com o passar do tempo”. Mas é essa a Segunda Lei? Não está faltando alguma coisa aí não? Ops… parece que eles esqueceram de dizer que esta lei só se aplica a sistemas ISOLADOS. E por uma coincidência espantosa essa omissão existe em TODO e qualquer texto criacionista. Bem, vamos dar a eles o benefício da dúvida… talvez, eles, todos os autores e propagandistas do criacionismo, tenham copiado do mesmo lugar, e por serem tão absolutamente ignorantes como demonstram ser, nem perceberam o erro fundamental. Podemos chamar isso de azar, porque em qualquer texto de química ou física, mesmo em um livro de nível de segundo grau,você vai encontrar a Segunda Lei da Termodinâmica enunciada corretamente. Mas como explicar que, depois desse equívoco já ter sido refutado e corrigido um milhão de vezes, eles continuem usando o argumento? Como chamamos a isso? Má fé, eu diria ( sem intenção de trocadilho ). Muitas vezes o exemplo da formação espontãnea na natureza de cristais de gelo já foi utilizado para mostrar a essa gente o absurdo do que eles estão propondo. Sim, cristais de gelo são formas muito mais complexas que a água em estado líquido e ocorrem o tempo todo na natureza sem necessidade de intervenção divina. Mesmo diante desse contra-exemplo irrefutável, os criacionistas, com cinismo inimaginável, refutaram com uma argumentação complicadíssima que tentava provar que o gelo é, na verdade, uma forma mais simples de organização que a água em estado líquido, e portanto haveira aumento de entropia no processo de congelamento. Hilário! Principalmente porque depois de todo este esforço basta observar que o processo é completamente reversível. Cristais de gelo derretem novamente para a forma líquida. Portanto, mesmo que no bizarro mundo do criacionismo cristais de gelo sejam formas de organização mais simples que a água em estado líquido, quando o processo ocorresse no sentido inverso na natureza, isso significaria um aumento de complexidade e novamente a Segunda Lei da Termodinâmica estaria sendo violada.
Ainda assim se alguém estiver conversando com um criacionista e ele percebe a sua ignorância no assunto ele não vai pensar duas vezes em evocar a tal “segunda lei da termodinâmica”. E eu poderia listar aqui centenas, talvez milhares, de exemplos exatamente iguais a esse.
Nós podemos apenas especular sobre quais interesses realmente movem esse bizarro ressurgimento do Criacionismo, especular sobre a motivação do investimento de dezenas de milhões de dólares no Museu do Criacionismo, que apresenta para as criancinhas americanas aulas de História Natural em que réplicas de tamanho real de dinossauros aparecem andando lado a lado com Adão e Eva no Jardim do Éden. Mas, especulações a parte uma coisa é nítida e certa, não se trata de pessoas ingênuas iludidas com a própria ignorância. Nós estamos lidando com a desonestidade em todas as suas mais sofisticadas técnicas.
Agora, respondendo ao Leonardo Verona, ele comete, no mínimo, dois equívocos cruciais. O primeiro é não compreender o que é uma teoria científica. Não existe e nunca haverá comprovação para uma teoria científica. Uma teoria pode ser refutada pelo experimento, porém nunca poderá ser provada. Se a teoria resiste ao crivo da experiência ela apenas sobrevive para lutar mais um dia. Porque a Ciência é contrária aos dogmas. Todo cientista tem o dever de questionar as teorias nos quais o seu próprio trabalho se fundamenta. Ao contrário do que imaginam muitas pessoas ( e os criacionistas sabem bem como se aproveitarem dessa percepção errônea ) Darwin ou qualquer outro, para a Ciência, não é um santo no altar, mas sim um alvo na parede. Se amanhã algum biólogo brilhante puder demonstrar que Darwin estava errado seu trabalho não será censurado pela comunidade científica, seus livros não serão colocados no Index, como aconteceu com Galileu, ele não será ameaçado com a tortura e nem com a fogueira para que se cale. Ao contrário, ele receberá prêmios, oferta de trabalho em instituições científicas prestigiosas, ganhará notoriedade, suas idéias serão rapidamente propaladas e discutidas. Exatamente como aconteceu com Einstein quando demonstrou Newton e o seu famoso “Principia” estavam equivocados. No entanto, Leonardo, você precisa compreender a diferença entre teoria científica e fato científico. Uma teoria tenta explicar como certas coisas acontecem. Um fato científico é a constatação de que determinada coisa acontece. Por exemplo: a Terra ser redonda não é uma teoria científica. É um fato. Nós podemos imaginar hipóteses sobre como ela veio a tomar esta forma. Isso seria uma teoria.
Da mesma forma Darwin tenta explicar como, por quais mecanismos, as espécies se diferenciam, adaptando-se ao meio. A chamada Teoria da Evolução, que seria melhor denominada se fosse Teoria da Adaptação. Porém a Evolução em si ( ou a adaptação ) é um fato científico. Nega-lo é como negar que a terra é redonda. Não deixem que lhe enganem, existe 100% de certeza de que as espécies atuais se desenvolveram a partir de espécies ancestrais mais simples. Isso é inquestionável e indiscutível. O que nós podemos discutir ( e provavelmente discutiremos eternamente ) é sobre como este processo de desenvolvimento se deu.
E para os que negam a Evolução como um fato e acham que podem ficar com todo o resto da ciência abaixo eu faço uma pequena lista de coisas que eles precisam negar concomitantemente.
