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	<title>Comentários sobre: Fim do essencialismo?</title>
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	<description>divulgação científica, ciências, evolução, biologia, criacionismo, filosofia da ciência, karl popper, thomas kuhn</description>
	<lastBuildDate>Mon, 26 Jul 2010 18:10:08 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Por: Renato</title>
		<link>http://polegaropositor.com.br/fim-do-essencialismo/comment-page-1/#comment-3063</link>
		<dc:creator>Renato</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 13:44:20 +0000</pubDate>
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		<description>Na senten&#231;a &quot;Se as ess&#234;ncias s&#227;o fixas, como poderiam as esp&#233;cies mudar?&quot;, eu parti do pressuposto de que as esp&#233;cies mudam ao longo do tempo, sim. Mas acredito que existam evid&#234;ncias mais do que suficientes para acreditar que elas realmente mudam. &#201; s&#243; dar uma olhada no registro f&#243;ssil. 
 
Talvez o problema esteja na escala de tempo. N&#243;s, com sorte, vivemos 100 anos. Em 100 anos, &#233; claro, n&#227;o vemos nenhuma esp&#233;cie mudando. Nem que viv&#234;ssemos 1000 anos ver&#237;amos. &#201; bastante dif&#237;cil imaginar o que s&#227;o 100 milh&#245;es de anos, e eu acredito que essa uma das raz&#245;es pelas quais muita gente rejeite o evolucionismo. 
 
No final do cap&#237;tulo 6 de &quot;O Relojoeiro Cego&quot;, Dawkins d&#225; uma explica&#231;&#227;o bastante plausivel (e evolutiva) sobre porque temos tanta dificuldade em entender essa escala temporal e as probabilidades das mudan&#231;as evolutivas acontecerem. Vale a pena conferir, Marcelo. </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Na senten&ccedil;a &quot;Se as ess&ecirc;ncias s&atilde;o fixas, como poderiam as esp&eacute;cies mudar?&quot;, eu parti do pressuposto de que as esp&eacute;cies mudam ao longo do tempo, sim. Mas acredito que existam evid&ecirc;ncias mais do que suficientes para acreditar que elas realmente mudam. &Eacute; s&oacute; dar uma olhada no registro f&oacute;ssil. </p>
<p>Talvez o problema esteja na escala de tempo. N&oacute;s, com sorte, vivemos 100 anos. Em 100 anos, &eacute; claro, n&atilde;o vemos nenhuma esp&eacute;cie mudando. Nem que viv&ecirc;ssemos 1000 anos ver&iacute;amos. &Eacute; bastante dif&iacute;cil imaginar o que s&atilde;o 100 milh&otilde;es de anos, e eu acredito que essa uma das raz&otilde;es pelas quais muita gente rejeite o evolucionismo. </p>
<p>No final do cap&iacute;tulo 6 de &quot;O Relojoeiro Cego&quot;, Dawkins d&aacute; uma explica&ccedil;&atilde;o bastante plausivel (e evolutiva) sobre porque temos tanta dificuldade em entender essa escala temporal e as probabilidades das mudan&ccedil;as evolutivas acontecerem. Vale a pena conferir, Marcelo.</p>
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		<title>Por: Thiago</title>
		<link>http://polegaropositor.com.br/fim-do-essencialismo/comment-page-1/#comment-3062</link>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 13:17:28 +0000</pubDate>
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		<description>Wow, essa &#233; uma afirma&#231;&#227;o um tanto forte n&#227;o? 
 
Se &quot;em qualquer lugar que houver vida, l&#225; estar&#227;o os mesmos organismos que conhecemos&quot;, isso inclui as esp&#233;cies extintas? Como dinossauros, trilobitas, mamutes, pregui&#231;as gigantes, tigres dente-de-sabre? 
 
Se n&#227;o, como explicar o registro f&#243;ssil pelo fixismo? 
 
Se sim, como explicar fen&#244;menos como as esp&#233;cies em anel? </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Wow, essa &eacute; uma afirma&ccedil;&atilde;o um tanto forte n&atilde;o? </p>
<p>Se &quot;em qualquer lugar que houver vida, l&aacute; estar&atilde;o os mesmos organismos que conhecemos&quot;, isso inclui as esp&eacute;cies extintas? Como dinossauros, trilobitas, mamutes, pregui&ccedil;as gigantes, tigres dente-de-sabre? </p>
<p>Se n&atilde;o, como explicar o registro f&oacute;ssil pelo fixismo? </p>
<p>Se sim, como explicar fen&ocirc;menos como as esp&eacute;cies em anel?</p>
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		<title>Por: Marcelo</title>
		<link>http://polegaropositor.com.br/fim-do-essencialismo/comment-page-1/#comment-3061</link>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 02:30:16 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Se as ess&#234;ncias s&#227;o fixas, como poderiam as esp&#233;cies mudar?&quot; 
 
