LHC e a base da ciência.

setembro, 2008

Ontem entrou oficialmente em operação o maior instrumento científico já feito pelo homem. O Large Hadron Colider, ou simplesmente LHC, é um acelerador de partícula que, de tão grande, passa pelo subterrâneo de dois países, França e Suíça.

O aparelho vai ajudar à ciência em um entendimento mais apurado sobre os fenômenos quânticos  e os mistérios do início do universo. Tudo muito bacana, tudo muito bonito. É evidente a importância deste aparelho para o desenvolvimento do conhecimento humano. Mas além disso, é uma chance única para observarmos uma questão geralmente polêmica. A relação entre as ciências aplicadas e as ciências de base.

Área geográfica ocupada pelo LHC. Clique para ampliar.

Área geográfica ocupada pelo LHC. Clique para ampliar.

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A necrofilia da Ciência: Leibniz

setembro, 2008

A banda de rock Pato Fu, no disco Televisão de Cachorro, gravou uma música chamada Necrofilia da Arte. A música é sobre como músicos ganham fama rapidamente depois que morrem de maneira trágica ou misteriosa. Na ciência, isso ocorre algumas vezes.

Embora talvez possamos justificar que a ciência demora para mudar seus paradigmas. Além de em muitos casos as idéias de determinado cientista serem tão modernas e arrojadas, que simplesmente não podem ser verificadas com a tecnologia atual.

Se o Leibniz morreu, eu amo ele*
É o caso do cientista, filósofo e matemático alemão Gottfried Wilhelm von Leibniz. Dono de um intelecto incrivelmente versátil (e de uma bela peruca), Leibniz foi influente nos campos mais diversos do desenvolvimento humano.

Liebniz e sua peruca. Clique para ampliar.

Liebniz e sua peruca. Clique para ampliar.

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Polegarcast #4 parte 2: Ciência na Ficção Científica.

setembro, 2008

Voltamos diretamente do futuro para a segunda parte do programa. Eu, Andréa, Rodolfo e nosso robô sindicalista Thomas, voltamos a falar sobre a importância da ficção científica. Discutimos sobre Isaac Asimov e suas leis da robótica, Arthur C. Clark, H. G. Wells e sobre cinema.

Ainda neste programa: Seria a Andréa a mulher bicentenária? Asimov tem mais poder de síntese que Deus? Qual a abrangência do sindicato dos robôs?

Atenção, o Prêmio Podcast esta passando por dificuldades técnicas. O site não esta mais registrando votos e os que já haviam sido registrados foram zerados. Não votem mais no Polegar por enquanto, quando a situação se normalizar avisaremos aqui.

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A Arte da Narrativa na Divulgação Científica

setembro, 2008

ATO: É como se eu pensasse uma Galáxia, em que os fenômenos nebulosos completam-se em si, tampouco estejam em relação direta uns com os outros. De quando eu era criança, nas observações de Sagitário e na procura de um buraco negro que se velava atrás das estrelas, as interpretações científicas eram aquelas oriundas de vozes em planetários. Havia uma auto-suficiência no fenômeno, que o tornava único, mas diluído numa cadeia de experiências de fótons, neutros e prótons. Daí a idéia de constelação. E nas constelações, as estrelas são independentes. Nem por aquelas que tivessem nascido juntas, as estrelas duplas ou triplas, eu poderia estabelecer qualquer relação de encontro. É que, aos meus olhos incompletos, elas surgiam e morriam solitárias. Já a minha “incretude”, ao contrário, sempre me levou a estabelecer inúmeras linhas de união, relacionando-as umas com as outras, uma festa no céu, apesar delas seguirem só. A estrela Dalva, sempre a primeira, sempre única, e outras, como as Três Marias, que, sozinhas, aprendi a ver em grupo.

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Divulgação Científica 2.0

setembro, 2008

Um usuário on-line. Há segredos na ciência! O laboratorista tranca portas a sete chaves. Ou porque descobriu uma enzima nova, ou porque mapeou um gene antes do cara do laboratório ao lado. E há séculos que a ciência institucionalizada é pouco colaborativa e está presa a mais-valia. O cabo é de guerra e os dois usuários on-line estão a espreita de verbas, ou em busca de um aceite de seu artigo para publicação naquela revista especializada que irá projetá-lo como o ban-ban-ban da enzima –a ser batizada com seu próprio nome– ou do gene em questão. Não conversam entre si, embora desenvolvam trabalhos complementares.

Cinco usuários on-line. A necessidade faz o ladrão e, de repente, surge um comércio de co-autoria para pesquisadores menos éticos. E na mesma essência da mais-valia, cria-se uma corrente do tipo “me adiciona que eu te adiciono”. Enquanto estes fingem que se ligam uns aos outros, cinco usuários do tipo papers (artigos científicos revistos por pares) desta ou daquela revista não conversam entre si, embora configurem um mesmo centro de pesquisa ou uma mesma editoria, dizem assuntos correlatos e utilizam a mesma bibliografia, quiçá o mesmo método. A revista, em bloco, é segmentada e o artigo é uma unidade. Dez usuários on-line. Isso para não dizer dos autores esconde-esconde. Aqueles que não publicam os dados relevantes de suas pesquisa e que acreditam guardar “o segredo” que lhes garantirão chegarem isolados ao pódio ban-ban-ban. Aí é falácia.

Quinze usuários on-line. Me publica que eu te publico! As instituições de pesquisa perceberam que seus índices de visibilidade crescem na medida em que elas são citadas e aparecem nos periódicos científicos. Vinte usuários on-line.