LÒGICA
MÈTODO CIENTÍFICO
A RAZÃO HUMANA
Mais especificamente…
Estruturas homólogas
Órgãos vestigiais
Semelhança genética
Sequência pseudogênica
Retroviroses
Cromossomo 2 ( parece exatamente como a fusão de dois cromossomos símios )
DNA mitocondrial
Resistência de insetos e bactérias a inseticidas e antibióticos.
Relógio molecular
Arqueologia
Paleontologia
Geologia
O surgimento de novos genes
Microevolução
MACROevolução ( novas espécies encontradas: primula, ragholetis, mimulus, etc… )
Novas estruturas ( Em resposta a predação uma alga unicelular evoluiu para um organismo multicelular em apenas algumas poucas gerações. Lembre-se que mais uma vez, apostando na sua ignorãncia, criacionistas não cansam de alardear que nunca se observou em laboratório ou na natureza uma espécie se transformar em outra ) Boraas M.E. e Boxhorm J.E. (1998) Evolutionary Ecology 12 153-164
Biogeografia ( a localização das espécies casam exatamente com o lugar onde encontramos os registros fósseis de seus ancestrais. Em outras palavras: nunca se encontrou fósseis de macacos na Austrália e assim por diante )
Seleção natural,
Variação
Estratigrafia
Ordem dos fósseis ( animais e plantas )
Fósseis transicionais ( de uma espécie se transformando em outra, algo que eles também afirmam não existir)
E se você estiver no time criacionista da Terra Jovem deve negar também
Força nuclear forte e fraca
Datação potássio-argônio
Datação argônio-argônio
Datação rubídio-estrôncio
Datação C-14 ( há ainda outros métodos de datação baseados em decaimento radioativo, todos independentes e corroborando os mesmos resultados )
Dendrocronologia
Composição química de camadas de gelo no pólo norte
Camadas de coral
Termoluminescência ( usada para datação )
Teoria da relatividade
Velocidade da luz
E a gravidade!
[...] acompanha este blog a mais tempo sabe que o debate entre evolucionismo e criacionismo sempre foi um tema recorrente, ao menos no primeiro ano de vida. Gradativamente o debate em si foi [...]
A evolução explica a origem da vida, de modo que Deus não é necessário ! Será ??
Charles Darwin não quis assassinar Deus, como disse certa vez. Mas ele o fez. (Revista Time- Iconoclast of the century, Charles Darwin (1809-1882), p.31,Dec 1999.
{A teoria da Evolução} ainda é, como era na época de Darwin, uma hipótese altamente especulativa inteiramente desprovida de apoio factual direto e muito distante do axioma autocomprobatório no qual alguns de seus defensores mais agressivos gostaríamos que acreditássemos. (Michel Denton, Biólogo molecular- Evolution: a teoria in crisis, Chevy Chase, Mariland: Adler & Adler, 1986,p.77.
Aqui estamos tratando de ateísmo puro, então:
Nem o criacionismo, nem o evolucionismo podem ser verificados em laboratório, como exige a Ciência. Ambos não passam de filosofias só são aceitos pela fé. Se é questão de fé, prefiro aquela que requer menos credulidade (não tenho fé suficiente para ser ateu). Para mim, é mais crível que um Deus infinitamente sábio e onipresente trouxesse esse universo à existencia, do que crer qiue o Universo surgisse do caos espontaneamente….
***Deus nos observa fora da caixa onde vivemos (Universo), por isso ele seria a única "pessoa" que poderia dizer se Deus existe ou não….Agora nós não conseguimos, pois deveriamos ver tudo o que existe, e estar em todos os lugares ao mesmo tempo, para dizer que Deus não existe neste ou naquele espaço/tempo.
Agora se creio em Deus, fica fácil acreditar que tudo o que existe veio a existência como um "milagre" (criação), Se pessoas conseguem realmente crer que o estéril produziu tudo o que existe, eu penso no criador como a causa de tudo,como dito: todas as coisas vieram a existir das coisas que não eram [não existiam]. Já o criador sempre existiu e não tem uma causa. O que foi criado tem uma causa inicial. Para mim se resume em design intelligent.
A lei do aumento de entropia pode aplicar-se ao universo como um todo, porque o universo pode ser considerado um sistema fechado. Também o universo pode vir a morrer, uma morte térmica, em que as estrelas esgotam o seu combustível e a matéria é dispersa por todo o espaço; a desordem total que ninguém poderá organizar de novo. Seria um inóspito e gelado final dos tempos. A lei de entropia é muito interessante,porque é uma lei fundamental, e no entanto tem caráter estatístico. A lei tem significado apenas para um grande número de partículas, isto é, em circunstâncias em que se possa falar de uma distribuição de probabilidade, de médias em relação aos movimentos de um grande número de partículas. Para um número pequeno de partículas a lei é de fato inaplicável. É portanto uma aposta segura e quase certa, que a entropia nunca diminui em sistema fechado contendo um grande número de partículas. [fonte: http://www.giltonepedro.com.br/docs/Atualizacao.p... consultado 29/01/10 14:35]
Interessante. Uma forma complexa para dizer: evolucionismo é ciência criacionismo religião, corroborando com "convenção científica". Gostaria – somente – que alguém me dissesse quem foi o autor das leis que transformou um microorganismo unicelular, por intermédio de uma explosão, nessa biodiversidade.
Marcos, acho que você está confundindo as coisas.
Não houve transformação de organismos unicelulares "nessa biodiversidade", muito menos por intermédio de uma explosão ou leis.
Além disso, na ciência aceitamos o Universo como ele se apresenta a nós. Se falamos em leis, assim o fazemos por pura convenção metodológica. As coisas são o que são, e o máximo que podemos fazer é tentar compreende-las da melhor maneira possível. É este o trabalho da ciência.
muito bom!!!