Dei-lhe um belo e redondo ZERO!

setembro, 2013

Jorge está em casa olhando para a tela branca a azul do Facebook. Em meio aos vários memes e piadinhas vê um comentário de um colega de classe: “alguém aí fez o trabalho de ciências pra amanha?”. Jorge não fez, nem se lembrava do trabalho. Já são 22:30, a impressora ainda tem tinta, ele aperta o ctrl+t no teclado e digita no campo do Google “Thomas Kuhn Paradigmas”. A página espartana do Google muda para uma série de resultados. Pula o link da wikipédia – todo mundo vai entregar este – continua procurando até que se depara com um outro link: “Os 22 paradigmas de Thomas Kuhn”. Abre o texto, vê que tem a ver com o tema, copia pro Word, faz uma capa, imprime e vai dormir.

copia

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O ego e o eco: a carreira acadêmica, publicações e o acesso à produção científica

fevereiro, 2012

A Ciência é a forma mais eficiente que conhecemos de descobrir como o mundo funciona. Ela sacia a nossa curiosidade e permite que a gente invente coisas e construa engenhocas e máquinas de todos os tipos e para todos os fins. Medicina, tecnologia, exploração do espaço, conservação de ambientes naturais, produção de energia, etc., são todas áreas extremamente relevantes na atualidade nas quais contamos fortemente com a Ciência. E contamos com ela na forma de investimentos; muito dinheiro (muito mesmo!) é gasto anualmente com Ciência. Por exemplo, na Europa quase 8 bilhões de euros foram gastos para a construção de um acelerador de partículas, o LHC. Vale lembrar que em muitos países (incluindo o nosso) boa parte do dinheiro investido em Ciência vem dos cofres públicos, o que significa que somos nós, todos nós, que pagamos por isso.

Ok. Então gastamos uma grana bem razoável com a Ciência porque ela é a forma mais eficiente que temos de construir conhecimento confiável. Provavelmente é um dinheiro bem gasto. Mas será que teria alguma forma de tornar a Ciência mais eficiente?

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Plágio e Remix: Uma narrativa de duas culturas.

novembro, 2011

No dia 02 de outubro o blog de ciências da Folha, o Laboratório, soltou um post chamado Educar para não plagiar. O texto chama atenção para um congresso sobre plágio e má conduta científica e aponta algumas conclusões tiradas durante o evento.

A primeira conclusão é a de que hoje em dia, por conta da facilidade de acesso à informação, está mais fácil plagiar. A segunda conclusão, que de acordo com o texto é mais filosófica, diz que a facilidade de acesso à informação científica não deveria justificar o aumento do número de casos de plágio (o texto original da Folha diz “fraude” e não plágio neste ponto específico, mas fraude segundo o dicionário Aulete quer dizer falsificação de uma forma geral o que, acredito eu, não tem relação direta com a facilidade de acesso à informação, neste caso plágio parece-me ser o mais correto). Uma última conclusão argumenta que estudantes e pesquisadores mais novos não foram ensinados a lidar com toda essa informação e plagiam por pura ignorância.

Curioso ver que nos comentários do texto da Folha alguém que assina como Roberto faz uma pergunta simples mas que está no centro desta questão: “Afinal a internet ajuda ou atrapalha a ciência”?

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Porquê o CDF é o contrário do que a ciência precisa.

agosto, 2011

No meu texto anterior chamei a atenção (de forma bastante superficial é verdade) para a questão de como o paper científico transposto do meio físico para o meio digital traz consigo todos os problemas do paper físico aproveitando muito pouco das qualidades do meio digital.
Também chamo atenção para o fato de que Stephen Wolfram também reconhece parte destes problemas e, na tentativa de encontrar alguma solução, criou o formato CDF. Recomendo que assistam ao vídeo do Wolfram apresentando o formato, caso ainda não tenham assistido.

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