Viva la revolución! A explosão cambriana do conhecimento científico.

outubro, 2008

A explosão cambriana é um período curioso da história da vida na Terra. Quando olhamos para o registro fóssil do período anterior, notamos que a diversidade biológica não era lá muito grande. Ou talvez as condições não fossem as melhores para o processo de fossilização. O caso é que na passagem do pré-cambriano para o cambriano, a biodiversidade do planeta da um salto incrível. Uma espécie de “explosão” de tipos de seres vivos. A ciência teve um período similar, conhecido como Revolução Científica.

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A história escrita pelos cientistas.

outubro, 2008

A história da ciência, enquanto disciplina, é bastante recente. E seu surgimento se relaciona com a maneira como a ciência ganhou status a partir do século XVII. Há algumas questões relevantes  para a disciplina. Por exemplo, o historiador da ciência deve ser um cientista de formação? Os núcleos de história da ciência devem estar atrelados aos departamentos de ciência ou de história?

São problemas que podem ajudar a compreender os rumos da disciplina até aqui, bem como tentar prever qual será o seu futuro. E existem partidários para todos os gostos. O fato é que os primeiros historiadores da ciência foram mesmo cientistas. O que parece ser um movimento natural, afinal ninguém é mais interessado em ciência do que o cientista.

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Kuhn e sua grande descoberta.

outubro, 2008

Quando falamos em descobertas científicas, logo imaginamos novos planetas, partículas quânticas, eventualmente algum vírus ou bactéria e, com maior frequência, algum aparelho ou aplicação nova. Nada essencialmente errado com isso. O que poucas vezes consideramos como legítimas descobertas, são as abstrações que acabam por produzir novas tendências na ciência.

É o caso das revoluções científicas de Thomas Kuhn. Não, não estou ficando maluco. Estou atestando que uma idéia filosófica é uma das grandes descobertas científicas já feitas. Mas explico melhor.

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Resenha: Grandes Debates da Ciência

setembro, 2008

Como qualquer atividade humana, a ciência é permeada por pontos polêmicos e disputas de egos. Não é raro observar propostas de teorias que de certa maneira, concorrem para explicar um mesmo fenômeno. Da mesma forma, também há casos clássicos de cientistas que partem para “contendas” de todos os tipos. Embora a imagem de uma ciência segura de seus enunciados, sabemos que na prático isso dificilmente ocorre.

Este é justamente o ponto do livro Grandes Debates da Ciência, de Hal Hellman. O autor selecionou alguns dos casos mais populares de disputa entre cientistas e compilou estes casos em um livro bastante interessante. Eu diria até, bastante viciante. Desde Harry Potter e o Cálice de Fogo (e daí né gente!) eu não lia nada que realmente me empolgasse e que fosse difícil de largar.

Evidente que o livro do Hellman nada tem a ver com os livros do Harry Potter. Não se trata de um livro de ficção, mas sim uma amostra bastante curiosa de casos clássicos da ciência. Entre estes casos temos a disputa entre Newton e Leibiniz, Galileu contra o Papa Urbano VIII, Thomas Huxley contra Samuel Wilberforce durante a legendária briga envolvendo a teoria da evolução de Darwin, e por aí vai.

O texto é bastante leve e gostoso de ler. Não é um livro técnico, ou um tratado sobre disputas científicas. É, antes de tudo, um bom livro de divulgação científica. Escrito de maneira a agradar qualquer pessoa que se interessa pelo tema.

Recomendo o livro para os curiosos em saber sobre os bastidores da ciência. É conhecendo melhor estes debates que podemos perceber que a ciência, a despeito de sua imagem mítica, é um empreendimento humano, feito por seres humanos. Como qualquer outro, como qualquer um.

A necrofilia da Ciência: Leibniz

setembro, 2008

A banda de rock Pato Fu, no disco Televisão de Cachorro, gravou uma música chamada Necrofilia da Arte. A música é sobre como músicos ganham fama rapidamente depois que morrem de maneira trágica ou misteriosa. Na ciência, isso ocorre algumas vezes.

Embora talvez possamos justificar que a ciência demora para mudar seus paradigmas. Além de em muitos casos as idéias de determinado cientista serem tão modernas e arrojadas, que simplesmente não podem ser verificadas com a tecnologia atual.

Se o Leibniz morreu, eu amo ele*
É o caso do cientista, filósofo e matemático alemão Gottfried Wilhelm von Leibniz. Dono de um intelecto incrivelmente versátil (e de uma bela peruca), Leibniz foi influente nos campos mais diversos do desenvolvimento humano.

Liebniz e sua peruca. Clique para ampliar.

Liebniz e sua peruca. Clique para ampliar.

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Galileu, o Index e a Divulgação Científica.

agosto, 2008

Galileu Galilei foi um dos cientistas mais versáteis da história. Vivei entre o final do século XVI e início do XVII. Foi o responsável pela invenção de uma série de instrumentos de precisão, criou os princípios da inércia (influenciando o trabalho vindouro de Isaac Newton), produziu telescópios mais sensíveis e etc.

Galileu Galileu. Clique para ampliar.

Galileu Galileu. Clique para ampliar.

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Chagas e sua doença.

agosto, 2008

Carlos Justiano Ribeiro Chagas, o Carlos Chagas, foi um dos maiores cientistas brasileiros. Mineiro, filho de cafeicultor, estudou na Escola de Medicina do Rio de Janeiro. Teve o privilégio de estar na faculdade quando esta passou por profundas mudanças por conta das descobertas feitas por Luis Pasteur.

Teve como orientador Oswaldo Cruz, com quem manteve uma longa amizade. Não é de se espantar que um homem influenciado por Pasteur e amigo pessoal de Oswaldo Cruz, tenha sido um dos maiores médicos brasileiros.

Por sua tese de doutorado sobre malária, foi convocado por Oswaldo Cruz a ajudar no combate a doença. A eídemia foi controlada em cinco meses. O sucesso da operação acabaria levando Chagas, um ano depois, a ser enviado para a cidade de Lassance, em Minas Gerais.

Fonte: Wikipedia continue lendo >>

Polegarcast Episódio 1: O que é ciência… Ou não!

julho, 2008

Este é o PolegarCast, o único podcast aonde a ciência vem também no sabor morango (ouça o programa e entenda a piada). Neste primeiro episódio, gravado no dia 27 de junho de 2008, Eu, Rodolfo e Andréa discutimos um pouco sobre o que é a ciência, sua origem, seu presente e ainda damos pitacos sobre seu futuro.

Longe de chegarmos a uma resposta definitiva, a proposta do podcast é um papo informal, de mesa de bar, sobre o que pensamos e como vemos este incrível empreendimento humano.

Ouça já e descubra o que a ciência e os elefantes tem em comum.

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