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	<title>Comentários sobre: Refutação, correção e verdades na ciência.</title>
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	<description>divulgação científica, ciências, evolução, biologia, criacionismo, filosofia da ciência, karl popper, thomas kuhn</description>
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		<title>Por: thenriques45</title>
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		<dc:creator>thenriques45</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 09:15:05 +0000</pubDate>
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		<description>Carlos, as explica&#231;&#245;es ad hoc nem sempre s&#227;o f&#225;ceis de se perceber. Na verdade, quando s&#227;o propostas por algu&#233;m, &#233; bastante seguro afirmar que o pesquisador em quest&#227;o &quot;n&#227;o fez na maldade&quot;. Um bom exemplo &#233; o caso da descoberta de Netuno. Na ocasi&#227;o da descoberta de Urano, se verificou que os c&#225;lculos newtonianos n&#227;o conseguiam prever com precis&#227;o a orbita do planeta.  
 
Em um cen&#225;rio popperiano de falsificacionismo, a teoria newtoniana deveria ter sido descartada logo neste ponto, j&#225; que apresentava um problema. Mas o que aconteceu foi que ningu&#233;m questionou a capacidade da f&#237;sica newtoniana. O que se fez foi postular uma hip&#243;tese ad hoc: &quot;Deve haver um outro planeta desconhecido afetando a orbita de Urano&quot;. Neste caso em quest&#227;o, havia mesmo, Netuno. 
 
A ironia &#233; que o mesmo problema se repetiu com Merc&#250;rio. E novamente, ao inv&#233;s de se questionar a f&#237;sica newtoniana, foi repetido a solu&#231;&#227;o &quot;ad hoc&quot; anterior. O problema &#233; que neste caso, n&#227;o existe um planeta desconhecido afetando a orbita de Merc&#250;rio. A solu&#231;&#227;o s&#243; veio com os c&#225;lculos da relatividade einsteniana. 
 
Tudo isso pra dizer que em verdade, n&#227;o acho que seja poss&#237;vel distinguir um &quot;ajuste leg&#237;timo&quot; de um &quot;ajuste ad hoc&quot;. E talvez, nem fa&#231;a tanto sentido criar classes de ajustes e etc. Essa dificuldade (ou at&#233; impossibilidade) se traduz na tal arbitrariedade que eu comentei no texto, resultando na impossibilidade de um sistema auto-corretivo. Por isso argumentei que a ci&#234;ncia, no m&#225;ximo, se auto-valida. E n&#227;o h&#225; nada de errado nisso, veja bem. A auto-valida&#231;&#227;o resguarda a integridade do empreendimento cient&#237;fico. Sem isso, viver&#237;amos em um &quot;deus nos acuda&quot; generalizado, o que tornaria toda a ci&#234;ncia... Bem... Sem sentido. </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Carlos, as explica&ccedil;&otilde;es ad hoc nem sempre s&atilde;o f&aacute;ceis de se perceber. Na verdade, quando s&atilde;o propostas por algu&eacute;m, &eacute; bastante seguro afirmar que o pesquisador em quest&atilde;o &quot;n&atilde;o fez na maldade&quot;. Um bom exemplo &eacute; o caso da descoberta de Netuno. Na ocasi&atilde;o da descoberta de Urano, se verificou que os c&aacute;lculos newtonianos n&atilde;o conseguiam prever com precis&atilde;o a orbita do planeta.  </p>
<p>Em um cen&aacute;rio popperiano de falsificacionismo, a teoria newtoniana deveria ter sido descartada logo neste ponto, j&aacute; que apresentava um problema. Mas o que aconteceu foi que ningu&eacute;m questionou a capacidade da f&iacute;sica newtoniana. O que se fez foi postular uma hip&oacute;tese ad hoc: &quot;Deve haver um outro planeta desconhecido afetando a orbita de Urano&quot;. Neste caso em quest&atilde;o, havia mesmo, Netuno. </p>
<p>A ironia &eacute; que o mesmo problema se repetiu com Merc&uacute;rio. E novamente, ao inv&eacute;s de se questionar a f&iacute;sica newtoniana, foi repetido a solu&ccedil;&atilde;o &quot;ad hoc&quot; anterior. O problema &eacute; que neste caso, n&atilde;o existe um planeta desconhecido afetando a orbita de Merc&uacute;rio. A solu&ccedil;&atilde;o s&oacute; veio com os c&aacute;lculos da relatividade einsteniana. </p>
<p>Tudo isso pra dizer que em verdade, n&atilde;o acho que seja poss&iacute;vel distinguir um &quot;ajuste leg&iacute;timo&quot; de um &quot;ajuste ad hoc&quot;. E talvez, nem fa&ccedil;a tanto sentido criar classes de ajustes e etc. Essa dificuldade (ou at&eacute; impossibilidade) se traduz na tal arbitrariedade que eu comentei no texto, resultando na impossibilidade de um sistema auto-corretivo. Por isso argumentei que a ci&ecirc;ncia, no m&aacute;ximo, se auto-valida. E n&atilde;o h&aacute; nada de errado nisso, veja bem. A auto-valida&ccedil;&atilde;o resguarda a integridade do empreendimento cient&iacute;fico. Sem isso, viver&iacute;amos em um &quot;deus nos acuda&quot; generalizado, o que tornaria toda a ci&ecirc;ncia&#8230; Bem&#8230; Sem sentido.</p>
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