Discutir sobre a natureza do Universo é provavelmente uma das mais antigas atividades do homem. E não poderia ser diferente. Por definição, nada pode ser estruturalmente maior ou mais complexo. Eu me arrisco a dizer que nada pode ser sequer mais filosoficamente complexo. E no meio de toda essa complexidade, uma das perguntas mais curiosas que se pode fazer é: irá o Universo chegar a um fim?
Embora provavelmente exista todo o tipo de resposta para esta pergunta. Vamos trabalhar com duas que são diametralmente opostas. A primeira toma por base um modelo de Universo infinito e a outra um modelo finito.
Em um modelo infinito a resposta é evidente. Algo infinito não pode ter um fim, assim como provavelmente nunca teve um começo. Por mais controverso que isso possa parecer, é uma pequena questão de lógica. Um Universo infinito nunca começou e nunca vai terminar porque sempre existiu. E se sempre existiu, continuará existindo sempre.
Já com um modelo finito a questão é mais complexa e envolve um pouco de conhecimento sobre a origem do Universo. Hoje em dia a hipótese mais aceita sobre este começo é o famoso Big Bang. Uma imensa explosão, que deu origem ao tempo e ao espaço e a tudo o que conhecemos. Um bom suporte para esta hipótese é o movimento de expansão do Universo.
Sabemos que ele esta se expandindo, o que significa que os planetas, estrelas, galáxias e tudo o mais está se afastando e um ritmo mais ou menos conhecido. Se assim o é podemos imaginar dois destinos finais para o Universo. No primeiro deles o movimento de expansão agiria por um tempo incomensurável, fazendo com que tudo fique tão inimaginavelmente distante que o universo se transformaria em um lugar vazio e gelado.
A outra possibilidade aparenta ser ainda mais terrível. Alguns cientistas acreditam que existe um tipo particular de matéria que não pode ser vista, a matéria escura, e que ela constituiria a maior parte do Universo. Se isso for verdade, assim que a força daexpansão começar a diminuir, os corpos formados pela matéria convencional seriam afetados pelo campo gravitacional da matéria escura. O resultado seria uma espécie de efeito reverso.
Isso significa que o Universo que hoje está em expansão pode começar a se retrair. E se assim o for, a retração iria fazer com que todo o Universo volte a se condensar em um único ponto, gerando uma espécie de novo Big Bang.
Algo me consola nesta história, o tempo necessário para que cada um destes eventos catastróficos ocorra é tão grande, que dificilmente existirá qualquer ser humano vivo pra ver.
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É engraçado depender de um tipo de matéria que não se consegue detectar para saber se o universo se expandirá para sempre ou não. É como depender do Papai Noel para se ganhar um presente de Natal…
Vai demorar tanto tempo para o universo “acabar”, que até lá ninguém estará vivo mesmo. Mas, não nos devemos nos preocupar. Pelo visto, até o universo é cíclico. Ele voltará a existir novamente.
Em vez de nos preocupar com o fim do universo vamos é pensar no Planeta Terra. Ele sim, se não tomarmos nenhuma atitude, pode ser um lugar impossível para nossa existência logo,logo!
Muito boa essa imagem do Universo que tem no post. Pesquisei pela imagem e cheguei no sua blog. Parabéns pelos posts. Conhecimento puro. Vou voltar mais. Coloquei a imagem no meu blog de charadas semânticas http://charadassemanticas.wordpress.com/