Ai que est&#225;! O racioc&#237;nio que pretende recha&#231;ar o essencialismo &#233; circulat&#243;rio. Ora, est&#225; pressupondo a ordem que vislumbra, ou seja: o que deseja concluir. Esse &#233; o problema de voc&#234;s, evolucionistas. N&#227;o sou te&#237;sta, mas aceito a concep&#231;&#227;o fixista; n&#227;o vejo qualquer problema nesta vis&#227;o. As esp&#233;cies realmente n&#227;o mudam; em qualquer lugar que houver vida, l&#225; estar&#227;o os mesmos organismos que conhecemos. </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&quot;Se as ess&ecirc;ncias s&atilde;o fixas, como poderiam as esp&eacute;cies mudar?&quot; </p>
<p>Ai que est&aacute;! O racioc&iacute;nio que pretende recha&ccedil;ar o essencialismo &eacute; circulat&oacute;rio. Ora, est&aacute; pressupondo a ordem que vislumbra, ou seja: o que deseja concluir. Esse &eacute; o problema de voc&ecirc;s, evolucionistas. N&atilde;o sou te&iacute;sta, mas aceito a concep&ccedil;&atilde;o fixista; n&atilde;o vejo qualquer problema nesta vis&atilde;o. As esp&eacute;cies realmente n&atilde;o mudam; em qualquer lugar que houver vida, l&aacute; estar&atilde;o os mesmos organismos que conhecemos.</p>
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		<title>Por: Renato</title>
		<link>http://polegaropositor.com.br/fim-do-essencialismo/comment-page-1/#comment-2992</link>
		<dc:creator>Renato</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 17:08:43 +0000</pubDate>
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		<description>A nega&#231;&#227;o da import&#226;ncia das correntes filos&#243;ficas na Ci&#234;ncia faz muito sentido quando se tem a id&#233;ia de que a Ci&#234;ncia &#233;, ou deveria ser, um empreendimento neutro. Quem &#233; neutro n&#227;o se deixa levar por interfer&#234;ncias externas, ainda mais filos&#243;ficas, afinal, Ci&#234;ncia &#233; uma coisa e Filosofia &#233; outra, n&#227;o &#233;? 
 
Me parece que ao defender essa tese, refor&#231;a-se a id&#233;ia de que a Ci&#234;ncia dos dias de hoje est&#225; tamb&#233;m livre de interfer&#234;ncias de qualquer tipo, especialmente filos&#243;ficas. Quando o pr&#243;prio cientista acredita que a Ci&#234;ncia &#233; neutra, coisa boa n&#227;o vem. </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A nega&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia das correntes filos&oacute;ficas na Ci&ecirc;ncia faz muito sentido quando se tem a id&eacute;ia de que a Ci&ecirc;ncia &eacute;, ou deveria ser, um empreendimento neutro. Quem &eacute; neutro n&atilde;o se deixa levar por interfer&ecirc;ncias externas, ainda mais filos&oacute;ficas, afinal, Ci&ecirc;ncia &eacute; uma coisa e Filosofia &eacute; outra, n&atilde;o &eacute;? </p>
<p>Me parece que ao defender essa tese, refor&ccedil;a-se a id&eacute;ia de que a Ci&ecirc;ncia dos dias de hoje est&aacute; tamb&eacute;m livre de interfer&ecirc;ncias de qualquer tipo, especialmente filos&oacute;ficas. Quando o pr&oacute;prio cientista acredita que a Ci&ecirc;ncia &eacute; neutra, coisa boa n&atilde;o vem.</p>
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		<title>Por: Thiago</title>
		<link>http://polegaropositor.com.br/fim-do-essencialismo/comment-page-1/#comment-2988</link>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 10:59:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://polegaropositor.com.br/?p=652#comment-2988</guid>
		<description>&#201; curioso ver como correntes filos&#243;ficas afetam a ci&#234;ncia desde sempre. 
 
O pr&#243;prio per&#237;odo da Revolu&#231;&#227;o Cient&#237;fica (aquela, do s&#233;culo XVII) &#233; tido como o &quot;abandono&quot; do aristotelismo. Em geral, os historiadores da ci&#234;ncia assumem que Galileu e Kepler bateram de frente justamente com este problema, j&#225; que a f&#237;sica destes dois homens era extremamente matematizada e ia contra Arist&#243;teles. 
 
E ainda hoje escuto cientistas dizendo que filosofia e ci&#234;ncia n&#227;o possuem rela&#231;&#245;es diretas e que filosofia da ci&#234;ncia n&#227;o tem prop&#243;sito ou serventia... </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&Eacute; curioso ver como correntes filos&oacute;ficas afetam a ci&ecirc;ncia desde sempre. </p>
<p>O pr&oacute;prio per&iacute;odo da Revolu&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica (aquela, do s&eacute;culo XVII) &eacute; tido como o &quot;abandono&quot; do aristotelismo. Em geral, os historiadores da ci&ecirc;ncia assumem que Galileu e Kepler bateram de frente justamente com este problema, j&aacute; que a f&iacute;sica destes dois homens era extremamente matematizada e ia contra Arist&oacute;teles. </p>
<p>E ainda hoje escuto cientistas dizendo que filosofia e ci&ecirc;ncia n&atilde;o possuem rela&ccedil;&otilde;es diretas e que filosofia da ci&ecirc;ncia n&atilde;o tem prop&oacute;sito ou serventia&#8230;</p>
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