O Time Lord que viajou no tempo (e no espaço).

janeiro, 2012

O filme Contato, adaptação da obra de mesmo nome escrita por Carl Sagan, tem uma sequência inicial memorável.

Basicamente vemos a Terra do espaço e ouvimos todo o caos das transmissões de rádio e televisão vindo do planeta. A imagem então começa a se afastar do planeta e a medida em que vamos viajando através do sistema solar, vamos também viajando através do tempo, ouvindo transmissões cada vez mais antigas até que tudo o que nos resta é o silêncio absoluto de um universo que não faz a menor ideia de que na terceira pedra depois de uma inexpressiva estrela, existe um monte de criaturinhas bípedes que  escutam o espaço na esperança de ouvir a história de outra civilização com o mesmo habito dionísico de gravar os próprios ruídos para que outros o apreciem.

No filme esta cena tem o papel fundamental de explicar para o espectador em três minutos que 1- transmissões de rádio e televisão feitas na Terra viajam para fora do planeta, 2- estes sinais viajam próximo à velocidade da luz e 3- é possível acompanhar toda a história televisionada ou radiodifundida da humanidade caso você possa se mover mais rápido do que estes sinais ou viva em um planeta que esteja no meio do caminho deles.

Este conceito é importante pro filme por que no final do primeiro ato ele é invertido, somos nós que recebemos um sinal alienígena (com um pequeno plot twist que eu não vou estragar dando spoilers, vá correndo assistir Contato).

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Kepler, o salvador.

novembro, 2009

Galileu Galilei é sempre lembrado como um dos maiores cientistas da história. Suas contribuições para a física foram importantíssima, assim como sua habilidade de artesão. Não raro se atribui a ele a construção do primeiro telescópio, o que não é bem verdade.
Na realidade o instrumento em si já existia.

O que Galileu fez foi aperfeiçoar e, em um pensamento muito feliz, apontá-lo para o céu. Ao fazê-lo, acabou por observar três das quatro luas de Júpiter. A quarta só pode ser observada um pouco mais tarde.

Com estas observações feitas Galileu escreveu seu livro Siderius Nuncius, oferecendo a descoberta ao seu futuro mecenas, Cosimo de Medici. O que nem sempre se divulga desta história é que pouca gente acreditou que as luas de Júpiter realmente existiam.

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Salvem os fenômenos, salvem o mundo.

janeiro, 2009

Platão e Aristóteles influenciaram de maneira determinante todo o desenvolvimento científico do período anterior à revolução científica. Platão, com seu mundo das ideias, acreditava que o homem não era capaz de encontrar as causas por trás dos acontecimento naturais. Defendia que era preciso “salvar os fenômenos”, ou seja, descrevê-los.

Já Aristóteles por outro lado acreditava que fenômenos naturais tinham causas naturais. E que portanto era possível encontrar estas causas, observando os fenômenos. Aristóteles também fez uma grande descrição o mundo celeste.

Ambos os homens condicionaram a prática da astronomia antiga. O modelo aristotélico do mundo celeste se tornou o grande paradigma astronômico. O filósofo grego postulou que toda a região “supralunar”, ou seja, tudo que fica “acima” da lua, era constituída de uma matéria diferenciada.

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