Enquanto o Ministro Carlos Alberto Menezes Direito do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) adia, sem punição por atraso, seu julgamento sobre a exclusão do artigo 5º da Lei de Biossegurança, os paulistanos estão convidados a visitar a exposição Revolução Genômica, com direito a palestras de pesquisadores nacionais e internacionais no parque do Ibirapuera.
A ação sobre a inconstitucionalidade do uso de células tronco em pesquisas foi proposta por Cláudio Fonteles, que ocupava o cargo de procurador-geral da República em 2005. Desde então, apesar do atraso provocado no desenvolvimento científico, observa-se cada vez mais a alta capacidade ética e técnica dos pesquisadores brasileiros, a julgar pela recente descoberta da localização das células tronco adultas mesenquimais nas paredes dos vasos sanguíneos.
Na exposição sobre o genoma as pessoas vão encontrar o significado das palavras empregadas pelos geneticistas e terão acesso a diversos modelos de moléculas de DNA, alguns deles interativos. Encontrarão equipamentos como centrífuga, termociclador (PCR), eletroforese e seqüenciador em um laboratório no qual se vivencia a técnica de extração de DNA. Assistirão a filmes, inclusive com pesquisadores brasileiros, explicando os processos científicos e as perspectivas em terapia gênica.
Os visitantes verão um histórico da aplicação da genética molecular no Brasil, incluindo as pesquisas sobre doença de Chagas e sobre o “amarelinho”, praga das plantações de laranja que marcou o início da capacitação técnica dos geneticistas brasileiros. As pessoas poderão ainda, responder a enquetes sobre as questões polêmicas relacionadas às aplicações da Genética. A surpresa maior é a perda do foco antropogênico na exposição de seres vivos, que procura mostrar um exemplar de cada grupo do reino animal e vegetal.
Em meio às transcrições da exposição, e traduções do artigo 5º, o
ministro Gilmar Mendes, que deverá assumir a presidência do STJ no dia 23 de abril, tem a impressão de que retomarão o julgamento em maio, porém não exclui a possibilidade de outro ministro pedir mais tempo para analisar o processo.
A propósito, o famoso artigo 5º é o que permite a utilização, em pesquisas, de células tronco embrionárias fertilizadas in vitro desde que não sejam mais utilizadas, estejam congeladas há pelo menos três anos, com comercialização vetada, e tenham autorização do casal.
Para saber mais:
Genética
Genoma
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Embora eu defenda o uso de células tronco em pesquisas, a lei que a autoriza “o famoso artigo 5º é o que permite a utilização, em pesquisas, de células tronco embrionárias fertilizadas in vitro desde que não sejam mais utilizadas, estejam congeladas há pelo menos três anos, com comercialização vetada, e tenham autorização do casal.” é completamente irracional e antiética. É uma lei hipócrita, e eu poderia fazer uma série de analogias chulas sobre ela, tais como “vou colocar só a cabecinha”.
Honestidade, isso sim é o que precisamos na reflexão sobre o uso de embriões.
Babs,
Acho que não consigo alcançar exatamente a extensão do seu comentário. Você poderia tecer mais detalhes, de preferência sem analogias chulas (não que eu não as curta, mas porque até onde sei aqui não é espaço prá isso), a respeito da sua visão de irracionalidade e falta de ética de tão hipócrita lei?
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Exposição Revolução Genômica
Escrito por andrea em 6 de April, 2008
Tags: Cultura | Genética | Política
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Enquanto o Ministro Carlos Alberto Menezes Direito do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) adia, sem punição por atraso, seu julgamento sobre a exclusão do artigo 5º da Lei de Biossegurança, os paulistanos estão convidados a visitar a exposição Revolução Genômica, com direito a palestras de pesquisadores nacionais e internacionais no parque do Ibirapuera.
A ação sobre a inconstitucionalidade do uso de células tronco em pesquisas foi proposta por Cláudio Fonteles, que ocupava o cargo de procurador-geral da República em 2005. Desde então, apesar do atraso provocado no desenvolvimento científico, observa-se cada vez mais a alta capacidade ética e técnica dos pesquisadores brasileiros, a julgar pela recente descoberta da localização das células tronco adultas mesenquimais nas paredes dos vasos sanguíneos.
Na exposição sobre o genoma as pessoas vão encontrar o significado das palavras empregadas pelos geneticistas e terão acesso a diversos modelos de moléculas de DNA, alguns deles interativos. Encontrarão equipamentos como centrífuga, termociclador (PCR), eletroforese e seqüenciador em um laboratório no qual se vivencia a técnica de extração de DNA. Assistirão a filmes, inclusive com pesquisadores brasileiros, explicando os processos científicos e as perspectivas em terapia gênica.
Os visitantes verão um histórico da aplicação da genética molecular no Brasil, incluindo as pesquisas sobre doença de Chagas e sobre o “amarelinho”, praga das plantações de laranja que marcou o início da capacitação técnica dos geneticistas brasileiros. As pessoas poderão ainda, responder a enquetes sobre as questões polêmicas relacionadas às aplicações da Genética. A surpresa maior é a perda do foco antropogênico na exposição de seres vivos, que procura mostrar um exemplar de cada grupo do reino animal e vegetal.
Em meio às transcrições da exposição, e traduções do artigo 5º, o ministro Gilmar Mendes, que deverá assumir a presidência do STJ no dia 23 de abril, tem a impressão de que retomarão o julgamento em maio, porém não exclui a possibilidade de outro ministro pedir mais tempo para analisar o processo.
A propósito, o famoso artigo 5º é o que permite a utilização, em pesquisas, de células tronco embrionárias fertilizadas in vitro desde que não sejam mais utilizadas, estejam congeladas há pelo menos três anos, com comercialização vetada, e tenham autorização do casal.
Para saber mais:
Genética
Genoma
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Babs
6 de April, 2008
Embora eu defenda o uso de células tronco em pesquisas, a lei que a autoriza “o famoso artigo 5º é o que permite a utilização, em pesquisas, de células tronco embrionárias fertilizadas in vitro desde que não sejam mais utilizadas, estejam congeladas há pelo menos três anos, com comercialização vetada, e tenham autorização do casal.” é completamente irracional e antiética. É uma lei hipócrita, e eu poderia fazer uma série de analogias chulas sobre ela, tais como “vou colocar só a cabecinha”.
Honestidade, isso sim é o que precisamos na reflexão sobre o uso de embriões.
Andréa
6 de April, 2008
Babs,
Acho que não consigo alcançar exatamente a extensão do seu comentário. Você poderia tecer mais detalhes, de preferência sem analogias chulas (não que eu não as curta, mas porque até onde sei aqui não é espaço prá isso), a respeito da sua visão de irracionalidade e falta de ética de tão hipócrita lei?
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preciso fazer um tabalho sobre Darwin e queria que me desse uma luz ;
tem que ser relacionado a seleção natural ou evolução,provar a partir de fundamento genetico em qualquer ser vivo uma das suas teorias que perpetua até hoje;