Dei-lhe um belo e redondo ZERO!

setembro, 2013

Jorge está em casa olhando para a tela branca a azul do Facebook. Em meio aos vários memes e piadinhas vê um comentário de um colega de classe: “alguém aí fez o trabalho de ciências pra amanha?”. Jorge não fez, nem se lembrava do trabalho. Já são 22:30, a impressora ainda tem tinta, ele aperta o ctrl+t no teclado e digita no campo do Google “Thomas Kuhn Paradigmas”. A página espartana do Google muda para uma série de resultados. Pula o link da wikipédia – todo mundo vai entregar este – continua procurando até que se depara com um outro link: “Os 22 paradigmas de Thomas Kuhn”. Abre o texto, vê que tem a ver com o tema, copia pro Word, faz uma capa, imprime e vai dormir.

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Chocolates, Guloseimas e Divulgação Científica

agosto, 2012

O mercado de produtos tem suas peculiaridades.
Inclusive em relação à Divulgação Científica.

Cromos do Chocolate Surpresa

Cromos do Chocolate Surpresa

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Polegarcast #4 parte 2: Ciência na Ficção Científica.

setembro, 2008

Voltamos diretamente do futuro para a segunda parte do programa. Eu, Andréa, Rodolfo e nosso robô sindicalista Thomas, voltamos a falar sobre a importância da ficção científica. Discutimos sobre Isaac Asimov e suas leis da robótica, Arthur C. Clark, H. G. Wells e sobre cinema.

Ainda neste programa: Seria a Andréa a mulher bicentenária? Asimov tem mais poder de síntese que Deus? Qual a abrangência do sindicato dos robôs?

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Darwin com frevo no pé.

julho, 2008

Durante o encontro anual da SBPC deste ano, tive a oportunidade de conhecer de perto o bloco carnavalesco “Com ciência na cabeça e frevo no pé”. E apesar de não ser lá muito fã de carnaval, adorei a proposta.

"Aí Dumond, conhece aquela do aviador? Einstein, suas piadas são de gosto relativo."

"Aí Dumond, conhece aquela do aviador? Einstein, suas piadas são de gosto relativo."

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Exposição Revolução Genômica

abril, 2008

Enquanto o Ministro Carlos Alberto Menezes Direito do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) adia, sem punição por atraso, seu julgamento sobre a exclusão do artigo 5º da Lei de Biossegurança, os paulistanos estão convidados a visitar a exposição Revolução Genômica, com direito a palestras de pesquisadores nacionais e internacionais no parque do Ibirapuera.

A ação sobre a inconstitucionalidade do uso de células tronco em pesquisas foi proposta por Cláudio Fonteles, que ocupava o cargo de procurador-geral da República em 2005. Desde então, apesar do atraso provocado no desenvolvimento científico, observa-se cada vez mais a alta capacidade ética e técnica dos pesquisadores brasileiros, a julgar pela recente descoberta da localização das células tronco adultas mesenquimais nas paredes dos vasos sanguíneos.

Na exposição sobre o genoma as pessoas vão encontrar o significado das palavras empregadas pelos geneticistas e terão acesso a diversos modelos de moléculas de DNA, alguns deles interativos. Encontrarão equipamentos como centrífuga, termociclador (PCR), eletroforese e seqüenciador em um laboratório no qual se vivencia a técnica de extração de DNA. Assistirão a filmes, inclusive com pesquisadores brasileiros, explicando os processos científicos e as perspectivas em terapia gênica.
Os visitantes verão um histórico da aplicação da genética molecular no Brasil, incluindo as pesquisas sobre doença de Chagas e sobre o “amarelinho”, praga das plantações de laranja que marcou o início da capacitação técnica dos geneticistas brasileiros. As pessoas poderão ainda, responder a enquetes sobre as questões polêmicas relacionadas às aplicações da Genética. A surpresa maior é a perda do foco antropogênico na exposição de seres vivos, que procura mostrar um exemplar de cada grupo do reino animal e vegetal.
Em meio às transcrições da exposição, e traduções do artigo 5º, o ministro Gilmar Mendes, que deverá assumir a presidência do STJ no dia 23 de abril, tem a impressão de que retomarão o julgamento em maio, porém não exclui a possibilidade de outro ministro pedir mais tempo para analisar o processo.
A propósito, o famoso artigo 5º é o que permite a utilização, em pesquisas, de células tronco embrionárias fertilizadas in vitro desde que não sejam mais utilizadas, estejam congeladas há pelo menos três anos, com comercialização vetada, e tenham autorização do casal.

Para saber mais:

Genética
Genoma

A evolução da cultura.

março, 2008

É bastante evidente que a cultura humana se modifica com o decorrer dos séculos. A priori esse movimento pode parecer natural, talvez até esperado. No entanto alguns cientistas acreditam que algumas dessas mudanças se deram por um processo semelhante à seleção natural, ou seja, traços culturais que de alguma maneira beneficiam determinada população sobrevivem e são passadas para a próxima geração.

Richard Dawkins é um dos que defendem essa visão. Mais do que isso, ele é praticamente o pai de uma idéia muito controversa mas extremamente interessante, a memética. Para Dawkins , os traços culturais podem ser classificados em unidades menores similares aos genes. Essas unidades de cultura, chamadas de memes, podem sofrer um processo de seleção natural na medida em que o traço cultural expressado pelo meme é de certa forma importante para determinada população. Podemos tomar como exemplo a higiene. É bastante evidente os benefícios que a higiene trás. Manter hábitos como tomar banho com regularidade, lavar as mãos antes de se alimentar e medidas similares, evitam uma série de problemas com contaminação por agente nocivos ao homem.

Não é de se impressionar portanto, que nos primórdios das sociedades humanas, tribos que mantinham hábitos higiênicos prosperassem mais do que outras tribos que não tinham uma cultura similar. Os benefícios óbvios desse traço cultural beneficiavam aquela tribo, garantindo sua sobrevivência e, por conseqüência, garantindo a sobrevivência do próprio meme. De forma análoga, um traço cultural altamente prejudicial poderia levar determinada população a deixar de existir, levando consigo o meme responsável. É uma idéia, como eu disse, bastante controversa. Seus opositores apontam que não é possível reduzir traços culturais a pequenas unidades auto-replicantes, de modo a não ser possível rastrear ou averiguar a mudança evolutiva de um traço cultural e da população que a exibe.

No entanto, se fosse possível estabelecer termos evolutivos para a mudança cultural, talvez o processo lamarckiano fizesse mais sentido. Ao menos é o que advoga Stephen Jay Gould, outro evolucionista renomado e desafeto de Dawkins. Para Gould , e essa visão me agrada muito mais, traços culturais sofrem influencias do meio, sofrendo mudanças que depois são passadas para a próxima geração. Gould sustenta seu argumento alegando que um processo evolutivo darwiniano, como o da memética , demanda um tempo muito grande para resultar em algo “perceptível”. Nossa cultura parece se modificar muito rapidamente, efeito que poderia ser melhor explicado em um processo evolutivo lamarckista.

Gould tem um bom argumento. Nossa cultura costuma se modificar radicalmente em um período extremamente curto, basta observar as mudanças entre as décadas de 50, 60, 70 e por aí vai. Se fosse possível afirmar que a cultura sofre um processo evolutivo qualquer, eu tiraria minha boina ao lamarckismo.

Para saber mais:

Stephen Jay Gould
Richard Dawkins
Cultura