É claro que se a gente for parar para pensar, nem tudo é tão frio assim, mas trinta usuários on-line e o calor dos corpos revelam que a divulgação científica 1.0, em termos institucionais, pouco mudou com o passar dos tempos. Entra ano, sai ano, a cena se repete: pesquisadores isolados escondendo o jogo em prol da mais-valia. Ouro de tolo? Nem tanto. Quarenta usuários on-line.

Não é de hoje que se questiona a divulgação das informações científicas e se estuda a possibilidade de se fazer da ciência a partir de um movimento aberto, como mostra o artigo publicado na edição de abril da Scientific American “Science 2.0 – Is Open Access Science the Future?” (Ciência 2.0 – A Ciência de Acesso Público será o Futuro?) ao discutir como a web 2.0 pode impactar a forma como se faz e divulga ciência nos dias atuais. Cinqüenta usuários; há novas ferramentas on-line! Para este segmento das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), a idéia é colaborativa.

Cem usuários on-line. Na web 2.0, cujo conteúdo é o produzido pelo próprio usuário, as wikis –ferramenta colaborativa de construção de hipertexto– e os softwares com licença Open Source –cujo código fonte fica disponível na rede– criaram uma nova proposta de gerenciamento da informação, a divulgação científica 2.0.

Duzentos usuários on-line que se entretém, divulgam ou produzem ciência de forma nunca vista anteriormente, seja através de blogs, comunidades como o Orkut, realidades virtuais como a Second Life ou sítios como o YouTube. Quinhentos usuários on-line e uma licença de direitos autorais para conteúdos abertos, a Creative Common. Mil usuários em rede.

Dicotomias sem nexo.

agosto, 2008

Não é novidade a relação de poucos amigos que algumas religiões tem com relação à ciência. O que me deixa curioso, e as vezes até impressionado, é a maneira como a questão vem sendo tratada a séculos. O discurso de ambos os lados é basicamente o mesmo, e em geral, mal esbarram no centro da questão.

E qual questão seria essa? Eu pergunto e respondo. A questão é que a ciência e a religião não possuem relação antagônica alguma. Ambas são constructos humanos, por mais divinas que sejam, e possuem suas raízes em conceitos filosóficos distintos.

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O fim do universo.

agosto, 2008

Discutir sobre a natureza do Universo é provavelmente uma das mais antigas atividades do homem. E não poderia ser diferente. Por definição, nada pode ser estruturalmente maior ou mais complexo. Eu me arrisco a dizer que nada pode ser sequer mais filosoficamente complexo. E no meio de toda essa complexidade, uma das perguntas mais curiosas que se pode fazer é: irá o Universo chegar a um fim?

Embora provavelmente exista todo o tipo de resposta para esta pergunta. Vamos trabalhar com duas que são diametralmente opostas. A primeira toma por base um modelo de Universo infinito e a outra um modelo finito.

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Galileu, o Index e a Divulgação Científica.

agosto, 2008

Galileu Galilei foi um dos cientistas mais versáteis da história. Vivei entre o final do século XVI e início do XVII. Foi o responsável pela invenção de uma série de instrumentos de precisão, criou os princípios da inércia (influenciando o trabalho vindouro de Isaac Newton), produziu telescópios mais sensíveis e etc.

Galileu Galileu. Clique para ampliar.

Galileu Galileu. Clique para ampliar.

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Polegarcast #4 parte 1: Ciência na Ficção Científica.

agosto, 2008

O Polegar Cast finalmente desbrava o mundo da ficção científica em seu primeiro programa duplo. Entramos no mundo aonde vide inteligente em outro planeta é quase um padrão,robôs interpretam das formas mais bizarras três leis aparentemente simples e a viagem no tempo não é só uma possibilidade, é realidade.

Eu, Andréa, Rodolfo e Thomas (nosso próprio robô com características humanas), falamos um pouco sobre os filmes Contato e Gattaca, e ainda comentamos alguns outros livros. Além disso discutimos a importância da Ficção Científica, e a liberdade que ela nos dá para imaginar cenários inconcebíveis em nosso planeta.

Ainda neste programa: Uma defesa apaixonada sobre os direitos dos robôs, a inteligência limitada dos et’s, pessoas distintas nascidas da mesma mãe e um anarquista das leis da robótica.

Atenção, não esqueçam de votar em nós para o Prêmio Podcast 2008. É bastante simples, basta clicar no banner abaixo e, na tela que irá se abrir, no botão verde (votar e entrar no site). Após votar você será redirecionado ao site do prêmio.

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Premio Podcast 2008.

por
agosto, 2008

Começou ontem o prêmio podcast 2008. O Polegar Cast também esta concorrendo, na categoria de educação (fica a sugestão para a organização do prêmio, ano que vem seria legal ter uma categoria pra ciência).

Existem duas modalidades de premiação, a de voto popular e a de juri técnico. Por isso, gostaríamos de sua ajuda. Se você gosta do Polegar Cast, esta é sua chance pra demonstrar todo seu apoio, carinho (??) e amor (????). Clique no banner abaixo e, na página que irá abrir, no botão verde (Vote e entre no site).

Também é possível votar pelo botão localizado na barra lateral. O premio só contabiliza votos únicos, então você só pode votar uma vez… por computador. Se tiver mais de um, manda ver. Além disso, a votação não requer nenhum cadastro ou qualquer outro tipo de burocracia.

Não esqueçam de recomendar o podcast para a família e para os amigos (e também peça que eles votem na gente, claro).

Agradecemos o seu voto.

Vote na gente para o prêmio podcast!

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