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	<title>Comentários sobre: Evolution DMD: Uma análise biológica.</title>
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	<description>divulgação científica, ciências, evolução, biologia, criacionismo, filosofia da ciência, karl popper, thomas kuhn</description>
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		<title>Por: Leandro</title>
		<link>http://polegaropositor.com.br/evolution-dmd-uma-analise-biologica/comment-page-1/#comment-1118</link>
		<dc:creator>Leandro</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Feb 2009 21:57:50 +0000</pubDate>
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		<description>Parab&#233;ns pelo post. Muito bem informativo. Quanto &#224; id&#233;ia apresentada pelo ogro me pareceu igual a do lamarc. Na minha  opini&#227;o h&#225; um problema de linguagem na biologia que confunde muito as pessoas que n&#227;o entendem bem a evolu&#231;&#227;o (e s&#227;o tantas). Termos como sele&#231;&#227;o natural remete na cabe&#231;a das pessoas a um personagem selecionador, por exemplo. A pr&#243;rpia palavra adapta&#231;&#227;o sempre me soa estranha neste sentido porque sempre passa uma id&#233;ia diretiva, algo como se o ser vivo escolhesse, &quot;se adaptasse&quot;. Sei que n&#227;o &#233; o sentido usado na biologia, mas na linguagem comum &#233;. Sempre que escuto estes termos fico pensando como &#233; que um brasileiro semi analfabeto ou n&#227;o, com sua mente escravizada pela religi&#227;o e pelos discursos inflamados de alguns padres e pastores entende, interpreta estas palavras. Penso que a biologia deveria procurar outros termos menos amb&#237;guos. Al&#233;m disso acompanho reportagens nos jornais e na internet e recordo de uma pesquisa que disse ano passado que alguns frutos e ch&#225;s podem provocar muta&#231;&#245;es gen&#233;ticas. Infelizmente n&#227;o acesso a toda reportagem e &#224;s conclus&#245;es, mas &#233; sempre algo interessante. </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Parab&eacute;ns pelo post. Muito bem informativo. Quanto &agrave; id&eacute;ia apresentada pelo ogro me pareceu igual a do lamarc. Na minha  opini&atilde;o h&aacute; um problema de linguagem na biologia que confunde muito as pessoas que n&atilde;o entendem bem a evolu&ccedil;&atilde;o (e s&atilde;o tantas). Termos como sele&ccedil;&atilde;o natural remete na cabe&ccedil;a das pessoas a um personagem selecionador, por exemplo. A pr&oacute;rpia palavra adapta&ccedil;&atilde;o sempre me soa estranha neste sentido porque sempre passa uma id&eacute;ia diretiva, algo como se o ser vivo escolhesse, &quot;se adaptasse&quot;. Sei que n&atilde;o &eacute; o sentido usado na biologia, mas na linguagem comum &eacute;. Sempre que escuto estes termos fico pensando como &eacute; que um brasileiro semi analfabeto ou n&atilde;o, com sua mente escravizada pela religi&atilde;o e pelos discursos inflamados de alguns padres e pastores entende, interpreta estas palavras. Penso que a biologia deveria procurar outros termos menos amb&iacute;guos. Al&eacute;m disso acompanho reportagens nos jornais e na internet e recordo de uma pesquisa que disse ano passado que alguns frutos e ch&aacute;s podem provocar muta&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ticas. Infelizmente n&atilde;o acesso a toda reportagem e &agrave;s conclus&otilde;es, mas &eacute; sempre algo interessante.</p>
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		<title>Por: C. Saaharicus</title>
		<link>http://polegaropositor.com.br/evolution-dmd-uma-analise-biologica/comment-page-1/#comment-434</link>
		<dc:creator>C. Saaharicus</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jul 2008 19:38:57 +0000</pubDate>
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		<description>Através do que mídia passa ao púbico, chega a parecer intuitivo que, em geral, mutações no material genético são deletérias ao organismo - câncer é apenas um exemplo. A palavra mutação possui um campo de significação amplo mesmo em genética. Mutação genética pode referir-se desde a mudança de um único par de nucleotídeos (mutação de ponto) até a inversão de uma porção inteira do cromossomo (mutação cromossômica). Alterações morfológicas também são concebivelmente mutações, como aquelas decorrentes de problemas no desenvolvimento do corpo (mutações ontogenéticas). Todavia, seria mesmo a maioria das mutações genéticas nocivas?
A recombinação que ocore durante ameiose, por exemplo, é uma forma de mutação cromossômica. O código genético (a relação entre três bases nitrogenadas e um aminoácido) que governa a síntese de polipeptídeos (eventualmente, proteínas) admite que certas mutações de ponto (de apenas um par de bases) não alterem o &quot;significado&quot; da trinca, i.e. que ela continue a codificar o mesmo aminoácido. Mutações mais frequentes são aqueles em que um nucleotídeo é modificado por outro de mesma classe química, i.e. purina por purina ou pirimidina por pirimidina. Isto ocorre porque a DNA polimerase, enzima responsável pelo reparo do DNA, reconhece os nucleotídeos pela sua conformação tridimensional, e mudança de nucleotídeos de mesma categoria entre si implica em similaridade de conformação (mesmo após a mudança), dificultando a &quot;percepção&quot; pela DNA polimerase de que há uma mutação pontual. Enfim, as mutações genéticas sem maiores implicações vitais perceptíveis são tão frequentes que são a base conceitual de diversos marcadores moleculares usados para medir a variabilidade genética dentro e entre populações, como os microssatélites. Em biologia evolutiva, costuma-se chamar tais mutações de &quot;neutras&quot;, no sentido de que não apresentam expressão fenotípica visível à seleção natural, isto é, sobre a qual ela possa agir.
