A macroevolução é o termo usado para nomear qualquer mudança evolutiva em/ou acima do nível de espécie, algumas das mudanças que ocorrem nos níveis superiores, como o surgimento de novas famílias, novos filos ou gêneros, são considerados eventos macroevolutivos.
A macroevolução tem como explicação principal a Teoria do Equlíbrio Pontuado, proposta por Stephen Jay Gould que nos diz que, uma vez que as espécies foram originadas e estão adaptadas ao seu nicho ecológico, estas tendem a permanecer como estão pelo resto da existência, e somente um evento raro poderia proporcionar mudanças evolutivas, em geral rápidas e de grande significância.
A aparição dos primeiros tetrápodes data do final do Devoniano, há aproximadamente 360 milhões de anos atrás, tem como principais representantes o Ichthyostega e o Acanthyostega, animais aquáticos, pois possuíam brânquias e nadadeiras lobadas composta por dedos. Os tetrápodes então deram origem a vários grupos terrestres, tendo sobrevivido até a atualidade dois grupos distintos de animais os anfíbios (anamniotas) e o outro ramo dos tetrápodes vivos os mamíferos, tartarugas, aves e répteis (amniotas).
Esta passagem para o ambiente aquático para o ambiente terrestre envolve uma série de transformações anatômicas e fisiológicas, complexas e que demandariam muito tempo para que ocorressem, caso fossem explicadas pelo gradualismo filético de Darwin, por exemplo. Estudos recentes mostram que o intervalo de tempo geológico entre os peixes e os primeiros tetrápodes é bem pequeno o que sugere que tenham acontecido eventos evolutivos baseados em macroevolução.
Uma das mais impressionantes é a transformação de órgãos locomotores adaptados a ambientes aquáticos (nadadeiras) para órgãos locomotores adaptados a ambientes terrestres (patas), que segundo as hipóteses se desenvolveram dentro da água, para depois tomarem o ambiente terrestre. No entanto, os animais devem ser funcionais ao seu ambiente e como um animal aquático com patas poderia ter sobrevivido num ambiente aquático, para deixar descendência, e serem selecionadas positivamente pelo ambiente, nos moldes mais clássicos da tão famosa evolução?
Há de se considerar que os ambientes aquáticos estavam se modificando, e estavam cada vez mais rasos e com plantas aquáticas, de modo que uma nadadeira lobada era interessante na hora da locomoção e caça para estes animais. A ida ao ambiente terrestre era uma boa maneira de escapar dos predadores aquáticos e de arrumar alimento extra. Animais com quatro patas e cada vez mais com comportamentos especializados na água e ocupavam vários nichos neste ambiente e foram os precursores dos tetrápodes.
Logo, a adaptação a uma vida terrestre não aconteceu como a hipótese anteriormente aceita que os peixes saiam de suas poças para irem para outras (e ai começaram a ficar por ali mesmo na terra), pois se assim fosse eles estariam provavelmente, como peixes até hoje, e não teríamos esta irradiação adaptativa que os tetrápodes conseguiram ao ocuparem os nichos vagos do ambiente terrestre.
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Ultimamente tem se falado muito de ERV, relíquias de antigas infecções por retrovírus
presentes em nosso DNA. O fato de compartilharmos vários destes vestígios com nossos
parentes próximos, os chimpanzés está sendo considerado a maior prova até agora da
nossa ancestralidade comum com estes animais.
No entanto eu li ( a fonte é suspeita, um criacionista ) que estudos com o HIV mostraram
que este retrovírus só consegue inserir o seu DNA em pontos muito específicos do nosso
genoma. Existe realmente alguma evidência sobre isso?
Olá Hugo
Bacana esta sua contribuição, a respeito destes estudos de semelhanças entre Chimpanzés e humanos, mais um indício de que se há uma semelhança, pois compartilhamos muitos segmentos iguais aos nossos ”primos” de fato significa que possuímos um parentesco bem aproximado.
Na sua questão vc fala que o vírus da AIDS consegue inserir o seu DNA em pontos específicos do nossoa genoma, no entanto o HIV é um retrovírus, estes tipos de vírus não possuem DNA, ele é um RNAvírus. E age a partir da invasão do hospedeiro e fazer a retrotranscrição (transformar seu RNA em DNA). Será que é deste DNA viral pós retrotranscrição que você está falando? Se sim é possivel, este DNA viral retrotranscritoq que chamamos de provírus, se insere no genoma celular pode ser replicado e começa a sua síntese de mais RNAs virais e proteínas.
Espero ter respondido sua pregunta.
abs