O problema dos elos perdidos.

agosto, 2008

Dentre os muitos temas controversos sobre evolução, a questão dos elos perdidos é certamente um dos mais comuns. Mesmo Darwin levantou essa questão e, pensando bem, ela é aparentemente lógica. Se as espécies evoluem uma das outras, e este processo é gradual, é de se esperar que se encontrem fosseis de espécies que estão “no meio do caminho”.

O problema é que o “meio do caminho” não é tão simples de se compreender. É preciso entender primeiramente que a evolução é um processo contínuo e, como muitos processos contínuos, ela não tem um “fim”. Ou seja, todas as espécies atuais estão em constante mudança, muito embora o processo seja lento demais para podermos perceber seus efeitos. Isso basicamente significa que toda espécie viva é, de certa forma, uma espécie transicional.

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Polegarcast #3: Ciência e Esporte.

agosto, 2008

EXTRA, EXTRA!!! Neste exato momento, do outro lado do mundo, as olimpíadas de Pequim estão começando. Para comemorar a ocasião preparamos um podcast especial que aborda a relação entre ciência e esporte.

Neste programa discutimos um pouco sobre conceitos de esporte, o tratamento que a mídia dá ao esporte e divulgação científica & esporte. Eu e a Andréa contamos ainda com a presença pra lá de especial do Laércio Elias Pereira e do Adriano Pires de Campos. Dois profissionais do esporte que compartilharam seu conhecimento e sabedoria na área e enriqueceram muito o conteúdo deste podcast.

Ouça o programa e descubra quem são os cientistas do esporte (e se ele existem), descubra um pouco da origem do CBCE, qual o impacto do Centro Esportivo Virtual na legislação do esporte e saiba aonde encontrar o Laércio na bela Maceió.

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Chagas e sua doença.

agosto, 2008

Carlos Justiano Ribeiro Chagas, o Carlos Chagas, foi um dos maiores cientistas brasileiros. Mineiro, filho de cafeicultor, estudou na Escola de Medicina do Rio de Janeiro. Teve o privilégio de estar na faculdade quando esta passou por profundas mudanças por conta das descobertas feitas por Luis Pasteur.

Teve como orientador Oswaldo Cruz, com quem manteve uma longa amizade. Não é de se espantar que um homem influenciado por Pasteur e amigo pessoal de Oswaldo Cruz, tenha sido um dos maiores médicos brasileiros.

Por sua tese de doutorado sobre malária, foi convocado por Oswaldo Cruz a ajudar no combate a doença. A eídemia foi controlada em cinco meses. O sucesso da operação acabaria levando Chagas, um ano depois, a ser enviado para a cidade de Lassance, em Minas Gerais.

Fonte: Wikipedia continue lendo >>

O jantar dos esquisitos.

agosto, 2008

No livro “O mundo assombrado pelos demônios”, no capítulo “Maxwell e os Nerds”, Carl Sagan comenta sobre o estereótipo que se faz de pessoas da ciência. Em uma passagem ele diz que a misantropia e a inaptidão social, embora certamente possam ser associadas a uma porção de cientistas, fazem parte deste estereótipo.

Concordo bastante com o Sagan e, evidentemente, faço o possível para combater este tipo de pensamento. Oras, cientistas são pessoas normais, com pai e mãe. Não há nada de bizarro e incompreensível em uma pessoa que dedica sua vida à ciência.

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Polegarcast #2: Os cientistas.

agosto, 2008

A figura do cientista é alvo das mais diversas especulações, nos mais variados campos de influência humana. Neste podcast, discutimos um pouco sobre a visão pública do cientista. Comentamos sobre o esteriótipo presente nos filmes, livros e outras mídias. Nosso convidado especial, Diego Marques, por não estar envolvido diretamente com a ciência nos ajudou na difícil tarefa de desvendar os homens (e mulheres, claro) por trás do mito.

Ainda neste podcast: Descubra se Padre Quevedo é um cientista, quantos gêneros de cientistas existem e o que as mães tem em comum com cientistas em início de carreira.

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Darwin com frevo no pé.

julho, 2008

Durante o encontro anual da SBPC deste ano, tive a oportunidade de conhecer de perto o bloco carnavalesco “Com ciência na cabeça e frevo no pé”. E apesar de não ser lá muito fã de carnaval, adorei a proposta.

"Aí Dumond, conhece aquela do aviador? Einstein, suas piadas são de gosto relativo."

"Aí Dumond, conhece aquela do aviador? Einstein, suas piadas são de gosto relativo."

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Ciência FAIL #1: Refutação.

julho, 2008

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A Second Life da Divulgação Científica

julho, 2008

Orkut, Facebook, Flickr, Myspace, Live Journal, Twitter, fotologs e weblogs ou blogs rompem as fronteiras geográficas e conectam pessoas mundo afora. Nesta nova relação do tempo com o espaço, as proximidades intelectuais acompanham uma sociedade em constante, rápida e permanente mudança. Também a Second Life, na onda das realidades virtuais, entra para discutir a dimensão das vidas on e off-line.

Com o avanço ponto.com é fato que a velocidade com que as relações acontecem difere do passado e nem tudo é tão híbrido como nem tudo o que está na rede é, de fato, uma comunidade virtual. Neste aspecto, tanto a vida medida em pixels e bits quanto a vida fora da web entram em acordo: as comunidades, quando deixam de ter um caráter cooperativo calcado em projetos comuns aos participantes ou quando estes não estabelecem um sentimento de pertencimento a elas, tornam-se apenas um agrupamento de pessoas, uma rede de conexões. Precisam estar mais além.