É bom que se lembre que os ditos &quot;neodarwinistas&quot; foram cientistas do começo do século passado (XX) que negavam a teoria dos caracteres adquiridos de Lamarck, como August Weissmann. Isto é neodarwinismo: aceitação de seleção natural e negação de caracteres adquridos. Nada diz respeito à fusão conceitual ocorrida entre as ciências biológicas nas décadas de 1930, 190 e 1950; ou pior, como certos autores costumam dizer, a junção do darwinismo à teoria genética populacional. A distinção entre darwinismo e neodarwinismo foi importante na discussão teórica da biologia evolutiva porque o próprio Darwin teve dificuldade em explicr a origem da tremenda variabilidade observada em populações naturais. Ele apegou-se à idéia de que a herança genética era produto da transferência de fluidos parentais que se misturavam na formação das crias; chegou mesmo a dar alguma importância ao princípio hereditário de Lamarck.
Genes, código genético, dupla-hélice e mutações são coisas do século XX. Darwin desconhecia estes fenômenos, bem com a maioria dos evolucionistas de sua época. A validação dos trabalhos de Gregor Mendel deu bases à genética clássica, mas ainda nos anos 1900 a palavra &quot;mutação&quot;, em biologia, era sinônima de &quot;mudança morfológica abrupta&quot;. A negligência da história ao avaliar-se as atuais concepções científicas pode levar a equívocos sutis, mas relevantes.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Através do que mídia passa ao púbico, chega a parecer intuitivo que, em geral, mutações no material genético são deletérias ao organismo &#8211; câncer é apenas um exemplo. A palavra mutação possui um campo de significação amplo mesmo em genética. Mutação genética pode referir-se desde a mudança de um único par de nucleotídeos (mutação de ponto) até a inversão de uma porção inteira do cromossomo (mutação cromossômica). Alterações morfológicas também são concebivelmente mutações, como aquelas decorrentes de problemas no desenvolvimento do corpo (mutações ontogenéticas). Todavia, seria mesmo a maioria das mutações genéticas nocivas?<br />
A recombinação que ocore durante ameiose, por exemplo, é uma forma de mutação cromossômica. O código genético (a relação entre três bases nitrogenadas e um aminoácido) que governa a síntese de polipeptídeos (eventualmente, proteínas) admite que certas mutações de ponto (de apenas um par de bases) não alterem o &#8220;significado&#8221; da trinca, i.e. que ela continue a codificar o mesmo aminoácido. Mutações mais frequentes são aqueles em que um nucleotídeo é modificado por outro de mesma classe química, i.e. purina por purina ou pirimidina por pirimidina. Isto ocorre porque a DNA polimerase, enzima responsável pelo reparo do DNA, reconhece os nucleotídeos pela sua conformação tridimensional, e mudança de nucleotídeos de mesma categoria entre si implica em similaridade de conformação (mesmo após a mudança), dificultando a &#8220;percepção&#8221; pela DNA polimerase de que há uma mutação pontual. Enfim, as mutações genéticas sem maiores implicações vitais perceptíveis são tão frequentes que são a base conceitual de diversos marcadores moleculares usados para medir a variabilidade genética dentro e entre populações, como os microssatélites. Em biologia evolutiva, costuma-se chamar tais mutações de &#8220;neutras&#8221;, no sentido de que não apresentam expressão fenotípica visível à seleção natural, isto é, sobre a qual ela possa agir.<br />
É bom que se lembre que os ditos &#8220;neodarwinistas&#8221; foram cientistas do começo do século passado (XX) que negavam a teoria dos caracteres adquiridos de Lamarck, como August Weissmann. Isto é neodarwinismo: aceitação de seleção natural e negação de caracteres adquridos. Nada diz respeito à fusão conceitual ocorrida entre as ciências biológicas nas décadas de 1930, 190 e 1950; ou pior, como certos autores costumam dizer, a junção do darwinismo à teoria genética populacional. A distinção entre darwinismo e neodarwinismo foi importante na discussão teórica da biologia evolutiva porque o próprio Darwin teve dificuldade em explicr a origem da tremenda variabilidade observada em populações naturais. Ele apegou-se à idéia de que a herança genética era produto da transferência de fluidos parentais que se misturavam na formação das crias; chegou mesmo a dar alguma importância ao princípio hereditário de Lamarck.<br />
Genes, código genético, dupla-hélice e mutações são coisas do século XX. Darwin desconhecia estes fenômenos, bem com a maioria dos evolucionistas de sua época. A validação dos trabalhos de Gregor Mendel deu bases à genética clássica, mas ainda nos anos 1900 a palavra &#8220;mutação&#8221;, em biologia, era sinônima de &#8220;mudança morfológica abrupta&#8221;. A negligência da história ao avaliar-se as atuais concepções científicas pode levar a equívocos sutis, mas relevantes.</p>
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		<title>Por: Marco Machado</title>
		<link>http://polegaropositor.com.br/evolution-dmd-uma-analise-biologica/comment-page-1/#comment-433</link>
		<dc:creator>Marco Machado</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jul 2008 19:38:32 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;The secret&quot; genético???????</description>
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