Nos dias de hoje é praticamente indiscutível: o virtual e o real se cruzam a todo instante e a divulgação científica também não está só na interface de lá ou só no lado de cá. Na Web 2.0, cujo conteúdo é o produzido pelo próprio usuário, as wikis – ferramenta colaborativa de construção de hipertexto – e os softwares com licença Open Source – cujo código fonte fica disponível na rede – criaram uma nova proposta de gerenciamento da informação. Para este segmento das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), a idéia é colaborativa. É o caso da plataforma Moodle – um Sistema de Gerenciamento de Aprendizagem (SGA) – e da plataforma S.E.E.R, um Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas. Ambos estão voltados à aprendizagem e pesquisa e encabeçam a lista dos chamados Recursos Educacionais Abertos (REA), mais conhecidos por sua sigla em inglês OER (Open Educacional Resources).

A internet, ao oferecer estas ferramentas e outras como o YouTube – um site que permite que seus usuários carreguem, assistam e compartilhem vídeos em formato digital – cria uma nova forma de divulgação científica na medida em que milhões de pessoas se entretém, educam e se informam de uma maneira como nunca foi vista. A disseminação do movimento Conteúdo Aberto, baseado então no movimento FLOSS (Free Libre and Open Source Software), gera um grande motivador para os avanços da divulgação científica em meio digital.

Para corroborar, surge a Creative Common License, uma licença baseada no conceito de que é preciso criar e disponibilizar uma grande quantidade de informações e conteúdos de forma que assegure e sustente a criatividade e o ineditismo do autor. Com uma rápida aceitação dos internautas que produzem conteúdo diferenciado na web, a licença ganhou os sites pessoais e blogs. Estes últimos, que há muitos anos deixaram de ser um simples diário virtual para se transformarem em local de debate através de conteúdos específicos e temas polêmicos, ganham novo fôlego e impulsionam novos usuários a criarem seus próprios espaços para a veiculação de suas idéias.

Nota-se que ainda compõe o ciberespaço a Comunicação Mediada por Computador (CMC). Trata-se dos usuários emissores e receptores de e-mails, newslatters, fóruns, quadros de avisos ou scrapbooks, salas de bate-papo ou chats, assinantes de feeds que frequentemente comentam em blogs. São redes que se criam e que não se prendem geograficamente já que o internauta escolhe seu grupo pelo conteúdo e raízes. Bom para a divulgação científica, dentre outras coisas.

Percepção pública da ciência e os desafios da divulgação científica.

julho, 2008

Durante a 60ª Reunião Anual da SBPC, realizada em Campinas entre os dias 13 e 18 de julho de 2008, tive o prazer de acompanhar a mesa redonda cujo objetivo era discutir a visão pública da ciência em diversos países.  Para tal, os participantes da mesa exibiram os dados coletados por meio de uma pesquisa ampla e executada durante 2006 e 2007. Os resultados não poderiam me deixar mais intrigado.

É curioso notar, por exemplo, que em Caracas 59,8% dos jovens entre 16 e 21 anos alegaram que a ciência é uma profissão atrativa. No Brasil, essa média ficou em 44,6%. Um dado que complementa essa informação é o de que em nosso país, essa porcentagem não muda nos jovens que alegaram se interessar por ciência.

A pesquisa ainda investigava as diferenças de opinião entre as classes sociais e, como pode parecer evidente, a popularidade da ciência diminui junto com a classe social. O que realmente me causou estranhamento é que no Brasil, os jovens que dizem ter contato com a ciência possuem opiniões muito semelhantes àqueles que alegam não se interessarem por este tema.

Uma interpretação possível deste dado é a de que a divulgação científica brasileira é ineficaz. Oras, seria perfeitamente compreensível esperar que dentre os jovens interessados em ciência, o índice daqueles que vêem a ciência como uma profissão fosse maior. Quando este dado não se confirma, eu não posso deixar de pensar que talvez estas pessoas não saibam o que é ciência.

Evidentemente existe um problema na educação científica do país. É certo que este problema provavelmente atinge diversas áreas. Começando pela educação básica, passando pela divulgação científica e chegando à importância que o nosso governo dá ao desenvolvimento científico. O divulgador científico deve ter estes dados em mente.

O que é preciso para tornar a divulgação científica mais atraente? Como atingir a parte da população de baixa renda, revertendo a visão negativa da ciência nessa parcela da população? Como atingir a população das classes mais abastadas e que alegam não se interessarem por ciência?

Acima de tudo, o que é preciso fazer para que as pessoas compreendam que existe uma carreira científica, e que ela nem é tão diferente das tantas outras profissões por aí? Não espero encontrar respostas para todas estas perguntas tão cedo, mas tenho lá minhas reflexões. E você leitor do Polegar Opositor? Qual a sua percepção da ciência?

Polegarcast Episódio 1: O que é ciência… Ou não!

julho, 2008

Este é o PolegarCast, o único podcast aonde a ciência vem também no sabor morango (ouça o programa e entenda a piada). Neste primeiro episódio, gravado no dia 27 de junho de 2008, Eu, Rodolfo e Andréa discutimos um pouco sobre o que é a ciência, sua origem, seu presente e ainda damos pitacos sobre seu futuro.

Longe de chegarmos a uma resposta definitiva, a proposta do podcast é um papo informal, de mesa de bar, sobre o que pensamos e como vemos este incrível empreendimento humano.

Ouça já e descubra o que a ciência e os elefantes tem em comum.

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